Pequenas revoluções



Reproduzo, abaixo, coluna que publiquei ontem no diário LANCE! e que trata do uso do esporte e da música, duas “linguagens” universais, como instrumentos de inserção social. Após a coluna seguem três notas sobre exemplos de boas iniciativas mundo afora.

“O nome é curioso, mas talento ele tem de sobra. O pianista Lang Lang, virtuose que pode ser chamado de “Neymar da música clássica chinesa” ou Messi, como queiram, e que quinta completa 30 anos de idade, é considerado um exemplo para a China, cuja população se aproxima de 1,5 bilhão de pessoas. Ao conhecê-lo comentou o quanto achava importante a presença de um ídolo para inspirar os jovens e como, a partir disso, pequenos projetos podem ser tocados para fortalecer a educação por intermédio da música. Ou, no caso do Brasil, pelo esporte, já que gostamos tanto de futebol e logo mais teremos Copa e Olimpíada por aqui.

Segundo o pianista chinês, o sucesso de sua carreira tem feito cada vez mais compatriotas estudarem piano e outros instrumentos musicais. As aulas de música começam não só a ter maior procura nas escolas, mas a invadirem outras searas, como  disciplinas de informática e novas mídias, história, geografia e matemática, que podem ter conceitos ensinados a partir da vida de grandes compositores e da própria evolução da arte. Num país onde florescem a música clássica e também a pop, que trata do cotidiano, viagens, problemas sentimentais e profissionais, entre outros, professores têm usado as duas em salas de aula justamente para discutir a trajetória da humanidade, geopolítica, conflitos internacionais, algo que podemos fazer por aqui também. Por intermédio do esporte.

O futebol é “instrumento” a ser usado em escolas não apenas em atividades de educação física, mas especialmente nas salas de aula. Fiz isso várias vezes com uma molecada para a qual dei aulas de “redação criativa”, trazendo assuntos de interesse dela para debater tópicos de geografia, história, matemática e ciência. Peguei como inspiração o trabalho do escritor norte-americano Dave Eggers, que formou vários centros de literatura para jovens nos Estados Unidos, incentivando-os a escrever de maneira criativa. Sobre assuntos que lhes interessassem, como eleições americanas, finais da NBA e problemas comunitários. E passou a publicar os textos mais interessantes e as propostas para um mundo melhor nem que fosse na rua, quarteirão ou bairro de cada estudante. Uma pequena grande revolução.

Atrás de trabalhos como o de Eggers é que se lançou mundo afora Oliver Alexander, que montou o “Agora”, um projeto para descobrir que microrrevoluções existem em outros cantos do globo, caso da África, continente de que tão pouco se fala por aqui e com o qual tanta semelhança temos. Microrrevolução é aquela iniciativa criada por um ou mais indivíduos que influencia o meio em que vivem pra melhor.

Em tempos de Copa do Mundo no Brasil, apesar de todas as mazelas que conhecemos no campo da organização do evento, o Mundial ainda pode produzir muita coisa. E a Olimpíada também. Seja fazendo do esporte pano de fundo para as aulas, seja incentivando trabalhos comunitários ou abrindo a cabeça das pessoas para novas oportunidades e outras realidades. Se não podemos esperar muito do governo, talvez possamos de nós mesmos. E de quem está a nosso lado.”

* China/Japão: Para a Copa de 2002 o Japão não pensou apenas na criação de esplêndidas arenas multiuso. Incentivou projeto parecido com o que faria Pequim, em 2008, atuando em escolas e comunidades locais, cada uma abraçando uma causa. Centenas de parques foram construídos ou reformulados pra receber os cidadãos com espaço pra prática de tênis de mesa, xadrez, recreação, atividades artísticas, tai chi…;

* Israel/Palestina: O futebol não resolve conflitos, mas que pode ajudar a abrandá-los pode. Escolas israelenses começam a incentivar o intercâmbio com palestinos da Cisjordânia formando times sub-11, sub-13 e sub-15 com jogadores dos dois lados. A mesma coisa é feita em conservatórios musicais, que montam orquestras com jovens judeus e palestinos, uma forma de aproximá-los por linguagens universais;

