Fox Sports pergunta



Outro dia estava vendo um jogo da Libertadores na Fox Sports, onde trabalham dois grandes amigos, o narrador João Guilherme e o repórter Victorino Chermont, quando apareceu uma apresentadora perguntando algo do tipo: “Quantas Copas Santander Libertadores ganhou o Santos de Pelé?”.

Posso estar equivocado, mas foi assim que entendi a pergunta. Não escutei a resposta, mas pensei que a certa seria nenhuma, já que o Santos de Pelé ganhou a Libertadores, que nos anos 60 não tinha nada de Santander Libertadores.

Mesmo que tenha entendido errado a questão _e se for este o caso peço desculpas aqui_, trago uma questão ligada ao marketing esportivo. Será válido, como estratégia para a marca, associar o nome do patrocinador ao do campeonato?

Pois, a meu ver, por mais que insistam na TV chamando a Libertadores de Copa Santander dificilmente o nome da competição pega entre os torcedores. Para estes será Libertadores e pronto. O Santander não teria outra forma melhor de divulgar o nome do banco apoiando a competição? Alguma outra estratégia?

O mesmo vale para o Paulistão. Não consigo chamá-lo de Paulistão Chevrolet. Não haveria uma maneira mais eficiente de a fabricante de automóveis divulgar seu nome no meio esportivo?

No caso de algumas arenas esportivas a história pode mudar de figura e a venda de “naming rights” tornar-se eficiente, caindo na boca do povo. Mas será que isso serve para o Maracanã? Será que serve para o Mineirão? Acho difícil. Com todo respeito, o Maracanã tem que ser Maracanã e pronto. É assim que o povo o chama. Não por Mario Filho, que foi um grande jornalista e que dá nome ao estádio, nem pela empresa que adquirir o direito de nomear o novo estádio.

Em certos momentos a tradição talvez fale mais alto. E não acho que isso seja ruim. Acho apenas que deva ser mais estudado por quem trabalha com marketing esportivo. Afinal quem investe quer retorno. Mas para ter retorno tem que agir com inteligência e sabedoria. Pois para tudo há limites. E é preciso cuidado para não cair no ridículo ou desfigurar o nome de um campeonato ou estádio de décadas e décadas de histórias.



  • Rico

    Janca, O Maracanã e o Mineirão vao tentar vender o tal ‘naming rights’ ? Pois isso é loucura. Nenhuma empresa vai querer pagar uma fortuna pra nomear esses estádios. Mineirão vai ser sempre Mineirão e Maracanã vai ser sempre Maracanã. O povo não vai passar a chamá-los por outro nome, isso é impossível. Outra coisa, o verdadeiro nome da copa libertadores é COPA LIBERTADORES DA AMÉRICA, aliás, o nome mais lindo que um torneio de futebol no mundo possui, e esse negócio de chamá-los de COPA TOYOTA, como antigamente, e COPA SANTANDER, como atualmente, é coisa da imprensa mesmo, pois eu nunca vi nenhuma pessoa falando sobre futebol e chamando essas competições desse jeito. Já pensou numa prosa na rua, 2 torcedores, um chega pro outro e pede? “E aí cara, assistiu o jogo da Copa Santander Libertadores ontem?” hahahaha no mínimo iria soar muito estranho.
    Abs

    • janca

      Oi Rico. Pelo que eu sei os responsáveis pelo novo Maracanã, que deve ficar pronto ano que vem, antes da Copa das Confederações, e pelo Mineirão, cujo prazo de entrega é ainda em 2012, estudam vender os nomes dos estádios, sim. E fico pensando como o farão. Talvez a empresa que compre os chamados “naming rights” coloque seu nome junto com o do Maraca ou o do Mineirão, mas duvido que isso pegue. E sou contra, especialmente no caso do Maracanã, que era um patrimônio nacional. O novo estádio não sei como será, gostaria de vê-lo pronto e com o mesmo charme do anterior. Também quero ver como será a gestão dos dois estádios, especialmente do Maracanã, pois muito se comenta no interesse do Eike Batista de geri-lo, do interesse de Flamengo e Fluminense, que poderiam assumir a administração como o Botafogo fez com o Engenhão, mas sou contra. Se o governo gastou uma fortuna pra reformá-lo _e é uma reforma atrás da outra, a do Pan de 2007 foi feita pra deixá-lo adequado aos moldes Fifa e não conseguiu_, na hora do “bem bom” vai passá-lo para a iniciativa privada faturar?

      • Guilherme Fernandes

        Realmente é um absurdo, gastar tanto dinheiro público em um estádio e depois “dar” para alguma empresa. Sem contar, que Flamengo e Fluminense devem milhões para o governo, aí o governo esquece isso e vai dar um patrimônio brasileiro e do futebol mundial para eles administrarem. Isso é fora de cogitação. E querer lavar a mão e não ter trabalho. Outra coisa Janca, O novo Maraca vai entrar em nova reforma para as Olimpíadas?

        • janca

          Não que eu saiba, Guilherme, chega de reformas _rs. E penso exatamente como você sober os clubes e suas dívidas com o governo. Abração, Janca

          • Sergio

            Não haverá reforma alguma para Olimpiadas.
            Acho que a gestão privada é boa sim. A empresa terá gastos com manutenção e com a gestão do estádio, lógico que um valor menor do que foi a obra, mas o estado não gastará nada com manutenção.
            Sem contar que uma gestão privada por uma empresa séria garante um modelo eficiente de gestão profissional do estádio, muito melhor do que a Suderj por exemplo que era um cabide de cargos politicos.

          • janca

            Mas se a iniciativa privada pode lucrar com a obra _e o ônus da reforma, uma atrás da outra, fica todo com o governo_, por que o governo não poderia ganhar dinheiro com o estádio? A não ser que assuma de vez sua total incompetência. E se a Suderj é cabide de empregos isso teria que ser mudado.

        • edu machado

          se já deram o engenhão pro botafogo, fizeram em decadas passadas são januário para o vasco, se tão fazendo um estádio para o corinthias, porque o flamengo não pode administrar o maracanã?

          e outra coisa, a administração caso o flamengo leve seria em conjunto com outra empresa, que por sinal, é uma das empresas do eike batista

          • janca

            Porque sou contra privatizarem absolutamente tudo como parece que estão fazendo. E continuarmos trabalhando cinco meses por ano só pra pagar impostos. Queria uma administração mais decente. E um erro, Edu, não justifica o outro.

          • Alberto Pereira

            Dar o Maracanã para o Flamengo administrar? É melhor entregar logo para o Ronaldinho Gaúcho!!

          • Matheus Brito

            Caro Edu Machado, você se equivocou com relação a São Januário. O estádio do Vasco foi construído por Vascaínos no início do século passado. Veja o que diz o Wikipédia:

            Link:http://pt.wikipedia.org/wiki/Est%C3%A1dio_S%C3%A3o_Janu%C3%A1rio

            “Nos primeiros anos do futebol no clube, o Vasco usou como estádio o campo do Andaraí, que depois se tornou campo do América, que numa permuta cedeu o terreno para construção do Shopping Iguatemi. Desde a ida para a primeira divisão, em 1923, a diretoria vascaína já traçava planos para a construção de um estádio próprio. Contudo, a idéia só foi levada mesmo a cabo após a criação da AMEA.
            Um dos motivos argumentados para a não inclusão do Vasco na nova liga era a falta de um estádio próprio. Por este motivo, foi-se então dado o pontapé para a construção de São Januário. Começava ali uma campanha intensa de arrecadação de verbas.
            Em pouco tempo foram arrecadados Cr$ 690.895,00,[5] o suficiente para a compra de uma grande área em São Cristívão, de 65.445m². Feito isso, foram arrecados mais aproximadamente Cr$ 2.000,000, que puderam construir o estádio.[6]
            A Pedra Fundamental foi dada em 6 de junho de 1926, quando da assinatura do prefeito do Distrito Federal, Alaor Prata. Para a construção foi chamada a firma Cristiani & Severo. O arquiteto português Ricardo Severo foi nomeado responsável pelo projeto do estádio[7].
            Durante a construção, um problema: presidente da República, Washington Luís se negou a autorizar a importação de cimento belga – já utilizado no Jockey Club. Sem aquele tipo de cimento, necessário para uma obra daquele porte, foi-se usada uma solução criativa e útil: uma mistura de cimento, areia e pedra britada. Estima-se que pelo menos 6.000 barris de cimento e 252 toneladas de ferro foram usadas na obra.”

