A grande final



Em vez de assistir ao Santos atropelar o Guarani ou o Fluminense golear o Botafogo, vi a primeira partida da final do Mineiro. Jogão, com América e Atlético criando e desperdiçando grandes oportunidades e não se entregando até o final.

O América conseguiu o empate nos acréscimos e agora precisa vencer domingo para levar a taça. Novo empate favorece o Atlético, que chegou à final em crise e segue em situação interna crítica, com a torcida rompida com diretoria, comissão técnica e alguns jogadores.

Situação curiosa para um finalista. Durante o jogo, até mesmo quando o Galo vencia por 1 a 0, uma parte da galera xingava o presidente Alexandre Kalil. Quando o placar era 0 a 0, então, as vaias e os palavrões não paravam. Além do dirigente, o atacante Richarlyson foi hostilizado durante quase toda a partida, tendo saído no segundo tempo, e o técnico Cuca foi chamado de “burro” mais de uma vez. Não por tirar Richarlyson…

O descontentamento não é de hoje. Na semana passada, o time foi eliminado da Copa do Brasil jogando em casa, ao sofrer um gol do Goiás no final, o que já revoltara as arquibancadas.

Apesar da crise _e também por causa dela_, a grande final, domingo, 13, promete. Se o Atlético perder a casa cai. Já o Coelho, que deve vir com tudo, pois agora é vencer ou vencer, apostou no trabalho do técnico Givanildo, no goleiro Neneca, que ontem fez defesas incríveis, e no atacante Fábio Júnior, mesmo rebaixados no Brasileirão, e tem se dado bem. Se não na Copa do Brasil, onde já foi eliminado, pelo menos no Estadual, em que eliminou o Cruzeiro e decide com o Galo.

Se o Paulista, cuja federação foi mal pacas ao marcar os dois jogos da final para o Morumbi, parece mais do que decidido e o Carioca sinaliza estar encaminhado para as Laranjeiras, em Minas tudo pode acontecer.



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