Delta fora da Copa



De fininho _ou nem tão de fininho_ a Delta, principal empreiteira do PAC e da Copa de 2014, começa a deixar para trás as obras do Mundial.

Primeiro foi o consórcio que reformula o Maracanã, que a empresa abandonou no final do mês passado, início de maio. Em seguida a Transcarioca, via de ligação entre o Aeroporto do Galeão e a Barra da Tijuca, um dos projetos mais importantes do Rio para a Copa e a Olimpíada que acontece dois anos depois.

Na semana passada foi a vez de Fortaleza, onde era a responsável por obras de mobilidade urbana. A próxima deve ser Natal, capital em que, assim como no Ceará, há acusações de uso de material de qualidade duvidosa. O mesmo acontece em Recife e o anúncio da saída da Delta é esperado até o final do mês. Os contratos para varrição de lixo na capital paulista e no Distrito Federal também estão na berlinda.

Para a Fifa, a maior preocupação é com o Maracanã, que talvez não fique pronto até a Copa das Confederações, ameaça que aumentou com a confusão no consórcio após as denúncias contra a Delta, envolvida no escândalo Carlinhos Cachoeira.

As construtoras que substituirão a empreiteira de Fernando Cavendish nos serviços para o Mundial e os Jogos Olímpicos ainda não foram definidas.

E apesar de tudo tanto o dono da Delta quanto os governadores e parlamentares suspeitos de ligação com Cachoeira deverão ficar fora da CPI. A comissão que comanda os trabalhos em Brasília faz de tudo para poupar Cavendish e os governadores Marconi Perillo (PSDB-GO), Agnaldo Queiroz (PT-DF) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ). Tanto que, no caso da Delta, apenas seu escritório no Centro-Oeste deve ser investigado. Sem comentários…



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