          • janca

            Pô, legal a informação. Abração, Janca

        • dilson motta

          Caro Guilherme
          Pelo que me informei, para receber a concessão de administrar o Maracanã o Governo vai lançar um edital que funciona como um leilão eletrônico. O lance inicial será bem superior ao custo da obra. Dessa forma o Estado recupera o valor investido e paga o BNDES, que a financiou e se livra das despesas mensais de manutenção. Esse é o melhor jeito de atrair a iniciativa privada. É o mesmo modelo das instalações de Londres. Vamos torcer para o Maraca ser entregue a boas maos.

          • janca

            Pelo que me consta não será bem assim, até porque a obra _a segunda nos últimos anos pra adequar o estádio aos padrões da Fifa_ está ficando bem mais cara do que o esperado. É bem possível que siga o exemplo do Engenhão, entregue de presente ao Botafogo. Abs.

      • Alberto Pereira

        Exatamente João Carlos, ou será melhor “Janca”? Aliás eu fico meio desconfiado das ações desse senhor Eike!!!

        • janca

          Eu também tenho um pé atrás em relação às ações do Eike, mas dez pés atrás em relação às ações do governo, inclusive o do Rio, que deu um espaço enorme para a Delta Construções nos últimos anos e deve explicações à sociedade. Afinal a Delta já tinha feito lambança no Engenhão, fazia parte do consórcio responsável pelo Maracanã, decidiu sair depois do escândalo Carlinhos Cachoeira, tinha a Transcarioca nas mãos, uma das principais obras urbanas pra Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016, a coisa não pode ficar assim. Sem explicações. Fazem bem em quebrar o sigilo da empresa não só no Centro-Oeste, pois tinha obra em 23, 24 Estados do país, incluindo Distrito Federal. Era a que tinha mais obras do PAC e da Copa. E tanto faz João Carlos, João, Janca, como quiser. Abs. e bom final de semana

    • janca

      Ah! E sobre Copa Toyota e Copa Santander não dá mesmo. O nome na boca do povo é Libertadores mesmo e Libertadores da América é de fato um nome lindo. Mas a culpa pelo Toyota ou Santander agora não é só da imprensa, não, os marketeiros, a meu ver, poderiam achar uma estratégia melhor pra divulgar suas marcas, menos invasiva, menos agressiva e menos artificial. Grande abraço e boa sexta pra você, Janca

    • Marcos

      JANCA, acho que o RICO, voltou a normalidade. VAI CORINTHIANS

  • Caro Janca,

    Após longo e proveitoso Verão/Outono, eis-me aqui novamente apto a dar de barato os meu pitacos! E talvez agora com um pouco mais de propriedade, posto que este ex-Maltrapa endireitou-se na vida e agora é El D.T do Borogodó Futebol Clube (para o qual convido todos a visitar!

    Quanto à pergunta da Fox Sports, Lobão já disse: “Na verdade nada é o que parece ser…”

    O Capitalismo sabe disso, como atestam as “novas verdades” surgidas a todo tempo, seja num programa esportivo ou jornalístico; O (pseudo)Comunismo sabia disso, como atestou Stalin em seu afã de recriar a História; o Nazismo, de igual, sacava tudo de “mentir até colar”, como tão genialmente concebeu Goebbles – não à toa, o “Gênio do Mal”.

    E mesmo você, no texto de ontem, evocou Mr. George Orwel, o mesmo autor que vislumbrou “1984” – uma realidade absurdamente mutante e totalitarista, como aquela para a qual caminhamos, como gados cegos em meio à boiada.

    É triste que o cidadão contemporâneo, a cada geração, seja levado a esquecer sua tradição, cultura e, por fim, a própria história de seu povo.

    Estão distorcendo e alterando tudo aquilo que fez de nós este Povo Brasileiro; é como se nossa cosmologia fosse apenas um software a ser constantemente reformatado… Que merda!

    Nesse contexto, escrevi “Pela Honra do Legado de Neném Prancha” (http://borogodofutebolclube.blogspot.com.br/2012/05/pela-honra-do-legado-de-nenem-prancha.htm), que versa sobre a bizarrice de se substituir grama por plástico; apenas uma dentre essas tantas grandes “novidades” do sistema capitalista neoliberal.

    Abraço forte!

    João Sassi (D.T.)

    • janca

      Oi João Sassi, boa sorte no novo empreendimento e na nova fase de vida. Gostei do “caminhando como gado cego em meio à boiada”. O que machuca é quando o gado começa a ver, mas tentam cegá-lo de novo. Grande abraço, Janca

      • Valeu, Janca! Estamos sempre aí, levantando a cabeça e respirando novos ares, mesmo em correnteza contrária…

        • Johannes

          Sassi me conta como foi aqui no Ceará rapaz…Tem uma vaguinha no Borogodó pra um volante que sai pro jogo ? rsrs

          • Pois se não foi exatamente no Ceará que começou este meu retiro, Johannes? Os dias em Jijoca me tiraram qualquer vontade de mergulhar no mundo da internet; daí ter dado férias ao Maltrapa. Mas tô na área e, ao contrário do Ronaldinho, super disposto!

            O Borogodó está abertíssimo a novas contratações. Nesse clube, só se joga por amor!

            Abração em você, Johhanes!

            João Sassi

    • rod-sfc

      Não sei como alguém ainda tem estômago pra ler esse papinho de esquerdopatas, mas eu li.
      Não sei se o João Sassi é um, mas me pareceu, apesar de citar o magnífico 1984 de Orwell.
      Se quiser, compramos para ele passagens para que se mude para Cuba ou para a Coreia do Norte ou para a China para viver num maravilhoso sistema não liberal, onde ele poderá “dar de barato os seus pitacos” livremente, e onde poderá também empreender livremente, visto que aqui, neste sistema capitalista neoliberal, ele não tem essa liberdade toda.
      Chama o comunismo de “pseudo”, já ao capitalismo ele não concede tal privilégio, muito esperto de sua parte… Citou também o nazismo (socialismo também), como se não fosse da mesma estirpe do comunismo. Haja esperteza…

      • janca

        Sem entrar no mérito da discussão, “1984”, de Orwell, é mesmo muito bom. Mas ainda gosto mais de “A Revolução dos Bichos”, uma sátira ao stalinismo que segue tão atual, rod-sfc.

      • Caro leitor rod-sfc, cada um vê o belo onde quer.

        Não sei se sou tudo o que você aponta, mas você pode ter uma noção ao ler o que escrevo, no Borogodó Futebol Clube. Fique relaxado e curta a leitura.

        No mais, espero que o Capitalismo atinja seus objetivos, sendo berço de uma sociedade equilibrada, amorosa e tolerante, como aquela da qual você certamente deseja fazer parte.

        João Sassi

        • Matheus Brito

          Escreve muito bem, gostei do seu blog. Nota-se que há conhecimento e não apenas vontade de escrever. Sobre a discussão acima, tal qual o Janca, não quero entrar no mérito, mas “A Revolução dos Bichos” é mais interessante que “1984”.

          • Valeu, Matheus, e seja bem-vindo ao B.F.C!

            Espero replicar por lá o ambiente de diálogo que o Janca consegue estabelecer por estas paragens.