* África/Europa: A saga de jovens jogadores em países como Sudão, Etiópia e Congo deve virar livro. Um grupo de estudantes dinamarqueses escreve a história de 11 atletas que conseguiram chegar ao Leste Europeu e as experiências vividas em campos de refugiados na África. Uma das poucas atividades recreativas que tinham era o futebol. Outra era o desenho, ambas incentivadas por missionários europeus.



  • Valter

    O lugar onde você nota mais destas pequenas revoluções é no Japão, talvez algumas na Oceania. Na Austrália tem algumas ligadas à prática do surfe. No Rio tem algumas ligadas à prática do surfe com pessoal dos morros que dão certo. Recife também. África não conheço, imagino boas iniciativas por lá porque não dá pra contar muito com o governo e com a comunidade internacional.

    • Valter

      Aspecto que acho peculiar na África e pode ser transportado pra cá é que o continente, como escrevi acima, não pode contar muito com os governos. A distribuição é tribal depois da saída dos europeus nos anos 60/70, período pós-colonial. Com distribuição por tribos iniciativas comunitárias são mais fortes do que no Brasil. Flávio Canto tem ONG legal com judô em morro do Rio. Há morros no Rio que funcionam como cidades, pequenas cidades, como tribos da África. Grande mídia fala só do tráfico porque dá mais notícia e repercussão, conheço muitas iniciativas legais feitas em morros cariocas. Transporte comunitário, refeições comunitárias, rádio comunitária, atividades esportivas e culturais comunitárias.

      • Valter

        São Paulo tem favela de Heliópolis, maior favela do mundo (me corrijam se estiver errado), lá tem a orquestra de Heliópolis que é um trabalho bem sério e tira crianças da marginalidade.

        • janca

          O projeto de Heliópolis, que começou em 2004 com direção do Instituto Baccarelli, é um projeto incrível. Não tenho acompanhado ultimamente, mas é um dos que merecem menção. E a Sinfônica de Heliópolis estava até cotada pra participar da festa de abertura da Copa de 2014, em Itaquera, quando Ricardo Teixeira presidia a CBF.

  • Tato

    Responsabilidade social. Um conceito ainda muito verde aqui no nosso país. Fomos criados sob um governo paternalista. Temos a péssima mania (incluso eu) de esperarmos que resolvam nossos problemas “lá em cima”. Uma ótima iniciativa, aproveitando um post recente seu, seria uma medida compensatória por parte do SPFC e Palmeiras que fazem uso dos espaços cedidos pela Prefeitura de São Paulo.

    • Tato

      Esse clubes poderiam adicionar essas áreas (que fazem uso há alguns anos) ao seu patrimônio desde que destinassem outras áreas ao domínio público. Isso poderia ser feito através da implantação de praças, parques, quadras ou até mesmos mini centros de treinamento, com pessoal contratado pelos clubes para inserção de crianças carentes e de áreas de risco à prática saudável dos esportes.

      • janca

        Penso como você, Tato, é o que falávamos sobre as áreas onde estão os CTs de São Paulo e Palmeiras, na Barra Funda, e que devem ser concedidas ao dois (seu uso) por mais 70 anos. As áreas deveriam ficar com eles, sim, mas uma contrapartida ao poder público e à população, como criação de praças, quadras, parques, o que for, como você colocou, acho fundamental. Não só por parte deles, mas de todos os clubes de futebol profissional que recebem benefícios da Prefeitura, do governo do Estado… Abs. Janca

  • André

    O Vasco tinha uma escolinha pras categorias de base muito boa. Escola de ensino médio e fundamental, não era escola de futebol. Assim quem fazia treino no clube nas categorias de base pra virar jogador era obrigado a estudar. Não dando certo no esporte podia dar em outra profissão. Tinha o básico. Isso nos tempos sabe de quem? Eurico Miranda. O pessoal criticava o Eurico, ele que montou a escola. Ela piorou (sei não se chegou a fechar) depois que o Dinamite assumiu o clube.

