Sabemos torcer?



Reproduzo abaixo coluna que publiquei no diário LANCE! na última terça. Volto a postar na próxima segunda, 25, mas até lá sigo respondendo comentários de vocês. Bom final de semana a todos, João.

“Um dos desafios da Seleção para a Copa de 2014 é se reaproximar do torcedor brasileiro de quem tem estado afastada de um tempo pra cá. Como sede do próximo Mundial custava o Brasil fazer mais amistosos em casa? Não poderia ter levado o recente jogo contra a Argentina pra seu território, ainda mais tendo nossos vizinhos acabado de atuar em Buenos Aires pelas eliminatórias?

Talvez com um bom desempenho em Londres iniciemos um processo de reconquista do torcedor, que, assim como pode ser um fator favorável no próximo Mundial, não deixa de ser uma ameaça, especialmente se as coisas dentro de campo não forem bem. Em vez de jogar a favor a galera pode acabar jogando contra. E uma coisa é torcida de time, outra, de Seleção, uma torcida que engloba pessoas com diferentes equipes de coração, vindas de diversas regiões e que não estão acostumadas a torcer junto.

É uma turma exigente que se comporta diferente das torcidas europeias. Fui a cinco Copas do Mundo e vi várias vezes os brasileiros, mesmo em grande número nos estádios, engolidos pelos europeus. Talvez porque quem vai à Copa no exterior não seja o típico torcedor de futebol. Não tem cânticos, gritos de incentivo ou o que for para incentivar o time. Ao contrário dos europeus, que cantam o jogo todo. E quando a Seleção atua em casa, como vai acontecer em 2014, não é raro vê-lo dividido em grupos, cada um pedindo um jogador, reclamando de A ou B e não gritando em uníssono como se faz na Europa.

Lembro bem de Inglaterra x Brasil na Copa de 2002, quando viramos pra 2 a 1 e avançamos às semifinais. Os ingleses estavam em maior número, é verdade, e tinham David Beckham que encantava os japoneses, mas no estádio mal se ouvia a torcida brasileira que não era tão pequena assim. Ficou encolhida, encolhida, quase não se fazendo ouvir.

Já na Copa da França, em 1998, conseguimos dividir o estádio com dinamarqueses e quase repetir a façanha contra os holandeses, mas tanto uns quanto outros gritavam mais do que a gente. E eram cânticos bonitos, misturando letras de músicas de rock com “melodias sinfônicas”.

Quanto mais distante a Seleção, mais difícil “educar” nosso torcedor. Não acho que tenhamos que ser iguais aos europeus, que têm seu próprio estilo e cujas torcidas são marcadas por um nacionalismo exacerbado e rivalidades históricas e territoriais que não temos por aqui. Felizmente. Mas não é por isso que não poderemos encontrar nossa própria forma de torcer, apoiar e participar. Mas com a Seleção por perto. E correspondendo.

Temos que aprender, inclusive, a valorizar derrotas, lembrar da lição de 1982, uma equipe que dava gosto de ver e nem às semifinais chegou. Estava na Dinamarca naquela Copa e quando me encontravam na rua usando camisa do Brasil vinham logo conversar e elogiar nosso futebol. Dava orgulho vestir a amarelinha mesmo na derrota. Podemos até perder, mas que percamos encantando. E lutando até o final.”



  • Claudio

    Janca sou um dos torcedores que não acompanho mais a amarelinha,lembro que nas decadas de 80 e 90 a seleção canarinho era mais bem quista pelos brasileiros mas de uns tempo pra ca virou businness..Hoje torço e sofro so por uma agremiação…Não troco o meu amor pelo Flamengo por seleção nenhuma,não perco tempo vendo amistosos caça niqueis e jogadores fazendo media com a CBF..Pra mim a seleção morreu em 1994,de la pra ca eu aprendi a não gostar mais de seleção,a de 2002 foi o ultimo suspiro,abraço.

    • Carlos Eduardo

      Resumiu o sentimento de milhares de torcedores.
      Parabéns Claudio!

      • Claudio

        vlew Carlos,abs.

    • janca

      Oi Claudio, entendo e respeito seu desabafo, quando você diz que a seleção virou “business” tem toda razão. O que lamento é que poderia ter virado “business” e ainda assim mantido a essência, mas nem isso aconteceu. Comercializaram a seleção, banalizaram a seleção e ela ficou cada vez mais distante do torcedor brasileiro, o que é uma pena. Mas ainda há tempo de mudar os rumos. Não com a atual direção da CBF, que não deixa de representar a anterior e seguir modelo semelhante. Mas que dá pra mudar esse estado dá. Abs.