        • rod-sfc

          É, posso ter sido muito áspero, despejando toda indignação onde não parecia necessário fazê-lo, mas deve ter sido por tantos outros motivos não especificamente pelo seu comentário aqui.
          Mas que seja, todos sabemos que o sistema econômico que ficou conhecido como capitalismo (e que não é sistema político nem ideologia), é melhor do que o socialismo, que no máximo será só um capitalismo de Estado mesmo.

          • Talvez você tenha sido áspero, e certamente não foi motivado pelo que escrevi.

            Não entrei no mérito de estabelecer o melhor sistema econômico, uma vez que critiquei todos os que se mantiveram em evidência ao longo do séc.XX

            No mais, todos temos o direito de nos manifestar livremente, conquanto não cerceemos as manifestações alheias. Vivi e vi o mundo dividido, politicamente bi-polar: posso lhe garantir que há conquistas espetaculares em ambos os sistemas, e também erros colossais, tanto lá como cá.

  • Tato

    Foi isso mesmo que você ouviu Janca. Ainda comentei com minha esposa que o Pelé não tinha ganhado nenhuma!

    • janca

      Então a coisa é séria. Porque na hora da transmissão em que achei que tivesse escutado isso estava lendo um livro (e vendo TV, às vezes faço as duas coisas simultaneamente) e pensei que talvez tivesse escutado errado. E também pensei. O Santos de Pelé não ganhou nenhuma, o de Neymar que ganhou uma. Então agora quer dizer que o Santos de Pelé foi campeão Santander??? Por isso que o marketing mal colocado deixa uma situação no mínimo confusa. E artificial, Tato. Abs. Janca

  • Tiago

    Na hora que ouvi isso pensei a mesma coisa, e na hora da resposta foi a mesma coisa. O Santos de Pelé ganhou 2 copas santander libertadores.

    • janca

      E pra mim a resposta certa seria zero… Parece pegadinha, Tiago, não parece?

  • Fabio

    Belo post.

    O mundo de hoje perdeu a noção em tudo. O pessoal do marketing, como outros setores, sequer pára para pensar se tal atitude é exagerada, desrespeita tradições ou até se pode ser negativa.

    Nomear estádios e copas/campeonatos com o nome da empresa é muito descabido, sem noção, para não falar ridículo.

    Nós temos que nos unir e passar a não comprar produtos ou serviços dessas empresas que tem como ideal “vale tudo”. Quando estou vendo um vídeo, e esse é interrompido por anúncio, é mais uma empresa na minha lista negra. Só um exemplo: quantas vezes a globo não perdeu o início dos segundo tempos dos jogos para passar comercial, sem fazer comentários ou análises do primeiro tempo do jogo??? Patético (neste caso a culpa é da emissora também).

    • nilú

      Bom dia.
      Fabio vc está certo, mas não podemos ser muito radicais.
      Acho que foi talvez uma falta de raciocínio da reporter, que poderia ter formulado a pergunta, diferenciando a Libertadores, nas duas épocas, não sei, mas que ninguém se refere ao campeonato botando na frente o nome do banco, não se refere mesmo. Alías achei também lamentável, o patrocínio de uma cerveja na F.Indy, afinal não se pede tanto ” Se beber não dirija”, não entendo poruqe ligar então uma coisa na outra.
      Enfim, como brasileiro põe apelido em tudo, vão chamar as arenas como quiserem, e não por um nome imposto, só se acharem, fácil e divertido, aí quem sabe?

      João, muito bom mesmo o post de ontem, mostra que ainda existem pessoas que tem visão real do que se passa, mesmo que muitas vezes a gente queira ou ache melhor silenciar.
      Boa sexta. Nilú

      • janca

        Obrigado pelas palavras, Nilú, especialmente em relação ao post de ontem. Mas no caso da pergunta sobre a “Copa Santander Libertadores” acho que era o script prontinho que estava ali, feito por marketeiros e a pergunta acabou mais confundindo do que facilitando. Parecia pegadinha. Pois pra mim a resposta certa é zero, pra outros pode ser duas. Vão levar o caso à Justiça? _rs. Boa sexta pra você também, João

        • nilú

          Scripts!!!
          É mais fácil viver com eles, não havia pensando que o texto estava pronto, e que deveria apenas ser seguido!!! É que isso não faz parte da minha vida, e nunca fará, pode ser que esteja aí o meu erro! Sou contra tudo que é pré estabelecido.Tenho que pensar…
          A gente pode até concordar, mas primeiro temos que entender e aceitar! Eu mudaria a pergunta, só que não é assim que as coisas funcionam.
          Tantas coisas realmente sérias, não são levadas à Justiça, e quando são…na maior parte das vezes, não chegam a lugar nenhum.
          Infelizmente , nem todos os reporteres e poucos jornalista, tem a capacidade de saber e poder se colocar!!! Penso assim!! Mas vc não faz parte deles, assim como Juca Kfouri e outros tantos, nem por isso estamos salvos, mas já é uma luz!!!! Um bom final de semana!! Nilú

          • janca

            Obrigado, Nilú, bom final de semana pra você também. E pode ser que eu esteja equivocado, mas acho que o texto estava pronto sim, a apresentadora apenas leu para o público responder. Interessante você citar script… Como você mesma colocou, talvez seja mais fácil viver com eles, abaixar a cabeça e pronto. Mas como você tão bem colocou em seguida, a capacidade de saber e poder se colocar é incrível. Fugir do script. Não se conformar e ainda poder se indignar com tantas coisas sérias nem levadas à Justiça e que, quando são, muitas vezes não dão em nada. Ótimo final de semana, João

  • Carlos A Souza

    E o Itaquerão? Será eternamente Arena Stadium Itaquerão!

    • janca

      O estádio corintiano é diferente pois será um estádio novo, mas acho que quanto mais tempo demorarem pra vender os “naming rights” maiores as chances de outros nomes, como Itaquera mesmo ou Itaquerão, cairem na boca do povo, o que dificulta a negociação. Foi o que aconteceu com o BMG, cuja direção afirmou publicamente não acreditar que um dia, se fechasse negócio, o torcedor e a mídia chamariam o estádio de “BMGzão”.

  • Flavio Rodrigues

    Tem o lado “subliminar” né, os caras da FOX falam tanto esse nome (de 5 em 5 minutos, fora os intervalos que parecem aqueles comerciais antigos, de repetição, aparecendo o nome Santander gigante na tela toda hora), que fica difícil não ficar na cabeça, mas, confesso que até me incomodo com o nome Santander Libertadores e particularmente nunca vou chamar assim… e pra ter certeza que é algo atrasado é só pegar o modelo europeu, a Heineken faz muito mais barulho patrocinando a Champions League sem estragar o nome da competição… Mas lá é outra coisa, tudo aquilo que a gente já sabe. No caso dos estádios, dificilmente pega em estádios antigos e acho válida a briga da diretoria do Cornthians em não querer o apelido Itaquerão, justamente pelos motivos que você citou e não entendo, realmente não endendo mesmo, porque parte da imprensa não atende esse pedido…

    • janca

      Oi Flavio. Você chamou bem a atenção para o lado “subliminar”, que existe de fato. De tanto repetirem o nome ele pode ficar na nossa cabeça, mas não sei até que ponto isso é bom, até que ponto não. Parece uma música chata que não para de martelar… Em relação ao estádio do Corinthians parte da imprensa, como a “Folha”, chama o futuro do estádio do Corinthians pelo apelido pois parte da população também o chama assim. E eu, particularmente, não vejo nenhum problema nisso, já até tratei do assunto, embora haja pessoas que se incomodem, como parece ser seu caso e eu respeito. E não é só no caso do estádio corintiano. Dava pra chamar a Arena da Baixada de Kyocera Arena? Não, pra mim não. Tanto que não pegou. A questão é outra, pelo menos a meu ver. O Corinthians deveria tentar agilizar as negociações pois quanto mais tarde vender os “naming rights” mais o estádio continuará sendo chamado por parte da mídia e da torcida por apelidos. E não acho que seja função da imprensa tentar ajudar clube A, B ou C a vender os “naming rights” de seus estádios. A ombudsman da “Folha”, certa vez, abordou muito bem a questão. Que é polêmica. Mas concordo com a ombudsman e a “Folha” segue tratando o estádio de Itaquerão, que não tem nada de pejorativo, como não tem Morumbi, Maracanã, Pacaembu… Abs.

