A política são-paulina



O técnico Emerson Leão fez bem ao entrar em rota de colisão com a diretoria são-paulina que tentou usar o zagueiro Paulo Miranda como bode expiatório pela eliminação do time no Paulista.

Ao bancar o jogador como titular contra o Goiás, 2 a 0 no primeiro jogo das quartas da Copa do Brasil, espinafrou a direção tricolor e o mesmo segue fazendo o jogador. Segundo Paulo Miranda é a diretoria que deve explicações. Segundo Leão, também. Se contratou o atleta e acha que ele não tem condições de defendr o São Paulo, ela própria é responsável por isso.

Irritados com a reação (tardia, mas reação) de Leão, membros da diretoria começam a fritar o treinador. Como fritaram Muricy Ramalho e, depois de sua saída, um técnico após o outro.

Tem conselheiro no Morumbi que até hoje credita o sucesso de Muricy no o time à estrutura oferecida pelo clube. Que de uns anos pra cá se tornou “comum”. A diretoria, digo. Direção que muda estatuto para permitir terceiro mandato ao presidente, direção que aniquila a oposição, direção que interfere na escalação do time, direção que foi ultrapassada em ações de marketing por boa parte dos rivais, entre eles o Corinthians, direção que prefere fazer média com a CBF de José Maria Marin e começa a viver de migalhas.

Uma delas? Os dois jogos da final do Paulistão no Morumbi, “feito” que não acontecia há tempos. Só que entre Santos e Guarani. Final marcada no estádio por Marco Polo Del Nero, presidente da FPF e mentor de José Maria Marin na CBF. Outra migalha? Amistoso da seleção ainda em 2012 em seu estádio, possivelmente contra o Chile.

Se ganhar a Copa do Brasil, título que ainda não tem, até porque nos outros anos vinha frequentando a Libertadores, algo que deixou de fazer recentemente, o São Paulo terá uma baita conquista. Apesar _e não por causa_ de sua diretoria.

 



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