O silêncio dos bons



Hoje, excepcionalmente, pediria para não mandarem comentários. A partir de amanhã, voltamos ao normal. Vocês comentam, eu respondo, vocês comentam de novo, eu rebato e por aí segue a carruagem (ops, caravana)…

O silêncio dos bons é pretensioso demais. Porque se trata do meu silêncio. E quem disse que tenho algo de bom?

Depois de tanto atacar a gestão de Ricardo Teixeira e comemorar a renúncia do dirigente, decidi ficar calado sobre José Maria Marin. Não por achar que o novo presidente da CBF signifique o novo, pois segundo ele próprio declarou sua administração representa o continuísmo da anterior, da qual era o vice mais velho.

Já escrevi demais sobre Marin pra só levar pancada na cabeça. E há horas em que você cansa, dar murro em ponta de faca machuca. Remar contra a maré não é pra qualquer um. E eu confesso que estou sem fôlego. E sem estômago.

Marin, como disse várias vezes neste espaço, é o político das antigas. Não nega entrevista, sabe lidar com os poderosos, abre uma torneira aqui, outra acolá e vai ganhando apoio. Inclusive na mídia. E de gente forte, graúda. Desapontado, não tenho nem o que dizer. Mudança na estrutura, que tanto gostaria de ver, nada.

Tenho sempre em mente “A Revolução dos Bichos”, de George Orwell, uma sátira ao stalinismo que segue muito atual, apesar de escrita nos anos 40. Os porcos e os homens, os homens e os porcos.

Amanhã sigo postando sobre política esportiva, economia do futebol, bastidores do mundo da bola, preparativos para a Copa e a Olimpíada, orçamentos, psicologia do esporte, ideias para usá-lo como instrumento de inserção social e por aí afora. Mas neste momento fico em silêncio. Sobre CBF hoje nada. Pela minha saúde física e mental.

Uma ótima quinta a todos e até amanhã, quando trarei uma questão de marketing esportivo pra vocês discutirem comigo, João



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