      • Flavio Rodrigues

        Eu sinceramente não entendo, mas, concordo que eles não tem obrigação nenhuma de fazer isso, nem acho perjorativo (já achei, mas mudei esse pensamento a algum tempo), nem entro nessa de teorias de conspiração. Mas, acho que sim, poderia ajudar A, B e C… ajudar todos, por que não? Não lutamos tanto para que o futebol brasileiro melhore sua estrutura, se existe um pedido formal, quase que um apelo, por que não aderir?

        • janca

          Eu entendo, Flavio, o que você quer dizer. Mas também podemos ajudar o futebol e os clubes em geral de outras maneiras. Com liberdade pra falar mal de um estádio, por exemplo, se estiver em más condições ou com obras superfaturadas, liberdade pra criticar as estratégias de marketing de um clube e… Não acho que precisemos necessariamente chamar a Libertadores de Santander Libertadores. Ou mesmo a Kyocera Arena de Kyocera Arena quando ninguém a tratava assim. Se não parece algo falso, fora da realidade. E pode mais atrapalhar do que ajudar. Mas vamos esperar o Corinthians vender os “naming rights” pra ver o que acontece. Acho que tudo depende muito da venda, do comprador, da estratégia das duas partes, por isso o marketing tem que ser muito bem pensado, não algo imposto. É o que acho, Flavio. Abração, Janca

          • Flavio Rodrigues

            Só um exemplo de como eu penso… se eu te falo que meu nome é Flavio… mas eu moro em Fco da Rocha, aí você começa a me chamar: e aí Franco da Rocha… eu posso até levar numa boa, mas, esse aí não é o meu nome, certo? é um exemplo superficial, claro que envolve muito mais coisas, mas só pra dizer que não considero isso uma imposição… só é chato apelidar quando não se quer o apelido… mas eu entendo o seu ponto de vista tb… Abçao!!!

          • janca

            Claro, Flavio, mas a questão é diferente. Você tem um nome, entende? O estádio do Corinthians não. Se você chega a um lugar sem um nome, vão te chamar por um apelido, pelo bairro em que você mora, por um sujeito que parece com você… E eu entendo que a direção corintiana não queira o apelido e isso é mais do que justificável, como a Kyocera não queria que o estádio do Atlético-PR fosse chamado de Arena da Baixada e assim mesmo era. Mas há torcedores corintianos que conheço que chamam o estádio de Itaquera, por exemplo, não de Arena Corinthians, que talvez seja muito formal. Mas eu também entendo seu ponto de vista. Abs.

          • rubens

            hauhauahuahuahua só vc mesmo para acreditar que depois de “batizado” a arena Corinthians vai parar de ser chamada de “apelidos”. Fala sério né, vc acha mesmo que palmeirenses, sao paulinos, santistas, vão se referir a arena Corinthians dessa forma? não meu caro, continuarão chamando de itaquerão para ficar no mais ameno.

          • janca

            Parte deles acho que sim, vamos esperar. E Itaquera, insisto, não é apelido pejorativo. Como Morumbi tampouco é.

    • Matheus Brito

      Tudo depende de como é feito o processo. A questão é que a própria torcida Corintiana começou a chamar o estádio de Fielzão antes mesmo de chamarem de Itaquerão. Enfim, como diz o grande Mália, da ESPN, nada contra, ao contrário, mas não deixa de ser quiça interessante, e por que não dizer competentemente apropriado estudar casos de sucesso desse tema. Um grande exemplo é a Allianz Arena na Alemanha, que só é conhecido e chamado por esse nome.

      • janca

        Talvez o melhor exemplo de um caso dos chamados “naming rights” que se tornou um sucesso seja mesmo o do estádio alemão, Matheus. Abs.

  • João Almeida Moreira

    Olá prezado João Carlos

    Sou o correspondente do jornal A Bola (e jornal Expresso, além de colunista do Diário de Notícias) no Brasil e achei muito pertinente a sua opinião, como sempre, aliás. É na qualidade de jornalista português, onde passei os primeiros 37 anos da minha vida (estou há apenas um e meio no Brasil), que conto um episódio que corrobora o seu texto.

    Em esportes a que os portugueses dão menos atenção – ou seja, todos menos o futebol – havia muitas equipas apenas com nomes de marcas de patrocinadores (no basquete, no handebol, no hóquei em patins…). Até que se acreditou que bom negócio mesmo era esses times de marca se juntarem aos grandes times do país, Benfica, Sporting e FC Porto, que estavam interessados em revitalizar as equipes de alguns desses esportes.

    Foi o pior negócio do mundo. Porque as marcas Benfica, Sporting e FC Porto são tão fortes que anularam a marca do produto, ou seja, o mesmo princípio que você refere no texto a propósito de “marcas” como Libertadores ou Maracanã.

    Por outro lado, o clubismo em Portugal é tão exacerbado que os grandes patrocinadores que queiram investir no futebol têm de o fazer nos três grandes ao mesmo tempo, como sucede hoje. A Parmalat investiu em tempos no Benfica e nenhum sportinguista ou portista jamais engoliu uma gota de leite dessa marca. O mesmo aconteceu com uma cerveja dinamarquesa que patrocinou o Sporting e teve de sair do mercado português.

    Tentei acrescentar uma experiência de fora do Brasil ao seu excelente texto, espero que não leve a mal.

    Parabéns, um abraço
    JAM

    • janca

      Oi João Almeida, obrigado pela contribuição para o blog com essas valiosas reflexões e constatações. De fato é uma questão para ser mais analisada pelos marketeiros de plantão. Mesmo nomes de times de vôlei ou basquete tornam-se complicados quando viram XXX/DDD/AAA/JJJ, ou seja, quando acoplam ao nome do clube o de três ou quatro patrocinadores. Ninguém vai chamar o time assim… Poderia haver uma estratégia melhor. E outro ponto importante é o que você levantou, o clubismo é muito acirrado, quando você associa sua marca ao time A, o B e o C podem ficar descontentes e você perder mercado de um lado, mesmo ganhando de outro. Tem que pesar os prós e os contras. Mas no Brasil a Parmalat, quando patrocinou o Palmeiras, foi um sucesso, porque mesmo os torcedores rivais viam nela uma empresa que tornou o Verdão um time com bons resultados dentro de campo. Tive acesso a pesquisas que mostravam isso. Já no Sul o banco que resolveu patrocinar o Grêmio teve que fazer o mesmo com o Inter, pois tudo é muito polarizado. No caso era banco público, o que entendo, mas se fosse privado a situação teria que ser a mesma. Se não você ganha a torcida de um e perde quase toda a do outro. Um abraço, João Carlos

  • Bom dia Janca…………esta dúvida vale tb pro futuro campo do Corinthians. É chamado de Fielzão, Itaquerão e por aí vai. Dificil fechar acordo com empresa para substituir este nome. Nem comento sobre a Globo que menciona nome correto da arena, pois não quer dar publicidade para empresa não agendada. Lembra-se do Estádio Kyocera do Atlético Paranaense. Como a Globo a chama nos eventos? Já ouviu alguma vez eles chamarem de “Estádio Kyocera”? Duvido mesmo.