    • Pedro

      Carlinhos Cachoeira tb. tinha seus projetos “sociais”. Traficantes têm os seus. Tiram com uma mão, dão com a outra, ficam com a maior parte no bolso. Tem q. se ver o q. está por trás de cada projeto social. Não falo do Vasco de Eurico/Dinamite porque não conheço, nunca tinha ouvido falar nessa escola, acho até estranho, falo de outros casos. Entrevista da mulher do Cachoeira falando que ele doava um caminhão de brinquedos. O q. não tirou com a outra mão??? Dava pra comprar milhões de caminhões de alimentos e brinquedos.

      • Miles Davis

        90% das ONGs só serve para mascarar roubalheira e outras práticas corruptas. Só na amazônia existem 200 mil delas. E o governo sustenta boa parte.

        • janca

          Tocou numa questão importantíssima. Não saberia dizer se 90%, 10% ou 50% das ONGs são usadas para desvio de dinheiro público, mas que uma parte delas é não tenho dúvidas. Vide escândalos no Ministério do Esporte com repasse de verbas para ONGs inexistentes (ou que mal saíram do papel) e que não fazem o que deveriam estar fazendo. ONG é um perigo mesmo, mas temos que separar o joio do trigo.

      • janca

        Sobre Carlinhos Cachoeira, sem comentários, mas sobre a escola do Vasco eu tive a oportunidade de conhecê-la em 2005 e de fato era muito bem avaliada e uma ótima iniciativa da direção do clube. Naqueles tempos estava sob o comando do Eurico Miranda, cuja administração considero que foi das mais nocivas em São Januário, mas o Dinamite também tem tido problemas. Não sei se com a escola, mas com pagamento de salários teve bem recentemente. Sobre a escola, confesso que não sei como anda hoje. Se anda… Espero que sim.

  • Corintiano MUITO LOUCO

    Muito grande esse testo Janca!!! da preguisa de ler hehehehhehe vou deichar pra ler amanha…hoje tou eh preucupado com o jogo do meu TIMAOOOOOOOOO!!! TEMO Q GANHAAAAAA VAMO VAMO MEU TIMAO!!!!! CONQUISTA A AMERICAAA!!!! EH EMOSSAO DEMAISSSSSSS !!! VAI CORINTHIANS!

    • Demarchi

      TESTO, PREGUISA ,DEICHAR e a pior ”EMOSSAO” e de chorar.
      So podia ser ”curintia” pra escrever desse jeito.
      kkkkkk

      • Miles Davis

        Pensei que fosse um são paulino zuando.

    • Miles Davis

      O blog do Benja é disparado o melhor, até mesmo pela atenção que dá aos apreciadores. Ao contrário de outros que enrolam discutindo o óbvio e criando polêmicas. Por hoje já ultrapassei a minha cota de posts.. rs.

      • Miles Davis

        Errei… o blog do Benja é um lixo. Eu quis dizer blog do JANCA.

  • Pedro

    Exemplo Japão/China é o melhor. Se pra Copa de 2014 e pras Olimpíadas do Rio cada comunidade adotasse uma causa, um parque, uma escola, fazendo disso um tema (ligado à Copa ou às Olimpíadas), uma meta, o país iria ganhar muito. Pense globalmente, aja localmente. Os ganhos dos japoneses e chineses com parques melhores nas comunidades é maior do que o com megaestádios.

    • Miles Davis

      A diferença é que o brasileiro não pensa no bem-estar social, mas apenas em seu bem-estar. O brasileiro é um povo invejoso, curioso e adora ver a desgraça alheia.

  • Pedro

    Portugal fez dois megaestádios pra Euro de 2004, fez mais, mas dois deles vão ser implodidos porque viraram elefantes brancos. Alerta aceso pro Brasil.

