Final dos Estaduais



É, o título é dúbio mesmo, pois trata da reta final dos Estaduais, mas também da velha ideia de extingui-los ou pelo menos modificá-los. Do jeito que estão seguem agonizando.

O caso de São Paulo é um bom exemplo. A Federação Paulista de Futebol, presidida por Marco Polo Del Nero, o homem que comanda a CBF, tendo José Maria Marin como fantoche, organizou um torneio medíocre. Uma primeira fase muuuito longa, com 19 jogos pra cada time que quase nada valiam. E ontem começou as quartas de final, sendo que a única vantagem de quem se classificou melhor é jogar em casa. Parece piada.

No Morumbi pouco mais de 20 mil pagantes para o jogo mais importante até aqui. Goleada contra o Bragantino, classificação para as semifinais e… O público segue acompanhando sem muito interesse.

Antes da partida o próprio técnico do Bragantino reconhecia que o regulamento, muito mal feito, favorecia quem fazia pior campanha. Pois se empatasse o jogo, os dois decidiriam nos pênaltis. Mesmo risco que corre o Corinthians, hoje, apesar do excelente desempenho em toda a primeira fase. Um empate e uma derrota nos pênaltis e tchau, tchau. Os 19 jogos iniciais já eram.

Boa parte dos clubes do interior que já terminaram sua participação começou a se desmanchar e as atividades voltam “de verdade” no ano que vem.

Mas um campeonato inchado interessa a alguns empresários, que podem achar espaço para seus jogadores, a alguns clubes, que têm a oportunidade de enfrentar os “grandes”, mesmo que estes às vezes coloquem os reservas em campo, e à direção da FPF, leia-se Marco Polo Del Nero. E as coisas seguem como estão. E assim a nave vai. Afundando.



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