  • Rafael

    Bom dia Janca!
    Em relação ao nome de uma empresa na competição, acredito que por mais que não caia na boca do povo, as confederações ganham muito dinheiro, e claro é um bom marketing sim.
    O nome da empresa está em todo lugar perto do campo, aparecendo diversas vezes em algumas transmissões de TV.
    Repare na Final da Libertadores, quando a premiação for entregue, atras daquela “Chuva” de papéis picados ha um grande “Mural”, e lá diversas vezes aparece o nome da empesa.
    Tanto em placas na lateral do campo, como algumas divulgações no intervalo.
    Acredito que isso afete mais quem está no estádio do que quem assiste pela televisão, porém acho um bom meio de fixar o nome da empresa.
    O que acha Janca?

    Abração!

    • janca

      No caso da publicidade estática, Rafael, ou mesmo virtual, com as tecnologias que temos hoje em dia, acho válido. E concordo com você. Mas acho que há limite pra tudo e no caso de dar o nome a um torneio isso de fato traz muitos benefícios? O “marketing” em excesso não pode atrapalhar? Só um questionamento cuja resposta, confesso, não tenho. Apenas divagações… Abs. e bom dia pra você também

      • Rafael

        Concordo que pode atrapalhar! Porém enche o cofre das confederações! rs

  • Tato

    Certas coisas são imensuráveis. Como estipular o valor do nome de um estádio, de um clube? Quando se compra um clube não se pode simplesmente mudar seu nome. Os clubes e seus templos futebolísticos são patrimônios da torcida e só por ela tem razão de ser. Todo contrato, seja ele de compra e venda, concessão, empréstimo ou seja lá o quê for, deve ter cláusulas claríssimas com muito respeito a história do clube/estádios e principalmente respeito aos seus torcedores.

    • Tato

      Quanto ao marketing, realmente deve ser muito bem pensado, senão será uma tiro n’água. Quando mal calculado pode, ao invés de atrair, repelir o consumidor. Já acho o bastante a marca na camiseta, outdoors, placas publicitarias, etc… Inserir o nome numa competição, clube ou estádio já acho falta de bom senso. Parece que vivemos num momento de inversão de valores, antigamente as “produtos” surgiam para suprir reais necessidades da humanidade, hoje a humanidade existe para que consumir e permitir que esses “produtos” sejam produzidos cada vez mais. Mesmo que não precisemos deles ou não saibamos pra que servem.

      • Tato

        *para consumir… (sem “que”)

      • janca

        Você tem toda razão, Tato, somos induzidos a comprar coisas de que nem precisamos. Gostei muito de suas colocações. Abração, Janca

    • janca

      É, certas coisas são imensuráveis mesmo. Mas em relação a nome de estádio, de competições etc. será que não poderia haver um caminho do meio? Nem tanto ao céu, nem tanto ao mar, não é assim que se diz? Porque a coisa pode ficar artificial demais e até atrapalhar a estratégia de quem quer divulgar sua marca associando-a a determinado clube ou evento.

      • Thomas

        Na minha opiniao a Heineken trabalha muito bem com isso, uma vez que ela nao interfere no nome da competiçao “UEFA Champion’s League” e aproveita o hino da competiçao em seus comerciais fazendo um excelente marketing. Todas as vezes que alguem ve o comercial da Heineken associa diretamente a Liga dos Campeoes.

        • janca

          Então, Thomas, aí está um bom exemplo de coomo o marketing pode ser bem usado no futebol. Valeu pelo exemplo. Serve até de resposta para o Marcio Dias, que emitiu sua opinião um pouco antes, opinião que respeito, mas de qual discordo. Grande abraço, Janca

        • Tato

          Verdade. Mas taí um ótimo exemplo de marketing. Vende bem a idéia, todo mundo associa, e não soa de forma invasiva ou descaracteriza o produto principal que é a champios.

  • Rubem da Silva Moreira Neto

    tem coisas que por mais que a midia tente colocar na cabeça do povo,nunca será.

  • Johannes

    Bom Dia Joao Carlos,
    Creio que haja formas melhores de se utilizar o marketing esportivo, e acho que ocorrem exageros hoje em dia, mas pra Libertadores, que já foi uma várzea completa e agora é uma semi-várzea, ter patrocinadores nesse estilo poder ser um avanço, talvez essas marcas, visando uma imagem positiva no mercado, cobrem dos “dirigentes tiranetes” um pouco mais de seriedade no que diz respeito a essa competiçao, que tinha tudo pra ser um torneio melhor . O “til do meu teclado” tirou férias permanentes, por isso nao estranhe a ausencia de alguns sinais ortográficos…e sobre a postagem de ontem…as vezes respirar um pouco é bastante salutar e necessario..dizia Sidarta Gautama: a mente é como a corda de um violao …nao deve estar muito frouxa ..nem muito esticada. Grande abraço.

    • Johannes

      Na verdade acho que ele falou instrumento musical…o violao é por minha conta…

      • janca

        Ops, pode ser, confesso que não sei. Mas a ideia é boa e bem interessante.

    • janca

      Oi Johannes, bom dia pra você também. Gostei muito do que escreveu sobre a mente e a corda do violão. Nem muito frouxa nem muito esticada. O caminho do meio, não? Grande abraço do seu amigo João Carlos

  • Roberto Junior

    Marketing não se resume a promoção, às conhecidas propagandas. Marketing é estratégia. É atender necessidades. Satisfazer desejos. Entender o cliente. Respeitar culturas. Assim, a rede de “fast food” Mc’Donalds vende cerveja na Alemanha, não disponibiliza carne bovina na Índia.

    Anda em pauta no Brasil a questão dos chamados “naming rights” dos estádios de futebol e dos campeonatos por aqui disputados. Alguns já existentes, outros em fase de construção. O termo “naming rights”, só para recapitular, denomina o direito concedido a uma determinada empresa de associar seu nome àquela, a expressão da moda, “arena” em questão. Por isso, a casa do inglês Arsenal é o “Emirates”, a do alemão Bayern é a “Allianz”.

    No país, o emprego dessa ferramenta de arrecadação é bem recente. Entre os poucos exemplos de seu uso, tínhamos a Arena Petrobrás, no Rio, uma parceria temporária entre o Flamengo e o Botafogo, temos a Kyocera Arena, a popular Arena da Baixada, lar do Atlético Paranaense.

    E aí reside o grande problema: incutir no futebol daqui em geral o hábito de tratar suas praças futebolísticas pelo, digamos, nome científico, não pelo fantasia. Faz um tempo, no diário Lance!, foi publicada uma nota em que o Corinthians agradecia ao veículo por não se referir ao seu futuro estádio como “Fielzão” ou “Itaquerão”, os apelidos por ele recebidos bem antes até do apronto de seus alicerces.

    No entanto, se em relação aos órgãos de imprensa tal tarefa talvez ganhe contornos mais simples – basta um pedido formal, penso – é junto ao torcedor que, na gíria, o bicho pega. Pois, da mesma forma que o alemão ama cerveja ou o indiano não come carne bovina, o brasileiro se acostumou ao “Machadão”, ao “Prudentão”, nas telas da TV, ao “Sucupirão”, da novela “O Bem Amado”. Dificuldade de mudança de costume claramente percebida pelas empresas, ainda hesitantes em pagar os altos valores pretendidos pelos clubes.

    Como contra-argumento ao exposto, você pode alegar que aqueles que acompanham o futebol internacional nas bandas de cá acostumaram-se a tratar os palcos da bola de lá pelo nome dos respectivos “sócios”. Sim, é verdade. Concordo. Porém, perceba, são diferentes as formas pelas quais enxergamos o futebol inglês, a própria Inglaterra, com toda sua pompa e circunstância, e o futebol brasileiro, o próprio Brasil, mais alegre e descontraído.

