Mortes no futebol



Para quem gosta de estudar e tentar encontrar soluções para minimizar a violência no futebol um livro que chegou ao mercado e aborda o assunto é de autoria do jornalista André Luís Nery, que fez mestrado e doutorado na USP tendo como tema o principal esporte nacional.

Intitulada “Violência no Futebol: Mortes de Torcedores na Argentina e no Brasil”, a obra traz dados estatísticos interessantíssimos e compara a situação na América do Sul com a do Velho Continente, que já foi assolado pelo hooliganismo e hoje, via futebol, vê uma onda de racismo e xenofobia invadir os estádios, como invade o dia a dia do continente.

Segundo Nery, “a própria imprensa europeia reforça o preconceito contra atletas estrangeiros”, o que “afeta principalmente brasileiros e argentinos, os principais exportadores de jogadores no mundo”.

Mas de 1990 pra cá a violência ligado ao futebol estaria aumentando aqui mesmo na América do Sul, tanto no Brasil quanto na Argentina, deixando mais vítimas nos últimos tempos em comparação com Itália, Espanha e Argentina.

E um dos motivos seria o acesso mais fácil por estas bandas às armas de fogo. Na Europa, devido à maior dificuldade de acesso a elas, o número de incidentes seguidos de morte é menor. Já no Brasil quase 60% das mortes em confrontos entre torcidas aconteceu por uso de armas de fogo, o que nos traz à mente o debate e o próprio referendo da década passada sobre o desarmamento no país.

Outros tópicos, como a relação dos dirigentes de clubes e as próprias organizadas e até a morte de jogadores profissionais durante jogos ou treinos, a maioria por problemas cardíacos, estão contemplados na obra, que traz números, números e mais números. Mas solução… Pra mim, pelo menos, passa justamente pela questão do desarmamento e do tráfico ilegal de armas no Brasil, um problema sério lembrado ontem pelo deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) no Roda Viva da TV Cultura.



  • Raphael

    Muito boa a entrevista do Freixo na Cultura. Você não acha que as uniformizadas são que nem as milícias que ele estava falando? Eu acho porque elas têm um braço no poder, no Estado e nas eleições (milícia) e nos clubes (uniformizadas). Dão um caráter oficial ao crime e fazem assistencialismo pra disfarçar e conquistar mais gente e dar um verniz diferente.

    • Raphael

      Nos dois casos a polícia tinha que agir melhor (milícias e uniformizadas). Hoje as brigas são marcadas por internet e todo mundo sabe onde e quando vão acontecer. Isso devia facilitar o trabalho da polícia.

      • janca

        Oi Raphael. Vamos por partes:
        1) Também achei muito boa a entrevista do Marcelo Freixo e fiquei pensando num artigo da Fernanda Torres para a “Folha” sobre a necessidade de fazermos alianças na vida e na política. Mas as alianças têm limites…;
        2) Não acho que as organizadas sejam que nem as milícias descritas ontem pelo Freixo, embora possam ter alguns pontos em comum e têm. Mas não são só as organizadas que fazem algum trabalho social seja com a finalidade que for. Pelo jeito até o Carlinhos Cachoeira fazia…;
        3) A polícia é mal remunerada, tem tantas atividades a fazer, não é tão simples assim resolver o problema das mortes no futebol. Claro que as redes sociais deveriam ser monitoradas e defendo que a polícia tenha agentes infiltrados na torcida. Mas com as ações dos “brigões” descentralizadas a ação da polícia não é tão fácil, não, nem o problema tão simples de resolver, insisto.
        Abs. e boa terça pra você, Janca

        • adelson

          Olá.As uniformizadas deveriam ser banidas;Eu acredito que uniformizada defende sua facção e não o seu time eles vão para matar e provar qual facção é melhor e mais forte, time fica em segundo plano,e os times ao fazerem aliança com elas estão apoiando em tudo.
          em relação a policia ser mal remunerada,isso não quer dizer que ela não tenha que desenvolver seu papel da melhor maneira,falta é pulso firme da CBF e Federações que parece ter rabo preso com as organizadas e não tomam atitude de banir esses tribunais do futebol são mais é uma piada.abços