    • Miles Davis

      Teremos 2 elefantes brancos: Manaus e Brasília.
      Manaus é um lixo de cidade, feia, suja, bagunçada, não tem saneamento básico nem calçadas e com a população carente em todos os setores.
      Mas os culpados somos nós mesmos, povo omisso que não reclama de nada e aceita toda essa corrupção escancarada. Enquanto isso no sertão do NE as pessoas estão morrendo de fome ou de sede. E fora de lá por doenças provocadas pela falta de saneamento básico.
      Somos um povo conformado e idiota por natureza, prá que protestar se o próximo carnaval tá chegando?

      • janca

        Mas o que falar de SP e Rio, por exemplo, onde mal se consegue transitar nas cidades? Trânsito caótico e serviço de transporte público de péssima qualidade. Os problemas não são só em Manaus, Natal e Brasília. Mas em relação aos estádios concordo que nos grandes centros, como SP e Rio, não teremos elefantes brancos em Itaquera nem no Maracanã. Mas o que será de Pacaembu e Engenhão?

    • janca

      Desconheço essa informação _sobre a implosão de dois estádios da Euro-2004_, mas que o brasileiro tem que pensar em como manter seus estádios depois da Copa claro que tem. Especialmente em lugares como Natal, Manaus e outros mais. Nos casos de São Paulo, Rio, Paraná, Minas e Rio Grande do Sul, pra ficar em cinco exemplos, a tendência é que a manutenção seja mais fácil. Mas no Rio vejo problemas pro Engenhão com a volta do Maraca. E em São Paulo para o Pacaembu, já que o Corinthians, principal cliente do estádio, passará a usar o seu em Itaquera.

      • Miles Davis

        Lembrando que o Corinthians só não arrendou o Pacaembu porque os vereadores sãopaulinos (Marco Aurélio Cunha e Aurélio Miguel) fizeram de tudo para impedir.
        O Pacaembu poderá ser usado pelo Santos e em shows e outros eventos. As igrejas que exploram os fieis pagam bem de aluguel e costumam lotar os estádios.
        A maior público da história do Morumbi foi uma reunião de testemunhas de Jeová.

        • janca

          Mas sabe que eu também era contra arrendar o Pacaembu? Como fui contra terceirizarem a administração do Engenhão pro Botafogo. E sou contra passarem a gestão do Maraca pro Eike ou mesmo pro Fla/Flu. Se a iniciativa privada tem competência pra gerir um estádio, o setor público também deveria ter. E agora, como você coloca, sem o Corinthians, resto aos administradores do Pacaembu pensarem em outras fontes de receita pro estádio. Aliás uma boa iniciativa é o Museu do Futebol. Mas ainda é pouco, muito pouco, sei disso…

          • Miles Davis

            Eu tb sempre fui contra, pois o Corinthians merecia um estádio novo e maior, além dos motivos que você citou.
            Mas os veradores são-paulinos foram contra por motivos pessoais.

          • janca

            Na verdade a minha questão não era em relação ao tamanho de um estádio para o Corinthians, mas ao destino que poderia (ou não) ser dado prum patrimônio paulistano. Não sou contra concessões, privatizações, seja o que for, desde que seja um processo que não prejudique o estado brasileiro. Desde que ele _e o povo_ realmente ganhem com isso. Abs.

        • Tato

          Já está passando da hora dessas “religiões” capitalistas ao extremo começaram a pagar impostos e ajudar de alguma forma (com dinheiro, é claro) a sociedade. Falando sério mesmo, a religião virou um ótimo negócio e como não temos como impedir que ganhem o dinheiro do povo (que dá por vontade própria mas é induzido por fatores mils) que pelo menos dividam um pouco com a sociedade através dos impostos e contribuam bastante com nossos tão sofridos políticos, que como de praxe, darão suas mordidinhas “de leve”.

