Apostas e palpites



Enquanto a Europa enfrenta novas e sérias denúncias de manipulação de resultados e apostas legais e ilegais, queria dar meu pitaco sobre a Eurocopa, um dos torneios de futebol mais empolgantes que existem.

Mundial na Europa é sensacional pelo clima das torcidas, pela mobilidade dos torcedores, pela festa dentro e  fora dos estádios, pelos cânticos das torcidas e pelas rivalidades, desde que sadias. Com a Copa fora do Velho Continente desde 2006, a Eurocopa ganha ainda mais importância mesmo em época de crise. E põe crise nisso… Seja a do euro, seja a do mundo das apostas que tanto mal causa ao futebol, tirando sua credibilidade e preocupando o presidente da Uefa, Michel Platini, que tem no seu combate uma de suas principais bandeiras.

Mas como palpitar não faz mal algum _no máximo queima a língua de quem o faz_, se me perguntarem hoje quem ganha o torneio diria que a Holanda. A maioria, pelo que me consta, está com Espanha ou Alemanha, mas eu coloco fé mesmo nos holandeses.

Antes do último Mundial, na África do Sul, foi a mesma coisa. Achava que a Holanda seria a campeã. Quase acertei. Chegou à final, não jogou bem e sucumbiu para os espanhóis, que ficaram com o título. Quem acertou o vencedor foi a LCA, uma das principais consultorias econômicas do Brasil, que analisou os dados de todas as seleções, cálculo pra cá, cálculo pra lá, não sei como concluíram que a Espanha era a favorita. E ela de fato venceu.

Sem cálculo nenhum, volto a ficar com a Holanda. Mas torcer mesmo torço pela Dinamarca, o primeiro país europeu que conheci, ainda garoto, e onde tenho amigos de infância com os quais mantenho contato até hoje. Sem falar que quando estou no país adoro ver os jogos do Brondby, famoso time de Copenhagen. Mas depois da derrota para o Brasil perdi a esperança nos dinamarqueses… O que não quer dizer que vá desistir de torcer por eles na Euro. Ainda mais porque recentemente foi convocado o goleiro Kasper Schmeichel, filho de Peter Schmeichel, um sujeito muito gente fina, que fez história no gol da seleção e que pude entrevistar em 1998, durante a Copa da França.

Além de um baita goleiro, Schmeichel, o pai, é fã de música clássica e toca piano até que muito bem.

Com palpite certo ou errado bom feriado a todos, Janca



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