  • Tato

    Janca, creio que nosso conflito com a Seleção vem de fatores como o orgulho do nosso futebol vencedor (que foi durante muito tempo sinônimo de alta qualidade e ainda é, na minha opinião). Esse futebol que ao lado do carnaval e das mulheres, o maior ícone de nossa “nação”. Outro ponto é o fato da Seleção ser a “cachaça” nacional, subterfúgio para as esquecer das agruras do nosso dia a dia. O Brasil tem proporções continentais, com regiões tão diversas culturalmente que uma unidade de comportamento/modo de torcer é quase utopia. Fatores adversos fazem com que países desenvolvam um sentimento único de identidade em comum, de patriotismo, e externam esses sentimento em ocasiões onde um grupo (no caso a seleção de futebol) representa o país para o resto do mundo. Eles se sentem realmente representados, e a vitória nem sempre é o motivo único para que torçam. Que exemplo melhor pode alguém nos dar do que os Irlandeses? Segunda Eurocopa, algumas participações em Copa do Mundo e o time na 3ª rodada sem chances nenhuma, já desclassificada, ser tratada daquela maneira pelos torcedores é coisa, para nós brasileiros, de outro mundo!

    • janca

      Oi Tato. Vejo as coisas de um modo um pouco diferente. Não chao que o futebol ao lado do Carnaval e das mulheres seja o maior ícone da nação, como você colocou. Acho que isso é uma imagem estereotipada que acabamos reforçando, mas está mudando. No caso da Irlanda, da Suécia ou de outra seleção europeia que não seja tida como “de ponta” o simples fato de estar na fase final da Euro significa muito. A Alemanha, também conhecida por seus títulos mundiais no futebol, soube valorizar o terceiro lugar de 2006. Nós saberíamos? Talvez, se estivéssemos sintonizados com a seleção, como aconteceu nos tempos de Telê. Hoje a seleção parece que não representa mais os torcedores brasileiros, nem aqui tem jogado mais… E isso é preocupante pois a Copa de 2014 será… no Brasil.

      • Tato

        Janca, faltou um “foi” antes de … o maior ícone da nossa “nação”… Quis dizer também que acostumamos a ver um futebol bonito e “vencedor” e não valorizamos nenhum resultado a não ser o de campeão. Quanto ao “bussiness” eu sempre enxerguei o futebol como um negócio, mas que tomou proporções gigantes com o aumento da influência dos “empresários” que mantem uma relação pra lá de promíscua com dirigentes futebolísticos. Basta lembrar que já vimos cada “figura” ser convocado para seleção que dá até medo.

        • janca

          Ah! E sobre o fato de termos nos acostumado com vitórias, vitórias e mais vitórias é verdade. E achamos que somos sempre os melhores e que temos de vencer todos os dias. Mas a empáfia de alguns técnicos e até jogadores também atrapalha, pelo menos a meu ver. Parece que a seleção não é nossa, mas da CBF. Hoje vejo muita gente torcendo contra o Brasil na Olimpíada (no caso do futebol masculino) para o Mano não ficar com mais força no comando da equipe. Mas ainda assim eu torço para que ganhemos o ouro, não consigo torcer contra. E o ouro tem que ser prioridade, uma conquista que nosso futebol ainda não tem. Mas é o que disse. Se o time mostrar gana, força de vontade, jogar não só com a técnica mas com o coração, aí sim a história pode ser diferente. E o torcedor tem que entender _e entende_ que em futebol não existe só a vitória. Agora o que não dá é perder a Copa América sem jogar nada, desperdiçando quatro pênaltis na cobrança e sair como se ninguém estivesse aí com nada, reclamando apenas do estado do gramado.

  • Alexandre

    Janca,
    Será que o nosso comportamento como torcedores não reflete exatamente nosso comportamento como cidadãos: um bando passivo e individualista?

    • janca

      Não tinha pensado sob esse aspecto e a resposta é que talvez sim, talvez seja isso. Da mesma forma que não nos sentimos representados pelos políticos que nos comandam e eles estão cada vez mais afastados do dia a dia do cidadão comum, a seleção tem estado muito distante do torcedor. E uma coisa leva à outra. Cidadãos e torcedores “conformistas”. Ou passivos e individualistas, como você colocou.