          • janca

            Já faz um tempinho que a religião virou um negócio _ou talvez um tempão, a história mostra isso_ e com fortes relações com o poder. O que é uma pena, inclusive porque as religiões, uma criação do homem, ou pelo menos as religiões monoteístas, que conhecemos melhor, mais dividem do que agregam na sociedade. Tudo bem, têm sua função social, inclusive de amansar o povo com uma promessa de um mundo melhor depois da morte, boa parte delas tem, mas… Longa discussão…

  • Miles Davis

    Será que um dia o Neymar saberá quem foi Miles Davis, John Coltrane, Chet Baker, Thelonious Monk, etc…?
    Não suporto ver os jogadores fazendo aquelas dancinhas imbecis e cantando todo esse lixo musical que toca na mídia.
    Noutro dia fizeram uma matéria com o goleiro Cássio na Galeria do Rock porque ele é um dos poucos que ouvem rock. Imaginei que ele fosse citar bandas tipo Neil Young, Jethro tull, Bruce Springsteen, Therion, Orphaned Land, Angizia, Skyclad, Dimmu Borgir, Vintersorg, Iced Earth, Dark Tranquillity, Pink floyd, Dream Theater, Haggard, etc… que decepção quando ele disse que ouve CPM22. Esse cara ouve um roquezinho rock comercial e não conhece nada.
    Claro que irão dizer que gosto musical não se discute, mas aí eu pergunto: esse funk carioca pode ser chamado de música? Michel Teló?
    Para os nossos jogadores, instrumento musical é pandeiro. Lamentável.
    Realmente são poucos os jogadores que tem cultura: Paulo André, Rogério Ceni, Leonardo e outros poucos.

    • Miles Davis

      E o nível do tênis em nosso país? Não existem sequer quadras públicas para a garotada jogar.

      • janca

        E perdemos uma baita oportunidade nos tempos do Guga. A CBT desperdiçou uma chance incrível, COB, idem, algo que na Argentina já foi conduzido de outra maneira. Tênis é esporte pra rico justamente pelo que você coloca. Não há quadras públicas pra molecada jogar…

    • janca

      Oi Miles, pra ser sincero, por mais que pareça balela, acho que temos que respeitar o gosto dos outros, por mais que às vezes isso nos irrite muito. Confesso que não aguento ouvir Michel Teló, mas como caiu no gosto do povo ou sua música foi jogada goela abaixo de todos nós, vamos fazer o quê? Pra ser sincero meus conhecimentos de rock são mínimos, com algumas exceções conheço poucas das bandas que você citou (pra ser ainda mais sincero apenas cinco). Não vejo nisso um problema, embora aí estejamos de acordo, acho que o que toca na mídia e nas rádios em geral é um lixo musical só. Mas temos que respeitar, se as pessoas não gostassem a mídia não tocava. Se bem que muitas vezes penso e repenso a história do ovo e da galinha. Quem nasceu primeiro?

      • Fabrício Andrade – Porto Velho/RO

        É o velho e conhecido jabá, que nos privam da excelência de grandes artistas, seja na música ou em qualquer outra manifestação artística. O mesmo jabá que após muitos anos enfiando goela abaixo dos nordestinos os times do Rio de Janeiro e São Paulo, matam os médios e pequenos clubes desse país. Lamentável!!!!

    • Tato

      Pô Miles, comercial todas as bandas são, umas vendem mais outras menos. Midiáticas sim, aí é outro conceito, são bandas que colocam em tudo que é canal de TV, comerciais, nos empurram goela abaixo, etc… e geralmente são “carinhas” “bonitinhos” (esquisitos na minha opinião) que usam tênis abóbora com calças azul piscina, camisa verde limão e óculos daqueles que distribuem em baile de festa de casamento. Para piorar, colocam guitarras Gibsons, Ricks e Fender na mão desses garotos que não sabem nem paletar direito. Das bandas que vc citou, essas que tocam um rock progressivo mais melódico não curto. Exceção ao Pink Floyd e Jethro que são clássicos. Adicionaria aí AC/DC, Cream, Deep Purple, Black Sabbath, LED ZEPPELLIN, Beatles, Scorpions, e muitos outros.

