A escolha de Tite



A decisão de Tite de deixar de lado o Brasileiro até que a sorte do Corinthians seja definida na Libertadores é muito, muito arriscada. Pode colocar em xeque o ano todo do time.

Está certo que vencer a Libertadores virou obsessão da torcida corintiana, mas dá pra ganhar o torneio sem desprezar as rodadas iniciais do Brasileirão. E caso a vitória não venha pelo menos no Nacional a equipe poderia ir bem.

Num campeonato de pontos corridos aqueles perdidos nas primeiras rodadas podem fazer muuita falta. E o Corinthians até agora deixou escapar oito em nove disputados, tendo usado os reservas em duas das três partidas. E vai repetir a dose hoje, poupando os titulares contra o Grêmio.

Penso um pouco diferente da maioria _ou pelo menos de Tite. O atleta prefere jogar a treinar. Muitos gostam de dois jogos por semana. E aguentam bem o tranco. Produzem até mais quando jogam e conseguem bons resultados. Isso tudo embala o elenco e a torcida e em vez de diminuir as chances na Libertadores tenderia a aumentá-las.

A meu ver o Timão escolheu a estratégia errada, como escolheu a estratégia errada o Flu, de Renato Gaúcho, no ano em que menosprezou o Brasileiro para ganhar a Libertadores e morreu na final contra a LDU.

Mas a decisão já está tomada. Mesmo que ganhe hoje em Porto Alegre os oito pontos perdidos até aqui fazem falta. Muita falta. E nem serve como consolo o fato de os outros paulistas também estarem indo mal, tendo o pior início de Brasileiro desde 2003, quando começou a era dos pontos corridos. Porque os outros estão mal, mas o Corinthians poderia estar bem melhor, sendo a exceção em São Paulo. Por decisão equivocada, a meu ver, da comissão técnica segue no ritmo dos demais, lutando pra escapar das últimas posições.

Mas não. Tite preferiu ignorar este início de Brasileiro. Uma pena.



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