A arena verde



Já havia conversado com dois economistas a respeito e ontem foi a vez de um especialista em marketing esportivo repetir o que ambos haviam me dito. Os três acham que, dos estádios que estão sendo erguidos ou reformulados, o que mais características terá de “arena multiuso” será o do Palmeiras.

É possível. A WTorre, construtora responsável pelas obras, fechou no ano passado contrato com a AEG, especializada em gestão de arenas esportivas e em realização de grandes eventos internacionais. E a empresa norte-americana aposta não só no projeto do novo estádio, que terá capacidade para 45 mil torcedores e, no caso de shows, incluindo o setor descoberto, para até 70 mil pessoas, mas também na sua ótima localização.

É bem possível que a AEG tenha razão ao optar por explorar a “arena verde”. São Paulo é a cidade que mais atrai shows internacionais, ao lado do Rio, que pode ter o Maracanã como palco de futuros eventos internacionais dependendo das ações de quem for administrar o estádio.

No caso do Palmeiras e da WTorre um dos desafios, no entanto, é equacionar a questão do estacionamento e também do relacionamento com os vizinhos, já que a arena fica numa área residencial cujos moradores já demonstraram preocupação com o trânsito e o barulho em dias de shows e jogos.

Segundo conselheiros palmeirenses e representantes da WTorre, será construído um espaço para 1,5 mil vagas além de contrapartidas oferecidas à região, como alargamento e arborização de ruas e convênios com outros estacionamentos para evitar o caos e disponibilizar mais espaço para os visitantes pararem seus carros.

Em tempos de escândalos envolvendo liberação de obras e shoppings em São Paulo, caso do Higienópolis, melhor que tudo seja feito direitinho. Melhor não, obrigação. Afinal, no caso do Shopping Higienópolis, que só agora foi multado pela irregularidade, ele deveria ter 1.994 vagas de estacionamento quando tem apenas 1.524. Uma ex-diretora da administradora do empreendimento diz que foi paga propina para que a obra fosse liberada mesmo sem oferecer as vagas necessárias. E um dos acusados de receber grana para ajudar o shopping foi o vereador Aurélio Miguel, que já foi ouro olímpico de judô. Ele nega tudo, tudo, tudo e diz que quer ser investigado.

Se foi paga propina ou não, não sei, o que sei é que há 470 vagas a menos e até agora tinha ficado por isso. A máfia das obras em São Paulo é pesada e envolve até ameaças de morte. Mas isso é outra história. Uma excelente terça pra todos, João Carlos



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