      • janca

        Vocês entendem muito mais de bandas do que eu… Mas AC/DC, Deep Purple, Black Sabbath, Scorpions eu conheço. E Beatles e Led Zeppelin também, claro.

  • sandrofla

    Perfeito e a nota tratando-se de Israel e Palestina é fantástico pois os pequeninos aprendem a se odiar desde cedo e a tentiva de aniquilar o preconceito por meio do esporte é ao mesmo tempo difícil e fantástico.

    • janca

      É como você disse, Sandro, uma tentativa fantástica, embora muito difícil. Aliás pra quem quiser ver tem um filme sensacional sobre a convivência entre crianças e adolescentes judeus e palestinos chamado “Promessas de um Novo Mundo”. Uma forma de olhar pro outro lado. Serve pro Brasil também. Abs. e boa quarta, Janca

  • Rafael

    A Copa do mundo e as Olímpiadas que serão sediadas no Brasil, podem ser muito interessantes culturalmente.
    Seria muito interessante que o investimento ao esporte, estivesse ligado a educação, no caso acima em que um colega informou da escola criada por Eurico, acho muito interessante.
    Nem todo mundo da certo como jogador de futebol, creio que a minoria, porém seria interessante clubes de futebol terem escolas e por que não cursos técnicos?
    Esses profissionais formados no curso técnico, em um futuro pode virar uma boa mão de obra para a infraestrutura do clube.
    O que acha Janca?

    • janca

      Acho fundamental, fundamental mesmo, e o Paulo André, zagueiro que não tem jogado pelo Corinthians na temporada de 2012 e que acabou afastado da Libertadores, trata disso no livro que escreveu sobre sua carreira no futebol. É fundamental que jogadores em categorias de base, principalmente, não se esqueçam dos estudos. Pois poucos seguem carreira no esporte. E a carreira de jogador termina cedo. Conncordo com o que você escreveu, Rafael, abs. Janca

  • Janca, acabo de apresentar à Universidade de Brasília uma etnografia sobre o tema da sua coluna: “Adaptação e identidade: O futebol como instrumento de socialização – o caso do Varjão-DF”, e pude verificar a importância do referido esporte na vida uma população de imigrantes acuada pela violência. Não fossem as peladas, os campeonatos amadores e os bares transmitindo os jogos, esse segmento da sociedade estaria em péssimos lençóis, dada a falta de alternativas oferecidas pelo poder público que possibilite uma real inserção social por parte das classes mais desfavorecidas.

    E pensar que basta uma bola e vontade institucional…

    Abraço,

    João Sassi – Borogodó Futebol Clube

    • janca

      Pô, sensacional, João. O material está disponível no seu blog? Na África, em países como o Congo, em 2010, alguns bares exibindo os jogos viraram locais de integração social entre representantes da União Europeia que atuavam na região e moradores locais. Os chamados jogos de várzea (ou peladas), que por lá foram organizados durante o Mundial e depois continuaram a acontecer, também servem pro processo de interação e socialização de uma parte da sociedade que não tem quase nada. Se tiver mais informações sobre o caso Varjão-DF ou puder indicar onde podemos obtê-las agradeceria, João. Abs. Janca

      • Certamente o Varjão e o Congo tem algo em comum; se não fosse pela bola, ninguém teria uma “desculpa plausível” para sair de casa, dada a violência da vida cotidiana.

        Vou enviar minha pesquisa ao seu emêio, và bene?

        Abraço!

        João Sassi

        • janca

          Ok, claro. Valeu. Abs.