          • janca

            Oi Adelson. Com todo respeito discordo em relação às organizadas. Tentaram bani-las dos estádios e a violência só aumentou. Antes concentrada nos estádios passou para a periferia, estações de metrô, para o centro, para tudo quanto é lugar. Ficando comprovado que se trata de uma organização criminosa e ligada ao crime organizado a história muda. Mas não podemos colocar todos no mesmo saco. Há torcedores uniformizados e torcedores uniformizados. Sobre a polícia, claro que tem de fazer o melhor possível, como os professores e os médicos. Mas que são classes que merecem ganhar mais do setor público acho que merecem, sim. Já sobre federações e CBF, sem comentários. Estão preocupadas com interesses próprios, não com o bem do futebol. Abs.

  • tricoleco

    falta vontade política. se fechar as organizadas acaba com metade dos problemas e nós os cidadãos comuns vamos poder voltar aos estádios. depois do carnaval deste ano era pra terem fechado a gaviões

    • janca

      Caro Tricoleco, já tentaram extinguir organizadas em SP nos anos 90 e o resultado foi mais violência, com as ações passando a ocorrer cada vez mais longe dos estádios de futebol. Sou contra fechar organizada porque os torcedores têm o direito de se reunir. Mas não o de praticar violência, atos ilícitos etc. etc. etc. Em relação ao Carnaval, a Gaviões fez parte da confusão, mas escolas que não eram atreladas a organizadas também fizeram. E tampouco foram fechadas. Já possível ligação de escolas e, por que não?, uniformizadas com o crime (organizado) deveria ser apurada, sim. Abs.

      • Fabio

        O que tem a ver o fato da violência aumentar ou mudar de lugar como razão pra não banir as torcidas. As organizadas só tem gente mal intencionada. Acho que você nunca chegou perto de uma.

        Não há neles a menor intenção de torcer e fazer festa, é só briga e ódio ao adversário.

        • janca

          Fabio, com todo respeito seu português é sofrível, tanto que fica difícil entender o que escreveu na primeira frase. Por isso que digo que o investimento em educação no Brasil é essencial até para as pessoas poderem se comunicar, se não um diz A, o outro entende B, responde C e por aí vai o Brasil. Ao contrário de você não gosto de generalizar. Não conheço todos os integrantes de uniformizadas para dizer que “só” tem gente mal intencionada nelas. Boa quarta, Janca

          • Fabio

            Realmente esse não foi meu melhor post. Se olhar outros verá que meu português é muito bom.
            Você generalizou tentando dar liçãozinha de moral, pois sou bem formado em engenharia em uma das melhores universidades do país.

            Voltando ao post, você disse “já tentaram extinguir organizadas em SP nos anos 90 e o resultado foi mais violência, com as ações passando a ocorrer cada vez mais longe dos estádios de futebol”.

            O fato mencionado por você já é por si só mais uma razão para acabar com ALGUMAS organizadas.

            Pergunta a entendidos de comportamento humano o que acontece quando muitas pessoas (ignorantes neste caso) se aglomeram e saem já pré dispostas a brigar ou ficam incitando a violência contra outros adversários e até conta a polícia, sempre dá mer….!

          • janca

            Mas eu concordo com você sobre a violência praticada por algumas organizadas. Estou de pleno acordo quando diz que algumas pessoas (ignorantes mesmo) se aglomerando e saindo dispostas a brigar (e às vezes até a matar) é o fim da picada e merece ação da polícia. Há muita gente que tem de ser preso e até já foi, dirigentes e integrantes de uniformizadas. Mas daí a dizer que todo integrante de organizada é “do mal” é que não concordo. Há casos e casos. E quando tentaram acabar com as organizadas a violência apenas migrou para fora dos estádios. Mas um ponto importante e que você menciona, mesmo por vias indiretas, é a questão da impunidade. Isso não pode ter. E é um bom sinal ver integrantes de organizadas e de escolas de samba sendo detidos. Abs. e uma boa quarta, Janca

