Leonardo no Fla



Alguns rubro-negros me perguntam se não acho que Leonardo, hoje diretor do PSG, não seria o nome ideal pra comandar o Flamengo.

Acredito que seria um bom nome sim. Leonardo conhece a realidade brasileira mesmo estando há mais de 20 anos no exterior, tem bom trânsito aqui e lá fora, experiência de sobra, sabe lidar com dirigentes de tudo quanto é tipo, tem ótimas noções de gerência e comando, mas… O problema do Flamengo não é ser comandado pelo presidente/diretor A, B ou C. Não é de nomes.

Vejo o Flamengo parecido com o Palmeiras, rachado em vários grupos muitos dos quais querem o poder pelo poder, não tendo em mente o bem do próprio clube, mais preocupados em destruir do que em construir.

No Palestra há uma ação judicial de uma turma contra a outra, conselheiros plantando informações contra Luiz Felipe Scolari, investigações tendo como alvo ex-gestores do clube, que inclui até suposto esquema de notas frias na administração Mustafá Contursi. Esquema que, tendo existido, não só tem que vir a público como os responsáveis por ele punidos pela Justiça.

Mas as brigas internas só atrapalham quando o que se tem como finalidade não é o bem do clube, quando o pensamento não está no coletivo e fica no individual, o da “vantagem pela vantagem”.

No caso da Gávea, o que Patrícia Amorim fez em relação a Ronaldinho Gaúcho _e aqui não estou defendendo o jogador, mas o clube_ é inacreditável. Contratou o jogador pra calar a oposição, não batalhou pra explorar sua imagem publicamente, não faz nada pelo marketing do clube e agora pode estar deixando uma dívida de 40 milhões de reais.

É ela quem vai pagar? Não, eis a questão. Ficará para uma possível gestão, um futuro presidente acertar. Se tivesse que colocar seu patrimônio pessoal no meio será que ela teria agido da mesma maneira? Irresponsabilidade total, total, total. E irresponsabilidade que já se via lá atrás, no início do ano, quando Ronaldinho fez do Mengão seu refém particular. Ou o clube atendia a seus caprichos ou… E assim derrubou até treinador, começou a faltar em treino, seu irmão pôde entrar na loja do Fla e pegar os produtos que quisesse sem pagar, com aval do vice de finanças do Mengo, em ato que humilhou a direção…

Enfim, o problema não é o nome do dirigente, o problema, como diriam alguns, é de estrutura. Mas que entre um Leonardo e uma Patrícia Amorim preferiria o primeiro no comando, sem dúvida preferiria. E Leonardo já acenou e mais de uma vez que um dia gostaria de gerir o Fla. Mas não agora, não agora.



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