  • Carlos Eduardo

    Olha… descordo em alguns aspectos…

    Até hoje me sinto insultado com os jogos da seleção na copa, nasci e fui criado na Tijuca quintal do maraca, o templo mundial do futebol, e a seleção só jogará no maraca se for até a final. Com esse timeco não passará das quartas(minha opinião), como muitos Cariocas não quer a final da copa, pra mim a copa deveria ficar fora do RJ. Não vejo nenhum benefício ao RJ e muito menos pro povo do RJ.

    • janca

      Uma Copa no Brasil sem o Maracanã e sem o Rio não!!! Aliás já acho péssimo o que fizeram, o Brasil só jogará no Maracanã (e no Rio) se chegar à final da Copa… Grandes chances de isso não acontecer. Deveríamos ter um jogo no Maracanã já na primeira fase _do Brasil, digo. Maracanã sempre foi um cartão postal do Brasil. E estão gastando uma fortuna _mais uma vez, pois gastaram outra para o Pan de 2007_ para colocar abaixo o estádio e erguer outro, que espero que tenha pelo menos um pouco do charme do anterior.

      • Carlos Eduardo

        Janca,
        Hoje Moro em Cuiabá MT, minha familia é toda o RJ e sempre que posso estou lá!
        Por experiência lhe digo, que no Brasil inteiro não há tantos canteiros de obras para melhorias igual no RJ, estive em SP a trabalho por 20 dias, em BH 15 dias, passei férias de 27 dias no RJ mês passado e acompanho as obras aqui de Cuiabá. No RJ todas as obras de mobilidade estão adiantadas e eu penso… pra que? pra um jogo… e há uma porcentagem muito alta do Brasil não está nessa partida…
        É decepcionante… por isso que digo que pra pensarmos em legado ou em comprometimento do esporte para melhoria da sociedade, devemos observar quem “manda” em tais esportes.

        • janca

          Mas se há canteiros de obras pra melhorias no transporte do Rio isso é bom. Não pra final da Copa, mas pra população da cidade. Também vou muito ao Rio e não é o que tenho sentido, embora fique mais na zona sul. Tanto que há uma demanda gigantesca que não é atendida e vemos ação de vans… Acho importantíssimas obras de mobilidade urbana no Rio, em SP e nas principais cidades do país, já que tem gente que perde até quatro horas por dia se deslocando de casa pro trabalho e vice-versa. A situação está chegando ao insuportável.

          • Carlos Eduardo

            Sim vc tem razão…
            No aspecto de melhoria pra população não tem a menor sombra de dúvidas. Concordo também que as melhorias, são visando as olimpiadas(também). Quanto as obras cito uma em especial: O Metrô, ligando a Tijuca até a Barra da Tijuca passando por todo o centro e por toda zona sul… imagina… Linha amarela e auto estrada lagoa-barra sem congestionamento…SONHO…
            Mas mataram o maraca… o maraca de tardes glóriosas, onde craques desfilavam com toda polpa aquele futebol vistoso. O maracanã de garrincha, zico, roberto dinamite, da dupla casal 20, do cocada e aquele gol antologico e surreal em cima do meu Mengão…
            Em fim…acabou a mágia…

          • janca

            É, Carlos Eduardo, em relação ao Maraca… Fui algumas vezes o estádio, não moro no Rio, mas vi pelo menos umas duas ou três dezenas de jogos aí, era um baita estádio. Primeiro tiraram a geral, lembra dos geraldinos? Mas talvez seja sinal dos tempos. Em São Paulo o estádio mais charmoso, a meu ver, é o Pacaembu e vai continuar sendo. Sobre o metrô fico muito feliz com a expansão. Morei no Rio, pra mim era muito útil, mas sei que atendia a pouca gente. Lembro do Cesar Maia, em 2003, lá em Santo Domingo prometendo que até 2007, quando tivemos o Pan no Rio, ele chegaria à Barra. Agora finalmente está sendo estendido. E hoje tem Copa do Brasil e Libertadores! Já a Holanda, que tinha apontado como favorita da Euro, está queimando minha língua. Jogão contra a Alemanha, mas duas derrotas seguidas, situação complicadíssima pra última rodada. Tem de vencer Portugal por dois gols de diferença e ainda torcer pra Alemanha ganhar da Dinamarca. Mas no grupo mesmo torço pra Dinamarca, tenho muitos amigos por lá. Se bem que agora, depois das duas rodadas disputadas, acho que passam Alemanha, em primeiro, e Portugal, em segundo. Vamos ver… Numa dessas a própria Holanda avança. Impossível não é. Abs. e bom começo de noite, Janca