          • janca

            E peço desculpas se respondi de uma forma meio (e meio pode significar muito) estúpida, mas você também não tinha sido muito simpático ao simplesmente desconsiderar minha opinião (e divergências de opinião fazem parte da vida) e mandar eu não dar uma de João-Sem-Braço ou algo do gênero, nem me lembro mais. Abs. Janca

    • edu machado

      o foda é que o tal “cidadão comum” não passa de um idiota que quase nunca vai ao estádio na maioria das vezes e só sabe reclamar.

      quando tem um jogo importante e rola tumulto na bilheteria e brigas é torcida organizada? não, é o tal do torcedor comum.

      é fácil jogar a culpa toda em um lado só, em um só ponto, do que correr atrás do que realmente tem de ser cortado.

      o erro não é existir as organizadas, mas sim as leis que fazem com que os arruaceiros possam se “esconder” atrás das organizadas.

      algumas como gaviões, young flu, força jovem vasco, mancha verde, mafia azul e galoucura são verdadeiras quadrilhas praticamente, mas muitas outras mudaram.

      e não adianta vir com essa “ah a culpa é da organizada”.

      agora me diga, as organizadas são pessoas? NÃO!

      vai punir a organização? tem que punir é o infrator, a pessoa em sí.

      os mesmos que criticam as organizadas são os mesmos que ficam falando “ah que festa bonita da torcida” só que é o torcedor comum que faz? NÃO! ele pode até participar, mas quem se mata, e tenta organizar tudo, cantar e talz é o pessoal das organizadas.

      o que se tem que fazer é separar o joio do trigo, é fazer o infrator pagar pelo crime e não todo mundo.

      engraçado é pq até hoje n existe um cadastro nacional de membros de torcidas organizadas.

      • janca

        E já era pra existir esse cadastro há tempos. O Ministério do Esporte, pelo que me consta, até liberou uma grana para isso. Grana para uma entidade dirigida por Mustafá Contursi. E o que não dá também é para dirigente de organizada se comportar como se fosse diretor de clube. Mas tem diretor que deixa…

  • Juvenal

    Tá louco, Janca? Falar em desarmamento da população, isso é um absurdo. Em pleno ano de 2012 ainda ha loucos que pensem assim. Desarmar a população, não sei se você sabia, mas foi o que Hitler fez na Alemanha, Franco na Espanha, Pinochet no Chile, etc. Tirar o direito da população de se defender é o primeiro passo para a implantação de uma ditadura. Ainda mais levando-se em conta que quem está no poder é o PT e a Dilma, partidinho ligado a figurões como Hugo Chavez e Fidel Castro. Respeite o direito da população de se defender e ter suas próprias armas. Armas não matam pessoas; Pessoas matam pessoas. Que absurdo ler isso, Janca.

    • janca

      Calma Juvenal, não tô louco, eu sou louco _rs. Mas falando sério sou a favor do desarmamento sim. Confesso que desconheço que Hitler, Franco e Pinochet, três das piores figuras da história da humanidade, tenham feito isso. Não quero tirar o direito de a população se defender, de jeito nenhum, mas adianta ter um revólver em casa? Ou andar armado? Pra se defender de um assalto? Numa dessas você, que parece ser um cidadão de bem, acaba morrendo. Fora que do jeito que tem gente estourada por aí uma discussão de trânsito acaba com morte por arma de fogo. Idem para brigas de torcidas. Não é com arma que a gente se defende e violência só gera violência. É com política pública, investimento em saúde e educação, transporte público… Concordo que não são as armas que matam, são as pessoas que matam ao usá-las, mas se desarmássemos a sociedade estaríamos dando um passo adiante. É minha opinião. Sei que “falar é fácil”, já foi assaltado e mais de uma vez, na última tive até vontade de reagir, dando um murro no cara, coisa que nunca fiz na vida (nunca briguei fisicamente e espero nunca brigar), mas se tivesse feito isso o sujeito, que estava armado (não sei se com revólver de verdade ou de mentira), poderia ter feito um estrago maior e além de levar meu relógio eu poderia nem estar aqui respondendo seu comentário. Abs. e divergências de opinião fazem parte da vida, Juvenal

