Herrera, Barcos… e Cássio



O argentino Herrera, que marcou três gols na rodada de abertura do Brasileirão, causou “polêmica” ao se recusar a pedir uma música para o “Fantástico”.

Explicou depois que mal assiste à TV, pouco lê sobre o noticiário e que não entendia o porquê de ser obrigado a participar de uma brincadeira que para muitos, aliás, é bem sem graça.

Chegou a ser criticado publicamente por funcionário da Globo, mas não consigo entendar a razão. O botafoguense sabe que o futebol é cíclico, que quando marca três gols é paparicado, se perder dois pênaltis no jogo seguinte vai ser massacrado e não quer fazer média com A, B ou C.

A meu ver mostrou personalidade e deu um exemplo de que temos o direito de falar não. Assim como já o fizera outro argentino, o também atacante Hernán Barcos, que mostrou irritação em uma entrevista com piadinhas sem graça que a própria imprensa fazia a seu respeito, comparando-o fisicamente com Pedro de Lara e com nem sei mais quem.

Ele não tem que entrar no jogo (da mídia) e pode perfeitamente se rebelar, como o fez. Não é pago para atender a pedido de repórter A, B ou C e passar por brincadeirinhas sem graça seja pra dar mais leitura a jornal, mais “ibope” pra TV, o que for. É pago pra jogar bola da melhor forma que puder, não pra ser humilhado pela imprensa. Merece, como todos nós, respeito.

E já que falamos em jogadores de personalidade, o goleiro Cássio foi o principal responsável pela classificação do Corinthians às semifinais da Libertadores. Que jogaço fez o atleta! Salvou o gol de Diego Souza, que perdeu a grande chance de colocar o Vasco na próxima fase. Seguro, firme, tem conseguido comandar a defesa, passar segurança à torcida e ainda dizer que o mérito foi todo dele, porque foi mesmo. Ontem foi, sim.

Defendi e ainda defendo Júlio César, pra mim injustiçado e usado como bode expiatório pela eliminação no Paulista, mas que Cássio tem jogado muuuuuuito, tem. E está de parabéns por isso. Como de parabéns estão Herrera e Barcos. Que não se curvam e também sabem se impor. Cada um de sua forma, mas sabem.



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