    “Marketing não se resume a promoção, às conhecidas propagandas. Marketing é estratégia. É atender necessidades. Satisfazer desejos. Entender o cliente. Respeitar culturas”. Assim, a Bundesliga, a Liga Alemã, permite que, nas partidas das competições por ela gerenciadas, as agremiações comercializem ingressos para setores onde o público fica de pé, tradição no país. Sinal de que, para um empreendimento se tornar lucrativo, não é a cultura de um lugar que deve se adequar ao marketing. Sim, o inverso.

    Em resumo, passou da hora dos envolvidos com o futebol pentacampeão aprenderem a faturar alto com as características do torcedor/consumidor daqui. Como fazer? Ah, aí precisa pensar, não apenas copiar o que vem de fora. Ou então, filho, senta e espera. Antigos paradigmas não mudam com meros e-mails. Muito menos de uma hora para outra.

    Abraço e bom final de semana!

    • janca

      Parabéns pelo comentário, penso que marketing é estratégia, sim, e esse talvez seja o ponto primordial da questão. Concordo com o que você diz sobre respeitar culturas, isso é fundamental. E também concordo que é junto do torcedor que o bicho pega, como você bem colocou. Mas em relação à mídia não basta um pedido formal, isso depende de cada veículo, que tem todo o direito, a meu ver, de usar o nome que está na boca do povo desde que não seja pejorativo. E Itaquera não é. Só fiquei com uma dúvida. Arena Petrobras não pegou mais do que Kyocera Arena? Pois o do Atlético-PR, por mais que não quisessem que fosse assim, era e sempre foi Arena da Baixada. Abração, obrigado pelas considerações e um bom final de semana, Janca

  • jairo oliveira

    Simplesmente inconcebivel a forma amadora com que os Pseudo Dirigentes administram os Grandes clubes. Inaceitavel ver o Flamengo (sou Fluminense), que tem a maior torcida do Brasil (mas a mais bonita é a Tricolor), ser comandado por algumas figuras que deveriam estar nas paginas policiais, ou
    desde ha muito BANIDAS DO FUTEBOL, tamanhas sao as evidencias (quase certezas) de que MUITAS FRALDES acontecem dentro da Gavea.
    Seria comico, se nao fosse tragico ver uma Torcida que teve Idolos do porte de Zico, Junior, Leandro, Rondinelli, Adilio, Andrade, Geraldo e outros, ter de assistir e aplaudir jogadores (???????)
    ridiculos, descompromissados, despreparados e tecnicamente DUVIDOSOS jogando lhufas, mas se coportando como se fossem os Inventores da Bola.
    E depois ainda tem gente que acha mesmo que AINDA SOMOS O PAIS DO FUTEBOL…bla, bla, bla…
    nem dentro, e muito menos ainda fora dos campos.

  • Santooossss

    HOJE EM DIA OS CAMPEONATOS SÃO SEMPRE ASSIM, O PAULISTA DESSE ANO FOI CAMPEONATO PAULISTA CHEVROLET….. ANTES A LIBERTA ERA COPA TOYOTA LIBERTADORES, E AGORA O BANCO…. NA SEMÂNTICA DA PERGUNTA TA CERTO NENHUMA VEZ O O SANTOS DE PELÉ GANHOU A SANTANDER LIBERTA, GANHOU 2 LIBERTA E 2 MUNDIAIS INTERCLUBES, QUE TBEM ERA DIFERENTE, ALIÁS MELHOR E JUSTA, UMA FINAL COM 2 JOGOS,1 LÁ E OU CÁ… É IGUAL TBEM A TAÇA BRASIL QUE EXISTIA ANTES DA CBF, QUE CONSISTIA EM U CAMPEONATO COM OS MELHORES TIMES DOS ESTADOS DO BRASIL, O SANTOS COM PELÉ E COMPANHIA GANHARAM 6, DAE MTOS TEM INVEJA E DESFAZEM DO CAMPEONATO SÓ POR CAUSA DO NOME E NÃO DO SEU SISTEMA…SANTOSS É OCTA E PONTO, PELÉ LÓGICO QUE FOI CAMPEÃO DO BRASIL MTAS VEZES…NÃO ADIANTA TER INVEJA.

    • rod-sfc

      É. Hoje ao falar campeonato brasileiro já estaremos incluindo a Taça Brasil e o Roberto Gomes Pedrosa. Sem falar que, principalmente os corintianos, zombam do mundial de sempre, anterior ao atual formato, de a partir de 2005, chamando-o de copa toyota.

  • sandrofla

    Bom dia Janca. Não falei com vc ontem em respeito ao seu pedido contribuindo com o silêncio que merece a CBF.

    Também ouvi a reporter perguntar assim e disse a mim mesmo: nenhuma!

    Não existe UEFA Champions League Cervejinha Verde correto? Os caras exploram que a cervejinha verde patrocina esta competição e publicam isso a todo momento. Acho que o certo seria assim também na Libertadores e na final do Mundial de Clubes.
    Acho até uma falta de respeito e oportunismo por falta de criatividade.

    Abraço Janca.

    • janca

      Bom dia, Sandro. Obrigado por ontem e uma questão importante, é a que você cita no final do seu comentário. A criatividade (ou falta dela). Com criatividade estratégias mais interessantes poderiam ser usadas, respeitando a cultura local, como bem disse o Roberto Júnior, e ganhando pontos com isso. Os exageros podem prejudicar mais do que ajudar, mas ninguém está livre deles… Abração, Janca

  • Bruno

    Nos EUA acontece direto isso e parece que lah funciona legal, NBA, NFL, diversos torneios por lah tem eventos com grandes marcas. O problema aqui no Brasil meu caro, é que se o Santader, Chevrolet, Kyocera, ou os times de vôlei não derem grana para Globo, ela nem menciona o nome da empresa, simplismente ignora. Visto que a Globo é qm domina as comunicaçoes do país ngm fica sabendo da marca que patrocina evento, time, campeonato etc.

    • janca

      Mas não adianta impor um nome pra todo mundo ser obrigado a falar. Ex: Time/PatrocinadorA/PatrocinadorB/PatrocinadorC/PatrocinadorD. Nem sonoridade tem…

  • joe LHP

    Ué antes era Copa Toyota Libertadores e o intercontinental td mundo sabe at hj q e patrocinada pela tal montadora que premia o melhor jogador com um carro, pra mim é normal isso ai, mas algumas pessoas tem resistencia as novidades e por isso ficam com frescura com essas coisas.

    • janca

      Não se trata de frescura. Quando era Copa Toyota eu também chamava de Libertadores, não de Toyota, tampouco de Toyota Libertadores.

      • rubens

        ninguem chama de Toyota Libertadores, mas como joe LHP falou, todo mundo sabe q a marca Toyota promove o evento. Pronto! esse é o objetivo de quem financia, se vc, eu ou quem quer que seja vai chamar assim ou assado tanto faz, o que importa é que milhões de pessoas são expostas à marca.

        • janca

          Tem razão, Rubens.

        • janca

          E promovia, não promove mais, né?

  • Marcio Dias

    Janca eu acho que todos que trabalham no meio esportivo deverião ajudar na divulgação do nome do patrcinador, não vejo problema em chamar a libertadores de copa santander, que erro tem nisto, pelo contrario se todos trabalhassem neste sentido talvez as empresas iinvestiriam mais, sem medo. Tudo bem vc vai falar que não é problema seu e sim do marketing, mas muitos dependem do futebol, talvez não seria melhor trabalhar em pró da melhoria, ao contrario de só criticar os nomes novos. Por este motivo que gosto e dou muita credibilidade ao comentarista da bandeirantes de rádio Claudio Zaidan, muitos jornalistas deveriam ouvir os comentarios dele e aprender como se trata com novos nomes. Um grande abço, essa é minha humilde opinião.

