O exemplo do basquete



O basquete brasileiro, depois de anos de amargura e fora de uma Olimpíada após a outra no masculino, finalmente retorna aos Jogos em julho. E deveria servir de exemplo para outras modalidades, inclusive o futebol.

A CBF, assim como necessitava a Confederação Brasileira de Basquete, precisa de uma oxigenação. De novos ares, novas ideias. outros pensamentos.

Quase falido no país, o basquete conseguiu apoio da TV e pôde correr atrás de parceiros e patrocinadores, viabilizando a realização da NBB, o Novo Basquete Brasil, cuja primeira edição foi em 2008/2009.

A quarta, que termina no sábado da semana que vem, está incrível, com as semifinais pra lá de empolgantes.

Ontem, em mais uma partida memorável da liga, o Pinheiros venceu, na segunda prorrogação, o Brasília fora de casa. Leva o confronto para o quinto e decisivo jogo, que será amanhã, às 14hs, no próprio Pinheiros. Já o Flamengo deslanchou no quarto final e bateu o São José, de Murilo e Fúlvio, também levando a disputa para a quinta partida, mas agora fora de casa. Foram duas vitórias do Mengão na Tijuca, duas vitórias do São José em São José dos Campos.

Gostaria de ver a final disputada como as semi ou as quartas, ou seja, em até cinco jogos, levando aquele que ganha três vezes. Mas a Globo vai exibir a decisão ao vivo e neste momento isso é o mais importante para o basquete. Um jogo só, portanto, em local a ser definido.

O handebol, tão praticado nas escolas, deveria tentar copiar o modelo, que na verdade nem é do basquete, é do vôlei, juntar-se à TV, inclusive a aberta, formar bons times em vários cantos do Brasil, fidelizar a plateia que vai aos jogos, focar não só na seleção, mas também na base. E no público. Que aumenta com a TV, cujo interesse pelo esporte fica maior com vitórias em quadra e com um campeonato bem organizado.

E o futebol deveria se inspirar no basquete que soube se abrir para o novo, representado por Rubén Magnano, técnico campeão olímpico pela Argentina e que dirige a seleção brasileira.

Magnano, ao contrário de Mano Menezes, é um estudioso, adora o que faz, acompanha todos os jogos, muitos dos quais in loco, não é um sujeito deslumbrado, muitíssimo pelo contrário, não quer o poder pelo poder, o comando pelo comando. Tenta deixar um legado e isso ele tem conseguido criar.

Além da vaga olímpica, montou um time forte para competir de verdade em Londres, iniciou um período de diálogo com outros técnicos e jogadores, arejou o basquete nacional.

Enquanto isso na seleção de futebol quem manda, quem escala, quem só falta sentar no banco de reservas para orientar o time é José Maria Marin, que nem técnico é. E Mano Menezes, que não quer deixar cargo e salário pra trás, aceita tudo. Caladinho, caladinho, caladinho…

Volto a postar na próxima quinta, dia 31, mas até lá sigo, dentro do possível, respondendo comentários de vocês. Bom final de semana e um bom início de semana a todos, Janca



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