  • Adalberto Franco

    Bom Dia Janca, com a Seleção Brasileira, jogando seus amistosos na Europa e nos EUA, fica dificil aproxima-la da torcida, se bem me lembro algum tempo num passado não muito distante o Brasil, rodava pelo país fazendo amistosos com as mais diferentes Seleções, hoje raramente a Seleção Brasileira, joga em sua casa preferindo jogar no exterior, até parece que tem vergonha de jogar em seu própio país.

    • janca

      Não é vergonha, é dinheiro, Adalberto. Abs. e boa sexta pra você, Janca

  • Pereira

    A Seleção Brasileira hoje com jogadores que atuam em times de outros paises…perderam a identidade com o torcedores brasileiros…hoje quando vemos uma entrevista com jogadores…eu pelo menos sinto que esses atletas estão mais identificados com os paises que eles atuam…exemplo: jogador que joga na Italia…até o idioma que eles falam…é um portugues de gringo…perderam a alegria e a expontenidade dos brasileiros…sendo assim a maioria do torcedores brasileiros não tem essa identificação que tinha há vinte ou trinta anos atras…Ex: Rivelino (Corinthians), Tostão (Cruzeiros), Pele (Santos), Garrincha (Botafogo), Ademir da Guia (Palmeiras), sendo assim quqando esses jogadores eram convocados para a Selecao Brasielira…os torcedores identificava esses jogadores com seus times…hoje…quando vemos convocados jogadores que atuam no Bracelona, Real Madrid, Milan, Chelsea, Inter de Milao etc…sendo assim poucos sao os jogadores que atuam no Pais!

    • janca

      É o que você escreveu. Perdeu-se a identidade. Ainda dá pra recuperá-la? Acho que sim. Mas com mudança na estrutura do nosso futebol e da própria CBF, claro.

  • Emerson David

    O brasileiro não é torcedor de seleção, mais. Já foi? Acho que sim. Isso foi em um tempo em que não se amava a camisa da Nike, os euros dos patrocinadores, tampouco a bola da Adidas. Quando não se comia caviar, no lugar da grama. Quando a chuteira não era testada 200 vezes antes de calçá-la. Quando os colares, bandanas, pulseiras e chuteiras coloridas não eram comuns. Quando não se ostentava um colar de ouro com as iniciais dos nomes dos jogadores. Quando comemorações não eram compradas (dedinhos, coraçõezinhos,…). Nessa época (até meados dos anos 90) se jogava com vontade. Tanta vontade ou até mais do que se mostrava em seus clubes. Existia estrela sim, mas o camisa verde/amarelo era maior. A TV que hoje bate no jogador que vai mal pela seleção é a mesma que o idolatra quando dá pedaladinhas improdutivas, ou canetas na lateral. Jogadores falsos, sem comprometimento com o povo, com a seleção e com a nação. O que importa é agradar a TV que os banca, a Confederação que faz o lobby para irem prá Europa e os patrocinadores que os alienam.
    Larguei essa seleção vendida. Só torço pelo Cruzeiro.

    • janca

      Pelo menos seu time está indo bem… Mas amanhã tem o Vasco, que pode chegar a 19 pontos em 7 rodadas se vencer os dois jogos que terá em casa. Contra Cruzeiro e, salvo engano, Ponte Preta na rodada seguinte.

    • Tato

      Raramente concordo com um cruzeirense, hehehehe, mas tenho que “tirar o chapéu” para o seu comentário e só completando: houve um tempo que era uma honra para o jogador vestir a “amarelinha”, quantos jogadores no mundo não invejavam o previlégio de ser brasileiro para ter a possibilidade de jogar na nossa seleção? De uns tempos pra cá tem jogador que acha que está fazendo favor ao vestir a camisa da seleção (é só lembrar do Assis que fazia algumas exigências para seu irmão atuar na seleção).
      PS: Não gosto de ouvir na TV expressões como “o brasileiro Thiago Mota” “o brasileiro Pepe” “o brasileiro Eduardo da Silva”…

  • Luiz Augusto

    Bom dia, Janca.O torcedor brasileiro em geral, é assim. Enquanto mesmo perdendo a torcida do Boca canta, as brasileiras se estiverem ganhando por 1 x 0 e o adversário colocar uma bola na trave, já ficam quietas, vejo pelas torcidas do rio que são assim. São mais espectadores do que torcedores, gostam mais de acompanhar do que participar.
    Vejo que não têm solução, o povo já percebeu que a seleção é uma maneira de entrerter as massas enquanto é sacaneado na política.