    • janca

      E eu respeito sua opinião. Mas ainda acho que um marketing mais ousado, criativo e inteligente, que respeitasse as culturas locais, traria mais resultados para o futebol. Por isso defendo minhas ideias a respeito do assunto. Não tem erro nenhum em chamar a Libertadores de Copa Santander, mas será que é o nome que está na boca do povo? E vamos ter que forçar o povão em geral a chamar o torneio de Santander? Não. E insisto que o Santos de Pelé não ganhou a Copa Santander Libertadores, ganhou a Libertadores. E com muitos méritos, aliás. Abs.

      • Marcio Dias

        Janca não acho que tenha que forçar o povão a chamar o torneio de santander, porém o profissional que trabalha deveria usar o nome que patrocina, o povão pode falar do jeito que achar melhor.

  • bruno

    A questão aqui não tem nada a ver com o nome pegar ou não, mas de difusão de uma marca. E o marketing é tão bem feito que aqui estamos escrevendo sem parar sobre tal marca, ninguém fala bem ou mal da empresa, mas falam da empresa. Perfeito, alcançaram seus objetivos. Minha única ponderação é se este investimento está sendo repassado aos clubes ou indo pro bolso da Conmebol.
    Abs

    • janca

      O simples fato de falar da empresa não é algo bom ou ruim. Inclusive porque, no caso do banco espanhol, ele tem sido falado por outros motivos nos últimos dias, uma possível venda para o Bradesco do Santander no Brasil. Mas isso é outra história. E estamos discutindo como se pode usar melhor o marketing no futebol. O exemplo do Thomas, pouco antes do seu comentário, achei bem interessante. Bem interessante mesmo. Ah! Em relação à destinação da grana imagino que esteja indo pra Conmebol mas indiretamente uma parte termina com os clubes. E principalmente com o vencedor. Que ainda vai à final do Mundial e que este ano talvez seja contra o Chelsea, o representante europeu. Abs.

  • Narak

    Quem gosta de dá apelido não é a Globo, pois ela sempre cita Credicard Hall, City Bank Hall, e outros.
    Isso é incompetência dos administradores, o Atlético PR foi o culpado por sua arena não ter o nome do patrocinado divulgado.

    • janca

      Em parte pode ser isso também, mas o patrocinador deveria ter montado uma estratégia melhor com o próprio Atlético.

  • SAULO

    Janca, boa tarde.
    É claro que os clubes têm que “buscar” recursos financeiros, onde eles estiverem, porém acredito que tudo vai continuar na mesma. Maracanã (no caso, do estado) será sempre Maracanã, Beira-Rio será sempre Beira-Rio, Olímpico será sempre Olímpico, Palestra será sempre Palestra, Morumbi será sempre Morumbi e Itaquerão será sempre Itaquerão. As empresas dispostas a investir terão que conviver com a realidade.

    • janca

      No caso do Itaquerão não acho, não. Nem no caso do novo estádio do Grêmio, que não é mais o Olímpico, Saulo.

      • rubens

        não é mais Olímpico? sério?!

        • janca

          O Grêmio construiu outro estádio, Rubens.

  • Charles Costa

    A Inglaterra melhorou o futebol por lá dessa maneira, cada campeonato tem um patrocinador…

  • josfer

    Esta é mais uma estratégia para o Curintian ser um dos possíveis e raro campeão da mesma, pois o mesmo é o único Campeão do Mundo da Fifa com 2 times da sede e nenhum campeão do Continente Sul Americano.

    • rubens

      Os antipira!!!

  • radamantys

    Bom deve ta dando certo porque você esta falando deles aqui no eu blog.

  • William

    Janca,

    Acho muito legal essa questão dos naming rights que os times querem vender. Acredito que pode dar muito certo sim, mesmo que o nome do estádio já esteja “batizado”, pois o ser humano é o ser mais adaptável às circunstâncias do dia a dia, logo será muito fácil nos adaptarmos aos “novos nomes” dos estádios. Claro, que todos da imprensa tem um grande papel nessa divulgação, principalmente a rede “plim plim”, e pra ela passar a chamar o estádio pelo naming right, com ctz ela vai querer levar algum $$.

    Abraços

    • janca

      Não é só a Globo que pensa no aspecto comercial e financeiro, William. Definitivamente não. E acho que a cultura local tem que ser respeitada. Por mais que queiram pra mim Maracanã é Maracanã. Enfim… Abs.

  • Alexandre

    Janca,
    Especificamente no caso do estádio construído para o corinthians, confesso que tenho grande curiosidade no desfecho do “naming gate”.
    É fato que o nome “Itaquerão” pegou, e se não houvesse a questão dos “naming rights” (aliás, por que não “direitos de nome”?), seria este o nome pelo qual seria chamado para todo o sempre, creio.
    Acontece que, quando finalmente o corinthians comercializar estes direitos, certamente a grande (em tamanho) torcida do corinthians passará a chamá-lo (o estádio, não o clube) por este novo nome, já que este patrocínio ajudará a viabilizar a construção do estádio (além, é claro, dos gigantescos “patrocínios” da Prefeitura de São Paulo e do Governo Federal).
    Mas as outras torcidas certamente continuarão a usar o apelido Itaquerão, nem que seja só por despeito, enquanto os corintianos passariam a ser ferrenhos defensores do nome patrocinado e, consequentemente, do próprio patrocinador.
    Creio eu que esta rixa fará com que o patrocinador passe a ser altamente associado não só ao estádio, mas ao próprio corinthians e à sua torcida.
    As consequências, se minha teoria estiver certa, seriam um aumento no consumo de produtos ou serviços vendidos por este patrocinador entre corintianos e uma diminuição do consumo entre torcedores adversários, a maioria.
    Haveria então um risco razoável do patrocinador ficar com um mico.
    Alguém ainda poderia dizer que só os fanáticos consomem ou deixam de consumir produtos ou serviços por causa de patrocínio de camisa, por exemplo, e que isso também aconteceria com os direitos de nome, mas a diferença é que o patrocínio de camisa nasceu naturalmente, beneficiando a todos os grandes e médios clubes, enquanto esta outra modalidade de marketing, me parece, está nascendo a fórceps (sem falar dos efeitos “abortivos” da poderosa Globo), e apenas para uns poucos clubes.

    • janca

      Só duas rápidas considerações. Também tenho enorme curiosidade em saber o desfecho da questão dos “naming rights” no caso do Corinthians, mas também do Mineirão, do Maracanã… E em relação à poderosa Globo, sem querer defendê-la, muita gente fala dela o tempo todo e se esquece de outras empresas jornalísticas pautadas por interesses comerciais e a meu ver deixando o jornalismo volta e meia em segundo plano.

      • Alexandre

        Ninguém bate em cahorro morto, né, Janca. 😉

        • janca

          Risos.

  • Kérllon

    É por causa desse tipo opinião de jornalistas que o futebol não cresce ainda mias no Brasil. É preciso entender que é importante ter dinheiro, e pra ter dinheiro o caminho mais fácil é o patrocinador. Queria ver se o lancenet tivesse um patrocinador oficial se o nobre jornalista não iria se referir a ele tb. Duvido que essa seja a atitude de jornalistas europeus. Duvido que eles desrespeitem os nomes dos patrocinadores nos estádios. Entendem a importância do patrocinador.

    • janca

      É importante ter dinheiro, mas é importante ter princípios também. No momento em que o dinheiro começa a falar mais alto do que o próprio jornalismo é porque a coisa está feia. E está feia há tempos.

      • Kérllon

        Mas o que tem de mal colocar o nome em uma competição?

        • janca

          Eu não sei se dá o retorno esperado pra quem quer expor sua marca. Não vejo o povo falando que o Santos ganhou o Paulistão Chevrolet, aliás perguntei pra muita gente que nem sabia que a Chevrolet tinha virado parceira do Paulista. Há outras formas que talvez sejam melhores pra divulgar seu nome, sua marca. E é um caso para os marketeiros analisarem.