      • Tiago

        Esse Juvenal falou besteira. É o presidente do São Paulo? kkk Só pode. A Espanha com Franco e o Chile com Pinochet não tinham desarmamento da população nem aqui nem na China. Nem no Morumbi kkk

        • janca

          Como disse não sei como se deu a questão dos armamentos (ou do desarmamento) da população na Espanha de Franco nem no Chile do Pinochet. Mas acho que não é com armas que devemos resolver nossos problemas. Sei que em caso de assalto é fogo, mandam não reagir, na hora nunca sabemos qual vai ser nossa reação, por isso mesmo ter uma arma em casa, pelo menos a meu ver, pode mais atrapalhar do que ajudar. Sem falar, repito, no trânsito.

          • Juvenal

            Bom, eu morava num sítio até 2007 e lá cometi 2 assassinatos. Ambos em legítima defesa. Invadiram minha casa durante a noite e eu consegui reagir e matar os meliantes. Provavelmente se eu não tivesse uma arma, eles me matariam, pois não estavam usando nada para cobrir o rosto, logo, sabiam que haviam sido identificados e precisariam me matar. A questão é saber utilizar o armamento. Eu fiz cursos e tenho um excelente manuseio da arma, logo, saberei usá-la em prol da minha defesa pessoal e de minha família. Mas se a pessoa não sabe usá-la, realmente fica complicado e isto pode se tornar m perigo para ela própria.

          • janca

            Não sei se você está brincando, imagino que sim, mas se tem arma de fogo e o direito de usá-lo e agiu em legítima defesa… Mas sigo contra o uso de armas de fogo, fora incidentes domésticos com crianças, brigas de trânsito, assaltos em que o sujeito tenta reagir e se dá mal… Sei que é fácil falar, na hora em que você é assaltado muitas vezes fica sem saber como reagir, mas que é perigoso usar uma arma de fogo é. Continuo achando que para a própria pessoa, como você mesmo disse no final.

          • renato sa

            Esse Juvenal precisa estudar um pouco mais de História. Mas não recomendo sites e enciclopédias da internet, procure alguns livros escritos por Historiadores. Esses argumentos utilizados por ele para justificar uma população armada são falaciosos.
            Sou contra o desarmamento total da população, mas não vejo com bons olhos utilizar desses argumentos.

            E só pra mostrar como o Seu Juvenal não tem conhecimento histórico, ele disse que nosso atual governo de esquerda pode decretar uma ditadura, e citou vários governos de Ultra Direita à época (Franco, Pinochet, Hitler, Mussolini)…

            Falta nesse país, para combater a violência e a ignorância, é EDUCAÇÃO de base!

          • janca

            Algumas profissões até exigem o uso do armamento, mas nas mãos da população civil ainda acho complicado, Renato. Mas respeito, claro, sua opinião. Agora que as armas ilegais e não sei como entram no país deveriam ser procuradas e apreendidas pela polícia, deveria. Como não sei, mas deveriam.

  • Rafael

    Bom dia Janca!

    Minha pergunta é a seguinte:

    Tem jeito de acabar com a violência? ou faz parte da cultura do brasileiro?
    Sou palmeirense, mas acho que clubes acabam enfatizando muito a rivalidade.
    Como foi o caso do palmeiras, enviando uma camisa a Chael Sonnen, apenas pelo fato de Anderson Silva ser da equipe corinthiana.
    Os próprios jogadores, como Jorge Henrique, gostam de brigar e provocar rivais em campo, o que concerteza afeta o emocional de uma torcida com um resultado não tão favorável.
    Porém o ponto em que quero chegar é que no Brasil, o governo deveria investir mais em educação, pois ao meu ver a longo prazo, é a única forma de resolvermos isso!