    • janca

      Pode até ser, mas mesmo na política, onde somos sacaneados a todo momento (no futebol também somos _rs), a massa anda inerte… Abs.

  • @R9Sal

    Eu parei com a Seleção no dia da convocação pra Copa de 1998 e na lista constavam Doriva e Gonçalves e Djalminha ficou de fora.
    Ali eu vi que o negócio não era serio e que a Seleção Brasileira tinha perdido a essencia do seu jogo

    • Tato

      Em 1994 levaram um tal de “Paulo César” ou “Paulo Sérgio” sei lá. Nem lembro o nome. ENtão foi antes de 1998.

      • @R9Sal

        É que pra mim, Doriva principalmente foi a gota d’agua.

        Engraçado é que depois da Copa de 98 tenho notado que o nível de exigência do torcedor brasileiro vai ladeira abaixo ano após ano.

        Hoje eu vejo torcedor comemorando no estadio bicudão pro alto de zagueiro botinudo e reclamando que o camisa 10 do toque refinado é lento e some do jogo.

        Não duvidaria um que Riquelme por exemplo, aqui no Brasil seria banco de qualquer time depois de meia duzia de jogos por que não suja o calção de barro acompanhando o lateral adversario.

        Viajei um pouco mas acho que o futebol brasileiro precisa URGENTEMENTE se reencotrar.

        • janca

          E a exigência da imprensa também. Hoje ficou “normal” perdermos pro México sem jogar nada, levarmos quatro da Argentina e sairmos comemorando, perder a Copa América (um time sem gana e pontaria, pra não falar outra coisa) e colocar a culpa no gramado… A seleção está longe do povo. Em todos os sentidos, tanto que quando virá jogar aqui será para contentar o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, com jogo no Morumbi. Afinal Juvenal é amigo de José Maria Marin, o malufista que ganhou a presidência da CBF de presente e não tem pudores em elogiar até não poder mais a administração Ricardo Teixeira. De quem era o vice. Mais velho.

  • Rafael

    Bom dia Janca!

    Realmente a seleção perdeu a identidade com o torcedor.
    Falta patriotismo aos brasileiros (me incluindo nessa tb).

    Nesse aspecto, gosto muito do povo norte-americano, que em cada casa, em cada lugar há uma bandeira americana, por mais que não ganhem tudo, eles tem orgulho disso.

    Aqui você vê bandeiras em casas fora da copa do mundo? eu não vejo.
    Nem o hino os jogadores respeitam mais, essa era uma parte em que o Dunga ganhava um ponto comigo, ele fazia cantar o hino e não tinha conversa.
    O patriotismo deve começar com os jogadores.

    O que acha janca?
    Abraço

    • janca

      O Dunga, apesar dos pesares, ganhou vários pontos comigo. Tudo bem, perdemos a Copa da África e não encantamos, o que deixa o sabor da derrota pior, mas pelo menos antes conseguimos umas atuações incríveis, como a vitória contra a Celeste em Montevidéu, pra ficar em um exemplo só. Nem sei se se trata da questão do patriotismo (ou falta) dele por parte dos torcedores e jogadores de hoje, por parte dos jogadores vejo uma certa empáfia, da comissão técnica nem se fale, e por parte dos torcedores, indiferença. Abs.

