Parque do Flamengo



O hotel “Parque do Flamengo”, que a empresa REX, do empresário Eike Batista, quer construir em edifício alugado do clube da Gávea, segue dando confusão. E só mostra a desinformação e os desencontros que existem na atual direção do Fla.

Segundo o grupo de Eike, a ideia é investir de 100 milhões a 120 milhões de reais no imóvel de 24 andares, localizado no bairro do Flamengo, para construir um hotel chamado Parque do Fla. A REX quer que seja um marco no setor de hotelaria para a Olimpíada de 2016.

Com conceitos de sustentabilidade, terá mais de 400 quartos, áreas de lazer e esporte, lojas temáticas, salas de reunião e deverá receber executivos que queiram fechar novos negócios durante a Olimpíada.

A mão-de-obra será de primeira, ainda de acordo com a empresa, com profissionais trilíngues que dominem conceitos como informática, administração e segurança, entre outros, e possam dar toda a assistência ao hóspede.

Em janeiro, o Flamengo, em reunião de seu Conselho Deliberativo, aprovou o aluguel para o grupo de Eike por um período de 25 anos. Mas moradores do edifício dizem que só foram notificados sobre a cessão do edifício para a REX nas últimas semanas e alguns se recusam a deixar o imóvel nos próximos dias, contrariando as notificações judiciais recebidas.

A vice-presidência de patrimônio do Fla nega que eles tenham que deixar o imóvel em até um mês e que há um semestre todo para desocupá-lo, informação não confirmada pelo grupo de Eike nem pela própria presidente do Fla.

Segundo alguns conselheiros consultados pelo blog, ainda há pouco mais de 40 apartamentos ocupados num total de 148 disponíveis, mas, por decisão da Justiça, eles estarão livres até o final de junho. Outros dão informação diferente. Dizem que o clube não entrou com ação para retirar ninguém e que há negociação caso a caso.

Há conselheiros que alegam que não sabiam que o edifício será transformado em hotel, mas que o prédio apenas passaria por uma reforma para ser modernizado. Nem o vice de patrimônio do Fla, Alexandre Wrobel, diz ter certeza de que o local virará hotel, embora a REX insista que o clube tenha conhecimento disso desde o início do ano.

Os valores do contrato de 25 anos também são controversos, pois cada conselheiro apresenta uma cifra diferente e pelo jeito a presidência do clube também não sabe de quanto será. Ou diz que não sabe.

Enquanto isso o time segue treinando para o Brasileiro, curtindo sua segunda pré-temporada, numa morosidade e passividade totais. Como se tivesse feito um brilhante primeiro semestre e tudo estivesse na santa paz pelo lado da Gávea…



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