    Valeu Janca!
    Abraço!

    • janca

      Oi Rafael. É exatamente o que penso. O governo deveria investir muito mais em educação, direito do cidadão, implementar políticas públicas sérias, enfim, pra melhorar a questão. Mas acho que a violência faz parte da sociedade, é inerente ao ser humano e sempre vai estar aí. O que podemos é tentar diminuí-la. E veja que mesmo em países com investimento em educação aconteceram coisas gravíssimas. É o caso da Alemanha na década passada, a Segunda Guerra fala por si. Sobre a rivalidade entre os clubes os dirigentes deveriam agir com mais responsabilidade e alguns jogadores também. Deveriam parar de financiar e ajudar algumas organizadas que mantêm reféns as diretorias. E no caso do Palmeiras com o Chael Sonnen confesso que não sabia disso, o que sei é que o próprio MMA instiga a violência. Tem gente, inclusive da imprensa, querendo literalmente matar o Chael Sonnen. A luta contra o Anderson Silva virou uma guerra, algo de vida ou morte, como se o Brasil dependesse disso pra provar A ou B. E por trás desse circo todo, pra variar, tem muita gente ganhando dinheiro. E muito dinheiro. Inclusive gente da mídia que consegue mais dinheiro, parceiros e patrocinadores para seus programas, enfim, graças ao MMA. E depois ficam reclamando da violência na rua… Abração e boa terça pra você, Janca

      • adelson

        Violência não faz parte da cultura do brasileiro,se fizesse eles já teriam partido para a violência contra estes politicos que tiram sarro da nossa cara,o tempo todo e o brasileiro com cara de bobo vai lá e os elege denovo com um sorriso no rosto.
        já em respeito as provocações,acredito que faz parte do esporte e é a graça do esporte,não vejo o Jorge Henrique fazer nada demais a não ser entrar e jogar bola,o que Viola,Mirandinha,Túlio,Paulo Nunes,Edilson,Vampeta e outros tantos faziam é provocação e era gostoso o futebol por isso.Hoje o futebol está chato por causa deste falso moralismo que as pessoas pregam.
        QUem que fazer Vandalismo já sai de casa com a intenção de bagunçar,matar,fazer e acontecer
        e o restante é só pretexto para seus atos.Os Jovens de hoje precisam aprender a torce e a curtir.

        • janca

          Também sou contra a política do “falso moralismo” ou do que conhecemos como “politicamente correto”. Mas acho que a violência existe na sociedade brasileira, sim, aquela coisa do brasileiro simpático e cordial é um estereótipo que não compro. Falta cultura política ao país. De fato o Executivo e o Congresso parece que estão tirando um sarro da gente, o Judiciário idem e isso tem que mudar. Mas a sociedade não se mobiliza mais…

  • Matheus

    Escutei uma entrevista sobre esse livro na Estadão/ESPN. Sabe aonde posso encontrá-lo? Tentei na Cultura e na Saraiva e nada.

    • janca

      Não sei, Matheus, mas a editora se chama Multifoco e fica no Rio de Janeiro. Talvez possa encomendar por uma dessas livrarias, a Cultura geralmente faz isso.

  • Matheus

    Na entrevista o autor dizia que a violência aumenta com as organizadas. Dizia que elas estão por trás da violência como os barra bravas estão na Argentina.

    • janca

      Não escutei a entrevista, mas não acho que a violência aumente necessariamente com as organizadas. Pois não temos parâmetros no Brasil pra comparar como estaria o futebol sem as uniformizadas, que são uma realidade e foram ganhando força, inclusive financeira e econômica, nas duas últimas décadas. Mas insisto que acho que elas têm o direito de existir. Cometendo atos ilícitos seus dirigentes podem ser responsabilizados. E devem. Foi o que aconteceu recentemente com a cúpula da Mancha e da Gaviões, com gente parando na cadeia.