  • renato sa

    Sou torcedor do início de 90 pra cá, antes disso era demasiado criança e não observava nada. Torço muito mais pelo meu clube que para a seleção. Prefiro ver meu time campeão brasileiro à seleção campeã do mundo, embora estas conquistas não sejam excludentes. Como eu, conheço mais pessoas que em primeiro seu clube, depois a seleção. Encontra-se aí um primeiro motivo do posicionamento da nossa torcida.
    Acredito também que, diferente das seleções europeias, a brasileira possui só o vínculo futebolístico com o time (parece óbvio, mas não é). Na Europa, o sentimento nacionalista, o sentimento regional, se inflama, uma vez que por toda a história da pequena região, dividida quase que em burgos (quando comparada ao Brasil), fez com que uma cultura fosse construída em torno da defesa dos símbolos nacionais (que por lá representam uma boa parcela da população). Vejo aí um outro motivo de no Brasil ninguém se exaltar mais que o necessário e só realmente torcerem quando é Copa do Mundo. Aqui é futebol pelo futebol, não vemos muito mais que isso.
    E por fim, o motivo que todos concordam, quem vai à Copa, no máximo é quem senta nas sociais. Quem raramente puxa um coro, quem raramente sofre pra chegar no estadio (metrô, trem, ônibus, fila….). O que também nos leva para uma hipótese que tenho, e se você puder ajudar: As torcidas organizadas inibem os torcedores “livres”, lhes tiram a espontaneidade. Já cansei de ver partes da torcida (livre) começar um cântico ou uma ola e as organizadas abafarem, pois não está no script e nem por elas foram iniciadas. Algo que vai minando o torcedor sempre a espera da iniciativa organizada (que em jogos da seleção não vem)…

    • janca

      De fato também conheço muita gente que torce mais pelo seu clube do que pela seleção. Não é meu caso, mas confesso que tenho ficado indiferente ao ver a equipe disputar amistosos sem sentido, como vários do ano passado. Ou mesmo ao comemorar a atuação diante da Argentina, mesmo tendo levado de quatro. E os 2 a 0 pro México, então, nem se fala. Os jogadores saem como se fosse um resultado normal, a própria imprensa vem com papo de que o México evoluiu, o que é verdade, mas parece se esquecer de que o Brasil está andando pra trás. E está mesmo. Ah! E com calma vou respondendo os demais comentários entre sábado e domingo. Abs.

  • joe LHP

    Torcida europeia é acostumada a ir em estadio e o mesmo publico que assiste aos jogos dos clubes no Brasil é diferente a maioria é turista que não vai em estadio assistir os clubes logo não é acostumado com canticos e festa de arquibancada.

  • Ado Marcelo

    A seleção divorciou-se do brasileiro quando deixou de praticar um futebol que os orgulhasse. Claro, todos queremos ganhar, mas o selecionado sempre foi motivo de orgulho do povo e há muito que não é mais.
    Junte a isso toda história de corrupção da CBF, a mal termos amistosos por aqui e quando tem geralmente é contra honduras da vida., enfim.
    O pessoal do futebol é craque em enriquecer seus patrimônios, e mais craque ainda em maltratar tanto a galinha dos ovos de ouro que já está botando ovo de prata a algum tempo.

    • @R9Sal

      Era exatamente isso que eu queria dizer

    • janca

      Neste sentido _sobre CBF_ concordo que ela mais atrapalha do que ajuda, porque a “agenda” dos dirigentes não é necessariamente a mesma dos torcedores. E a imagem da instituição, que se considera “dona” da seleção, prejudica muito o futebol brasileiro. Prejudicava com Teixeira e segue prejudicando com Marin/Del Nero no comando.

  • Alexandre

    Minha seleção é CORINTHIANS, a outra amarela deixa pra lá, até porque Até 2002 tinhamos realmente uma Seleção, hoje é um catadão de laranja que não dá nem caldo. Thau Brasil, boa eliminação na Olimpiada e também na próxima Copa do Mundo, ou tem algum otário que acha que vai ser diferente………

  • marcio campiotto

    Janca, na moral meu querido, pra mim a seleção de 82 não passa de fajuta, tinhamos os melhores jogadores, melhor futebol, mas perdemos, não ganhamos nada, então não podemos dizer que eramos os melhores do mundo, melhores do mundo era a seleção de 58/62/70/94 e 2002, sabe por que, por que fomos campeões do mundo, assim como Italia, Espanha, França etc…..
    Abraço meu querido, e isso é o que acho, mas como no brasil, não torcemos para a seleção ganhar e sim perder, rssrsrsr, mas tamo ai, Brasileiros natos torcendo como podemos torcer……….

    • janca

      Definitivamente não pensamos da mesma forma. A Hungria também não ganhou a Copa de 1954 nem a Holanda a de 1974 mas entraram para a história e encartaram, tendo suas equipes lembradas até hoje e muitas vezes mais do que os próprios campeões.