  • rod-sfc

    Soa estranho, mas ninguém liga, é coisa do marketing, da publicidade, coisa importante só entre os dirigentes esportivos e patrocinadores.
    Os torcedores mesmo não se importam com esses nomes oficiais.

  • rubens

    Fico me perguntando se é objetivo dos financiadores que o nome das arenas ou dos campeonatos estejam realmente “na boca do povo”. Sinceramente, creio que o que realmente importa a esses patrocinadores é que o nome apareça em docs. oficiais, transmissões de televisão, materias de jornais, pois dessa forma divulgam a marca. Se o povão vai chamar de Santander Libertadores ou Libertadores pouco importa, o que realmente importa é que nas transmissões da Fox Sports está lá SANTANDER LIBERTADORES divulgando a marca do patrocinador. O mesmo vale para as arenas, não tem nada a ver essa história de se o nome vai ou não vai pegar, não se trata disso, mas da exposição da marca nos veículos de comunicação.

    • janca

      Eu tenho minhas dúvidas, por isso fico me perguntando qual estratégia seria a melhor. Na transmissão da Fox Sports a marca do patrocinador aparece tanto que chega a cansar. Que nem uma música chata que não sai de nossa cabeça. Não haveria uma estratégia melhor?

      • rubens

        Cara, falando sério, não que eu ache bonito a camisa do meu time com marcas estampadas em todos os centimetros possíveis, mas é isso que viabiliza um aporte de recursos fantástico, que se aplicado com um mínimo de seriedade, permite montar ótimos elencos e disputar títulos em quase todos os campeonatos. Esse é o mundo que vivemos meu caro e nós fazemos parte dele, com certeza!

        • janca

          Eu sei, não sou contra isso, apenas acho que uma sopa de letrinhas também deve ser discutida quando colocada na camisa porque muitas vezes há tanto anúncio, patrocinador, tanto nome estampado que a gente acaba se perdendo e quem quer divulgar sua marca, também. Não defendo a volta do amadorismo ao futebol, pelo contrário. A presença de um profissionalismo de verdade. Sério. E com resultados. Para o patrocinador, o clube e o torcedor.

  • Anderson

    Bate uma saudade do sportv nessas horas

    • janca

      Mas tenho gostado da Fox. Não gostava quando não conseguia ver os jogos da Libertadores, agora consigo. E é bom diversificar o mercado. Mas que gosto muuuito do Sportv, de fato gosto.

  • Lenno

    “edu machado disse:
    1 de junho de 2012 às 16:47
    se já deram o engenhão pro botafogo, fizeram em decadas passadas são januário para o vasco, se tão fazendo um estádio para o corinthias, porque o flamengo não pode administrar o maracanã?”

    Só uma correção caro Edu Machado, não deram porra nenhuma para o Vasco São Janúario foi construido pela torcida, quem não podia dar dinheiro ia até o local e trabalhava mas ajudavam de uma forma ou de outra.

    Obs: Times com nomes fortes no Brasil eram pra ser milhonários porque tem milhões de consumidores(torcedores) com potencial de compra incrível mas os administradores são extremante amadores, por isso vivem querendo esmolas do governo.

    • janca

      Boa observação, Lenno, pois pelo que me consta não existe esse papo de “deram” São Januário para o Vasco. Foi um estádio feito pelo Vasco, não pelo poder público. Pelo menos é o que me consta, se estiver errado, corrijam. E aliás é um estádio importantíssimo para a história do futebol carioca e brasileiro.

  • Jaber

    Um bom assunto esse … lembro do Palestra Itália que dividia a torcida entre chamar de Palestra e Parque Antártica… Mas vincular nomes(Marcas) a campeonatos só a mídia que divulga isso… entre os torcedores dificilmente pega(no Brasil e no Mundo)…

    • janca

      Concordo, Jaber, a não ser que montem uma estratégia legal, pensem num nome que possa de fato pegar, se não a coisa complica. Fica muito artificial mesmo.

  • Caio

    Para o Edu Flamenguista Machado:

    Não “fizeram São Januário pro Vasco no passado”.
    São Januário é provavelmente o único estádio de clube brasileiro onde não entrou dinheiro público.
    A torcida se juntou e deu dinheiro e trabalho voluntário.
    O governo na época até proibiu o Vasco de importar cimento belga.
    Então, para economizar cimento, os construtores criaram um traço que é utilizado até hoje na construção civil.

    • janca

      Valeu pela informação, Caio. E não tendo entrado dinheiro público é sensacional mesmo. São Januário é um marco para o Brasil, foi durante um bom tempo o maior estádio particular do país, depois veio o Morumbi, que teve uma injeção (embora bem modesta perto do que acontece em Itaquera) de dinheiro e benefícios públicos, mas até hoje é muuuito bom ver jogos em São Januário. O que acho difícil é parar o carro… Mas que o estádio é muuuito legal e acolhedor, é.

  • Paulo

    Graças a alguns jornalistas idiotas como voce, e das tvs, que nao falam os nomes comprado pelas empresas, q os clubes Brasileiros perdem tanto dinheiro e vivem sempre na pindaiba….. E tem uns q chama de Allianz arena e esquecem q eh um ome de seguradora

    Faça me o favor e agradeça essas enpresas que pagam e muito pra estampar o nome, pq graças a elas pode ter um futebol pra vc comentar e receber seu salario

    • janca

      Eu não dependo do futebol pra viver, Paulo. Mas graças a alguns torcedores limitados como você, que acham que o problema do futebol brasileiro vive na pindaíba (como você colocou) graças aos jornalistas e às TVs é que os principais problemas ficam de lado. Nunca percebeu que a administração de boa parte dos clubes é totalmente irresponsável? Veja o caso do Flamengo e o que está acontecendo na Gávea.

  • Rafael

    Caro Janca, no caso do estádio do Palmeiras você não acha que os naming rights seriam muito bem aceitos pelo público em geral, pois a um tempo atrás o estádio era chamado por todos de Parque antártica e de uns tempos pra cá que foi ser chmado de novo de palestra Itália, o que você acha ?

    • Rafael

      Terminando, essa flexibilização no caso do nome do estádio do Palmeiras permite que mais pra frente ao terminarem a Arena Palestra e os naming rights forem vendidos, nada obsta que passem a chamar o estádio por outro nome de novo

    • janca

      Eu acho que sim, Rafael. Confesso que não achava antes, mas com o passar dos dias, semanas e meses fui mudando de ideia.

  • Poseidon Ducati

    Rola até uma pegadinha, se vc considerar que o Santos nunca deixou de ser o time do Pelé, a resposta correta seria uma. O Santos de Neymar, e de Pelé, que comemorou o título em campo, é o atual campeão da Libertadores. Já com o Santander como patrocinador.

    • janca

      Parece que rola uma pegadinha o tempo todo…

  • Vagner Valadares

    Bom dia Janca!
    Fiquei feliz de ler seu post. Também vi essa chamada lá e pensei e respondi a mesma coisa que vc. Minha mulher santista ficou puta quando eu disse a ela que o Rei não havia ganho nenhuma Santander Libertadores. Falei tbm que estava errado esse mkt para tentar emplacar o nome do Banco, sendo que talvez daqui 3 anos outra instituiçãocompre o nome e o Santander vai pro espaço. Abçs amigão e parabéns aos seus comentários.

    • janca

      Obrigado, Vagner. Eu confesso que fiquei tão confuso quando escutei aquilo que fiquei pensando que talvez tivesse ouvido errado. Mas penso como você sobre o assunto. E estratégias de marketing têm de ser muito bem pensadas para não acabar em gol contra. Abs. e já, já respondo comentários do texto que postei hoje, hoje o dia tá corrido, amigo. Bom sábado pra você, Janca

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