Hotéis Lego na Copa



Pelo menos seis dos aeroportos de cidades-sede da Copa de 2014 deverão ganhar hotéis colados neles para receber passageiros em trânsito.

Os hotéis, desenvolvidos com material sustentável, serão erguidos em módulos, numa espécie de Lego, apelido que o empreendimento ganhou de alguns.

O primeiro será erguido no Galeão a um custo aproximado de 30 milhões de reais e poderá receber até 350 hóspedes. O segundo deverá ser em Fortaleza, o terceiro, em Natal.

Guarulhos, onde fica o aeroporto de Cumbica, o principal do país, Porto Alegre e Recife estão fora do programa, pois já têm hotéis bem próximos para servir os passageiros e tripulantes, embora estudos apontem que não em quantidade suficiente.

A hotelaria segue sendo um dos principais problemas do Brasil para o Mundial e, por isso, os hotéis do tipo Lego ou hotéis-contêineres, como também são chamados, seguem como necessidade para contemplar turistas que não queiram gastar tanto com hospedagem.

A cidade com maior deficiência na rede hoteleira, por incrível que pareça, é o Rio. Só no feriado de Primeiro de Maio a cidade teve 90% de sua capacidade hoteleira preenchida e para a Rio+20, em junho, já avisou que não tem como atender a toda a demanda. Não por acaso as autoridades já pediram para a população se mexer e alugar quartos e aposentos para os turistas estrangeiros e brasileiros que vierem para o evento.

Uma oportunidade para 2014 e 2016 está aí. Mas para quem pensa em se tornar um polo turístico aplicar no setor hoteleiro é uma necessidade. Que cabe à iniciativa privada. Ao setor público, a meu ver, fica a questão da mobilidade urbana. Aeroportos e rodoviárias, inclusive. Que no Brasil seguem na Idade da Pedra. Ou quase.



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