  • Claudio de Oliveiras

    Enquanto a violencia impera nos estadios e esses meio de comunicação como as redes sociais que os vandalos marcam brigas pela net os verdadeiros torcedores jamais frequentarão os estadios. Os estadios brasileiros a cada dia esta jogado as traças e os regionais não me deixa mentir,uma final de carioca e somente vinte mil pessoas no Esvazião mostra o quanto o torcedor de verdade esta mais preocuado em ver jogo pela tv paga e o medo da violencia das organizadas so aumentam esse sumiço dos torcedores em grandes jogos..Os dirigentes são os maiores culpados pela queda de publico.enfim as organizadas tem respaldo das diretorias dos grandes clubes e assim caminha a mediocridade,abraços.

    • janca

      Um dos sérios problemas é o que você apontou aí, a relação entre organizadas e diretorias dos grandes clubes, que praticamente “pagam” pra ter o apoio delas a suas administrações. Mas em relação ao sumiço do público em alguns estádios vejo vários fatores. Há um processo de elitização do futebol em curso, como aconteceu na Europa há alguns anos, e que considero que deveria ser mais debatido. Abs.

  • André Luís Nery

    O livro deve estar à venda em alguns dias no site da editora Multifoco e nos da Livraria Cultura e Livraria da Travessa.

    • janca

      Obrigado, André. E pra quem não sabe a Travessa fica no Rio, a Cultura é fortíssima em SP mas tem lojas em várias cidades brasileiras, como Porto Alegre e Recife. Abs.

  • renato sa

    Acredito que fechar organizadas, proibir armas de fogo e demais medidas proibitivas não dão resultado. A grande maioria das armas de fogo que circulam no país são ilegais, assim como é ilegal circular com armas. Proibir as organizadas é apenas tirar-lhes um “cnpj”, a reunião dos integrantes, a comunicação e a organização continuaram a existir (o crime organizado é proibido e existe…)

    Medidas educativas, melhor qualidade de vida, melhor qualidade nos estádios e, com tudo isso, o cidadão que resolver criar problemas com a violência, deverá ser punido com a reclusão. Esses argumentos não são meus, são de vários sociólogos e antropólogos que vemos por várias vezes dando entrevistas, publicando livros (como o do jornalista descrito acima)…

    • janca

      Eu concordo em tese, Renato, mas a questão do desarmamento, já que no plebiscito ganhou o “Não”, ou seja, o voto pela não-proibição à venda de armas de fogo e munição, é mais ampla. Você tinha a campanha do desarmamento, que salvo engano até continua, para registrar sua arma de fogo e regularizar o direito ao porte de arma e para devolver armas de fogo, muitas delas de fato ilegais ou irregulares. E isso a polícia tem obrigação de tentar conter, o governo, digo, a entrada de armas ilegais no Brasil, seu comércio por aqui, não à toa há bandidos com verdadeiros arsenais. Mas sem dúvida medidas educativas, melhora na qualidade de vida, investimento em segurança, transporte, saúde, tudo isso, enfim, é o que faria melhorar o quadro. Abs. Janca

  • Vinicius Posterari

    Boa indicação, vou ler.

    Marcelo Freixo esse, que vale lembrar, foi o único personagem retratado com o nome real no Tropa de Elite II. O que, no mínimo, me faz dar grande crédito a ele (mesmo sendo eu paulista e ele fluminense – não sei se nasceu na capital).

    A questão da violência vai além do desarmamento, na minha opinião. O problema começa antes do cara ter uma arma. Começa na situação deplorável da educação oferecida à grande parte da população, que se omite na corrupção dos jovens e abre precedente pra falta de oportunidade, que muitos, por sinal oportunamente, apontam como a razão de todas as atrocidades que cometem.

    O problema da violência é o mesmo do atraso do país, da violência urbana, da falta de inovação e da desindustrialização que enfrentamos hoje: governos incompletos, caolhos, que focam em resolver somente a questão fiscal ou, ao trocar o partido no comando, parcialmente a questão social. O primeiro talvez por impossibilidade, e o segundo por prioridade, já que educação demora pra dar resultado e “rouba” o poder eleitoreiro dos investimentos públicos.