  • Olavo Provenzano

    Janca, seu blog é sobre bastidores, política, e outras coisas que ficam ‘foram das quatro linhas’ como costumamos dizer. Acho interessante esse tipo de opção de leitura para nós fãs de futebol. Só não entendo, sinceramente, por que você sempre abre uma exceção, e é sempre em favor do Corinthians. Os únicos posts de ‘futebol jogado’ são pra falar do Corinthians. É lamentável Janca, eu já quase não leio blogs na internet e quase não assisto programas de futebol devido ao fanatismo dos comentaristas e blogueiros com o Corinthians. Corinthians é sempre o queridinho da mídia, com todos e tudo a favor. É irritante. Agora vem você também abrindo exceções pra falar deste time corrupto e indigno, que pauta suas maiores glórias em escândalos de arbitragem, que já venceu a alma à máfia russa, que tem apoio irrestrito dentro da CBF. Só lamento amigo Janca, perdeu um leitor.

    • janca

      Direito seu não ler o que não quer. Mas você escreve com ódio no coração e movido por paixões clubísticas, que costumam cegar. Neste momento é difícil não tratar do Corinthians, o que tenho feito muitas vezes, pois é o time mais comentado, pelo bem ou pelo mal, pela obsessão com a Libertadores, pela ligação com a CBF (lá estão Andrés e Mano) e por ser o clube cujo estádio vai simplesmente abrir a Copa do Mundo. Já tratei até do assunto (espaço dado a Corinthians e Flamengo pela imprensa em geral) num post intitulado “A parcialidade da mídia”. Adeus, então, Janca

    • janca

      E se só pra completar meu blog é sobre bastidores, torcidas, política esportiva etc. etc. etc., mas não só sobre isso. Já tratei muito da forma como o Santos joga, especialmante ano passado quando teve pela frente o Barça, da maneira de a seleção atuar, do Chelsea, do Pinheiros e de São José no basquete, da Lusa, time para o qual torço, do São Paulo e outros e tenho o direito de continuar fazendo vez ou outra quer você queira quer não. Boa sorte nas futuras leituras em outros espaços, Janca

    • janca

      Sem dizer que este post aqui era sobre seleção brasileira, mas leitores/torcedores como você acabam virando a discussão para o Corinthians. Uns porque amam o clube, outros porque odeiam. O que também é um direito de vocês. Mas paixão, insisto, pode cegar. Lamento ter sido seu caso. De verdade.

  • Boa tarde, Janca!
    Acredito que vários aspectos contribuem para isso mas destaco dois que são culturais e acredito sejam dos maiores e mostram bem o que acontece em relação a seleção e a identidade que o brasileiro tem hoje com ela.
    O calendário FIFA com as janelas para seleções nacionais e campeonatos são conhecidos com antecedência até de anos, portanto todos sabem as datas mas mesmo assim, todos os presidentes de clubes aprovam o calendário nacional com datas sobrepostas ou com proximidades entre elas. Para dar um exemplo recente mas vale para todos os clubes, o Neymar vive uma maratona de jogos, compromissos sociais e publicitários a meses (muito antes do Mundial) e suas férias foram de muita “atividade” e pouco descanso enquanto faziam de conta que estamos diante do super-atleta, resultado: estourou e vai estourar com gravidade logo logo se continuarem nesta toada. A culpa foi de quem? Dos dirigente que não preservaram a sua jóia? Não. É claro que é da seleção. Como vão assumir que fizeram opções equivocadas achando que iriam ganhar tudo.Liberação de jogadores???? Sou do tempo em que seleção só para os melhores e os clubes e torcedores tinham orgulho disto.
    Hoje virou regra: todo jogador é mais importante para seu clube e portanto não pode ser convocado. Depois queremos time campeão, seleção com identidade. Não funciona.
    A contradição é total já que este mesmo Santos de Neymar, tinha se não me falha a memória 4 jogadores (3 titulares), Pelé, Clodoaldo, Carlos Alberto e Edu, na fantástica seleção de 1970 e não passou na cabeça de ninguem pedir liberação. Esta seleção, treinou durante 3 meses seguidos para a copa e ninguem chiou, muito pelo contrário ( o Santos deixava de ganhar milhões a época com as excursões mas entendia que isto era mais importante e que indiretamente valorizava o nome Santos FC). Era um assunto só, seleção brasileira.
    Quando Pelé parou de jogar pela seleção ou o lateral Leandro deixou de embarcar para a copa, foi uma indignação nacional. Onde se viu deixar de servir a seleção? Hoje não li uma linha sequer de crítica aos dirigentes de clubes, muito pelo contrário alguns ainda dão razão.
    Outro aspecto que a meu ver contribui e muito para a falta de identidade, é que à partir da copa de 1974, passaram os formadores de opinião e depois o torcedor acreditou que era uma forma de protesto, chamar a seleção brasileira quando não concordam com o técnico, da convocação ou seja lá porque razão, de: Seleção do Zagalo, Coutinho, Têle, Lazzaroni, Parreira, Felipão, Dunga e agora da seleção do Manio Menezes. Virou moda.
    “Pô” é Seleção Brasileira! Como construir uma identidade com o torcedor diante deste tipo de postura? Os gringos torcem para a seleção da Inglaterra, da Argentina e etc., já o brasileiro e sua crônica esportiva contra a seleção do Mano Menezes. É ou não é rídiculo.
    Janca, você já viu fora do Brasil, alguém vaiar a sua seleção nacional? O hino de seu país? Chamar a seleção nacional de a seleção do fulano ou do sicrano? Vaiam jogador, dirigente ou técnico mas jamais a seleção como um todo, aqui acham correto a manifestação.
    Se não nos saimos bem, é o país que não presta. Jogamos a bandeira no fundo da gaveta até o próximo evento.

