A Indy e o trânsito



E não é que li ontem na “Folha” que São Paulo teve anteontem o sétimo maior congestionamento de sua história no período matutino?

Que fique de exemplo para as autoridades pensarem bem quando realizam grandes eventos nas metrópoles brasileiras. Como fica o interesse e e como ficam os direitos do cidadão “comum”? Aquele que vai ao trabalho e depois volta, muitos dos quais perdendo mais de quatro horas por dia em deslocamento, como fica?

O prefeito Gilberto Kassab, que há tempos abandonou a cidade para pensar em voos e projetos mais altos, como se São Paulo não passasse de um trampolim, parece que está gastando _o nosso dinheiro_ para realizar a prova da Indy o mesmo que gasta com a F-1, que dá um retorno pelo menos três vezes maior para o município. Usa a competição para se promover, como fazem outras tantas autoridades, e depois vai responsabilizar a chuva, os acidentes e o fato de ter sido véspera de feriado prolongado a sexta passada.

A chuva, os acidentes e o fato de ter sido véspera de feriado certamente contribuíram para o caos que mais uma vez dominou o trânsito da capital paulista na última sexta. Mas a Indy, responsável pela interdição de uma parte da Marginal Tietê, uma das principais vias de São Paulo, também.

Sigo dizendo que falta planejamento para os grandes eventos e os políticos parece que estão interessados apenas com a promoção pessoal, não com o povo. Isso agora aconteceu em São Paulo, mas no ano passado, para ficar apenas em outro exemplo, vi ocorrer no Rio, com os Jogos Militares.

E ó que Fórmula Indy e Jogos Militares, com todo respeito aos eventos, estão longe de ser paixões nacionais… Um ótimo domingo a todos, Janca

 



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