Defesa de Júlio César



Como no futebol, assim como na vida, todos gostam de um vilão e de um bode expiatório, lá estava ele na derrota corintiana. O goleiro Júlio César, que falhou em dois dos três gols da Macaca.

Começa o papo de que não serve para vestir a camisa do Corinthians, que não pode seguir como titular na Libertadores, que não tem altura para ser goleiro do Timão, quando um fracasso normalmente tem muito mais do que um responsável. E o do Timão no Paulista foi assim.

Desde a diretoria, que aceitou o regulamento e tenta bajular a Federação Paulista como faz com a CBF, até a comissão técnica e os demais jogadores que não tiveram criatividade para superar a marcação da Ponte, que poderia ter feito até mais gols no primeiro tempo.

Acho Júlio César um bom goleiro. Melhor, na minha opinião, do que Dênis, que defende o São Paulo, embora acredite que o Santos, com Rafael, e o Palmeiras, com Deola, estão mais bem servidos na posição. Mas isso é questão de opinião.

Quem apostou em Júlio César não fui eu. Foram diretoria e comissão técnica corintiana e se até ontem cedo ele tinha condições de defender o time não vejo o porquê de não ter mais. Pelo contrário. Vejo chance de amadurecimento diante das críticas. Chance de crescimento pessoal e profissional. E espero que Júlio César saiba aproveitá-la. Torço por ele porque o futebol é cruel. Como o mundo, infelizmente… Os fortes sobrevivem. E podem sobreviver decentemente. Esse é o segredo. Força Júlio César.



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