    Enfim, dá pra falar muito disso, mas notemos que nos Estados Unidos é muito fácil – e legalizado – ter uma arma, também existe grande paixão – apesar de por outros esportes -, e ainda assim não se vêem mortes nos jogos dos Yankees ou dos Lakers, pra falar de esportes diferentes. E tudo bem que lá a educação básica também não é mil maravilhas, mas pelo menos não tem o segundo grande culpado pela violência do futebol e fora dele: a impunidade.

    Grande abraço e parabéns por levantar o assunto.

    • janca

      Oi Vinicius. Gostei do seu texto e das suas considerações. Você tem razão quando diz que a questão vai muito além do desarmamento e começa na situação deplorável de educação oferecida à grande parte da população. E também admiro o Marcelo Freixo, embora saiba que muitos o consideram um oportunista. Eu o vejo mais como um idealista. Grande abraço, Janca

  • Fabio

    Me desculpa Janca, mas falar que o problema são as armas é conversa pra boi dormir.

    Tem gente demais no Brasil querendo tapar o sol com a peneira.

    O facil acesso as armas não é o que incita milhares de jogadores a odiar, a ponto de querer matar, torcedores rivais.

    Isso passa por falta de berço, estudo, leis mais duras e sobretudo, a midia sensacionalista e tendenciosa. Não vem não dar uma de Jão sem braço aqui…

    • janca

      Falta de berço? Aí é piada. E você pelo jeito não entendeu meu raciocínio. Em nenhhum momento disse que o problema se restringe à questão do armamento, pelo contrário, cansei de falar em investimentos em educação (você mesmo comete erros de português ao escrever, tendo ou não berço), em políticas públicas etc. etc. etc. O que disse é que o autor do livro constatou que quase 60% das mortes acontecem por conta do uso de armas de fogo e que o acesso a elas no Brasil por parte dos “torcedores” seria mais fácil do que na Itália, Inglaterra e Espanha, por exemplo. Menos usadas em confrontos de torcidas lá o número de mortes no futebol por aqui acaba sendo maior.

      • flu

        como ele não deve ter nem berço nem educação se tiver voto censitário não vota (haha). cada coisa… falta de berço é do tempo da minha avó

        • Fabio

          Eu quis dizer educação de berço, faltou uma palavra. Um errinho ou outro e a pessoa já é analfabeta, blog da ditadura aqui? A propósito, pelo fato de ser do tempo da sua avó, ela deve ser bem mais educada do que você, que deveria aprender então algo com ela.

          Se acha que não tenho educação, quer comparar diploma ou holerite? Melhor não, o do seu pai não vale (talvez sim).

  • ADALBERTO F. FRANCO

    Prezado Janca, é a primeira vez q falo contigo, moro em Campos, RJ mas sou de SP estou aqui a 6 anos, sou torcedor do Santos, já faz muitos anos q não vou assistir um jogo no estadío devido a violência q nele impera, a ignorância d uma minoria afasta as pessoas d bem dos jogos, eu fico d longe vendo as atrocidades feitas principalmente por torcidas organizadas q na minha opinião não passam d marginais camuflados verdadeiras quadrilhas.

    • janca

      Oi Adalberto, tudo bom? Não discordo de você, não, acho a violência nos estádios um dos fatores que afastam o público deles mesmo. Sem falar no preço dos ingressos, no horário dos jogos, na má qualidade de algumas “arenas”, na falta de condução… Mas hoje vejo a violência entre torcedores se afastando dos estádios para outros locais, como estações de metrô, o centro ou a periferia, pontos de ônibus, brigas marcadas pela internet em outros locais e em horários distintos dos próprios jogos. Mas que a violência e a falta de organização _filas gigantescas e mal organizadas para entrar nos estádios_ afasta o público, estamos de pleno acordo. Grande abraço, Janca

  • flu

    falta de berço rapaz? tá de brincadeira. já, já ele pede o voto censitário, janca

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