    • janca

      Ah! Com calma amanhã respondo seu comentário, Ernesto. Abs.

    • janca

      Oi Ernesto, duas observações sobre seu comentário. A primeira é que os tempos mudam mas não necessariamente as seleções nacionais deixam de ter importância, vide a Euro, que deverá ter a fase final ampliada de 16 pra 24 times e é emoção pura. Copa do Mundo é um evento incrível e acho que, por mais que o futebol tenha se mercantilizado, o que é um processo natural, não pode ser “excludente”, ou seja, temos de tomar cuidado com a elitização, excluindo dos campos as classes ditas populares, bem como temos de valorizar um Mundial e uma Olimpíada, que são o ápice do esporte. E envolvem clubes, não seleções. A segunda observação é que talvez, de fato, a partir dos anos 70 muitos começaram a dizer a seleção de fulano ou sicrano, como você apontou, mas porque o trabalho dos técnicos ganhou uma valorização maior do que tinha. Não acho que isso ajude a tirar a identidade de uma seleção. Finalmente, uma terceira observação, acho que vaiar faz parte, como protestar também faz, e isso não significa que estejamos atacando nosso próprio país, muitas vezes é o contrário, reclamamos porque queremos que ele se saia melhor. Em campo ou fora dele. E isso acontece com os clubes também. Protestar, de forma adequada, é claro, é um direito. E acho que ele tem de ser exercido, sim. Abs. e bom domingo, Janca

  • Miguel

    Ao que tudo indica, e a despeito da histórica rivalidade Brasil/Argentina (exacerbada, é fato, recente e estranhamente, pelo meio publicitário), o Corinthians será o Corinthians na final da Libertadores, contrariando a máxima consagrada, por Galvão Bueno, de união nacionalista.

    Essa anomalia só poderia se efetivar plenamente em função desse clube: o Sport Club Corinthians Paulista. Pois o Corinthians é o mais importante clube do futebol brasileiro – logo, o mais invejado.

    A inveja se manifesta no desejo pelo fracasso ou destruição do invejado; no caso específico, na perda na disputa pelo título da Libertadores-2012.

    O que faz do Corinthians o clube mais invejado do Brasil não é a sua condição de “marca” mais valiosa do futebol brasileiro, alicerçada no maior poder de consumo, disparado, de sua torcida (segundo quantificação apontada em recente estudo, consideradas a quantidade de torcedores de cada grande clube do Brasil e respectivas rendas médias).

    A principal razão da inveja anticorinthiana também não é o fato do Timão ser o Campeão dos Campeões do Brasil, com as conquistas de 26 títulos de campeão paulista (maior vencedor), de 5 títulos do Torneio Rio-São Paulo (maior vencedor), de 8 títulos nacionais (maior vencedor sem “canetadas”, com 5 Brasileirões e 3 Copas do Brasil) e do 1° Mundial de Clubes.

    O Corinthians é invejado, sobretudo, por ter a torcida que tem. Pelo fato de ser, autenticamente, o Time do Povo. A Fiel é a razão primeira da grandeza, e também da admiração e da inveja suscitadas, do Corinthians.

    Nada é mais bonito no futebol do que o Corinthians da Fiel.

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