    • Prezado Carlos, eu presto minha solidariedade ao povo do Rio de Janeiro, seja pela desfiguração do Maraca, seja pela tabela bizarra que a FIFA construiu. O mundo deve estar rindo de nós…

      João Sassi – Borogodó Futebol Clube

      • Carlos Eduardo

        Prezado Borogodó,
        fico grato com sua solidariedade além de tudo que escrevi, ainda tem esse assassinato concensual das autoridades e poderes envolvidos. Mataram o maraca, mataram o lugar onde passei a maioria das tardes de domingo vendo o meu MENGÃO jogar.

  • Claudio

    Janca mudando de assunto vc tem visto e Euro???
    Amigo o Brazil precisa aprender com eles..
    A infraestrutura deles é de causar inveja em qualquer dirigente politico.
    Na copa passado sobra elefantes brancos num país assolado pela pobresa.
    Nossa economia é muito forte mas em alguns estados sofreremos esse mesmo mal..
    A politicagem podre se apoderam do poder e os menos favorecidos são escurraçados..
    Eu torço pra essa copa ainda não aconteça nesse país da corrupção em massa..
    Uma coisa me chama atenção..Porque agora os gringos escolhem o Brazil pra rodar suas filmagens na cidade maravilhosa?? Coisas que não entendo..Tanta coisa precisa ser melhorada nesse país e so se fala nesse evento bilionario e pior que depois vem os jogos olímpicos.

    • janca

      Oi Claudio. Tô vendo a Euro, sim, não perco nenhum jogo (no máximo boas partes de alguns mas por absoluta falta de tempo). Está incrível. Que jogão Portugal x Dinamarca, emocionante pacas. Em relação ao que você coloca penso um pouco diferente. Tudo bem que lá tem mais estrutura, muito mais transporte público, os estádios são incríveis, mas também há corrupção, escândalos políticos/financeiros, uam crise seríssima, sem falar em racismo e xenofobia. Temos nossos problemas mas ainda acho que, apesar dos pesares, podemos fazer uma boa Copa, sim. E atraente e diferente pros turistas que vierem de fora. Com nossas peculiaridades. Pena que parte delas não favoreça nada. Poderíamos fazer uma baita Copa, com legado bacana e tudo, mas o legado (pra nós, brasileiros) será muito menor do que o que poderia ser. E por um preço muito mais alto. Sobre filmes no Brasil, o Brasil tem seu charme e há muitos aspectos a serem mostrados fora os estereótipos (samba e futebol). A música daqui é de muita qualidade. Temos una sonoridade fantástica. Um povo caloroso, com muitas exceções, como há em todos os lugares, mas receptivo, belezas naturais, uma economia que atraiu investimentos (agora não atrai tanto por causa das turbulências lá fora) e todas as mazelas que conhecemos do governo, dos políticos, da sociedade, da desorganização… Enfim… Vou ver a Euro _rs. O pior é que tinha apontado a Holanda como favorita. Se perder pra Alemanha, hoje, só por um milagre passa às quartas de final…

  • Fernando Duarte

    Janca, desculpe o tema deslocado mas….e eu que falei do “punch” da Holanda heim…meu deus….rsrrs ainda bem que não ganho a vida apostando em futebol….rsrsrsrs Abs

    • janca

      E eu também falei. Mas no segundo tempo até que foi bem… E ainda pode se classificar, vamos esperar, futebol é surpreendente, Fernando. Abs.

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