Quem paga a conta?



Reproduzo aqui coluna que publiquei ontem do diário LANCE! sobre possível uso de segurança privada nos estádios e indenização a torcedores/clientes em caso de danos físicos e/ou materiais em arenas particulares, mas também em livrarias, restaurantes, lanchonetes e outros locais mais dado o crescimento da violência urbana:

“O excelente trabalho do repórter Rodrigo Vessoni na série publicada pelo LANCE! sobre a violência de facções organizadas em confrontos ligados ao futebol trouxe-me à mente uma ideia que não é nova, mas que continuo achando válida. Se as brigas entre torcedores fora dos estádios, muitas marcadas via redes sociais, são um caso de segurança pública, as que acontecem dentro das arenas deveriam ser de responsabilidade dos clubes.

O time mandante cuidaria da segurança dentro dos estádios, evitando deslocamento de policiais para as praças, inclusive porque a polícia tem outras tarefas a cumprir mais importantes do que cuidar de “marmanjos” nas arquibancadas. Dentro das arenas, portanto, os clubes arcariam com gastos com segurança privada, garantindo a tranquilidade do torcedor. Talvez sentindo no próprio bolso o custo para manter a ordem do espetáculo que organizam, os dirigentes mudassem a relação promíscua que muitos têm com as uniformizadas.

Quem vai a uma partida tem direito, entre outras coisas, a ver garantida sua integridade física. E ela é responsabilidade dos clubes, que faturam com o espetáculo, a bilheteria, o marketing e a venda de direitos de TV, não do governo ou do poder público. Fora dos campos é que a história muda, especialmente em estações de trem, metrô, terminais de ônibus e outros pontos afastados do local onde o jogo acontece.

A questão de quem arca com o custo deve servir não apenas ao futebol, mas a restaurantes, livrarias, cinemas, teatro e outros locais comerciais. Recentemente houve uma onda de assalto a cantinas e lanchonetes em São Paulo, um arrastão atrás do outro, especialmente nos bairros de Pinheiros e Vila Madalena. Muitos consumidores que estavam jantando tiveram documentos, celulares, cartões, dinheiro e outros objetos roubados. Quem deveria pagar a conta? Para mim o estabelecimento onde o cliente estava, pois se presume que ele garanta a segurança do usuário que paga (e bem) para se divertir e comer fora.

O mesmo se dá em casos de assaltos dentro de um estacionamento, cinema ou “shopping center”. Ou em livrarias, caso da Cultura, que considero a melhor do país principalmente pela qualidade de boa parte dos profissionais que trabalham lá.

Para quem não se lembra, em 2009 um rapaz foi atacado por um “lunático” munido de um taco de beisebol dentro da Cultura do Conjunto Nacional, um dos pontos mais conhecidos de São Paulo. Ficou quase um ano na UTI até morrer. Não é que o assassino já havia estado antes no local e cometido atos de vandalismo? Mas pôde voltar à livraria para agredir e matar um jovem que, pelo que me consta, nem conhecia.

A Cultura deveria indenizar a família do morto, pois é função dela garantir a segurança de quem está lá dentro comprando livro, DVD, o que for. Como cabe aos restaurantes indenizar quem paga por seus serviços e é assaltado e agredido lá dentro. E cabe aos clubes proteger a torcida e indenizar quem for prejudicado ou atacado. Pois insisto que é deles, os clubes, o espetáculo.”



  • Erick

    Segurança privada é ruim por dois motivos: não pode prender e é despreparada logo vindo com aquele papo de “otoridade”. A única vantagem é responsabilizar mais os clubes. A maior desvantagem é desonerar o estado.

    • janca

      Mas não sei porque teria que onerar o setor público… Em relação ao resto talvez você tenha razão mesmo. Confesso que não sei. É apenas uma ideia para ser discutida. E se o setor de segurança privada tem profissionais despreparados cabe a ele se preparar melhor e investir mais em pessoal.

      • Erick

        Janca, quem deveria investir mais em pessoal é o estado. Segurança é coisa pro estado resolver. Contrate mais policiais.

        • janca

          Mas aí tem um quê de utopia. Se nem salários decentes são pagos aos policiais atualmente, como não são pagos a médicos e professores…

          • Erick

            Assim sendo não tem solução kkk. É que pra mim briga de torcida é pra ser resolvida pela polícia.

          • wellington

            Bom dia Galera!

            Resolvemos assim, os clubes deveriam deixar de dar regalias as organizadas e começarem a colaborarem mais para a dignidade do espetáculo e a dignidade do verdadeiro torcedor. Ao inves de darem ingressos as organizadas, contribuírem com dinheiro, que nos dias de jogo contratem pessoal capacitado para ajudarem na segurança dentro do estadio, na revista dos torcedores, ou que façam um acordo com a policia militar e paguem um adicional para o pessoal que esta de folga pra eles auxiliarem como segurança, apenas como segurança, sem farda.

  • Erick

    Torcida organizada é um caso de polícia, não é um problema dos clubes.

    • janca

      Essas brigas marcadas por redes sociais, esses atos de vandalismo, os assassinatos, as agressões etc. etc. etc. sem dúvida são casos de segurança pública, casos de polícia, mas mesmo assim acho que, dentro dos estádios, poderiam arcar com os custos de segurança os clubes. Tirando, inclusive, a necessidade de a polícia deslocar contingentes tão significativos para os jogos e os estádios.

      • janca

        Lembrando que o problema para a polícia aumentou porque hoje as brigas, as mortes, as agressões etc. etc. etc. acontecem, muitas vezes, fora (e longe) dos locais dos jogos. O que aumenta a importância do serviço de inteligência da própria polícia cujo contingente, insisto, é limitado.

        • Erick

          Não compartilhamos do mesmo ponto de vista kkk, mas valeu responder e debater a sua idéia. Abç. Fui

          • janca

            Abs. e boa quarta

  • nilú

    Então João, quando li sua coluna ontem, achei que vc tem razão quando fala a respeito da responsabilidade, só que na prática, vc sabe, não é tão simples assim.
    Quanto ao comércio em geral_livrarias, cinemas, restaurantes etc_, fica um pouco mais fácil, pois pelos últimos acontecimentos, até aqui no meu bairro, eles tem que mudar a postura e colocar sim, seguranças, não bastam as câmeras, pois não previnem muito, apenas servem para registrar o fato, já ocorrido.
    Quanto a responsabilidade dos clubes, não sei se eles devem ser culpados, responsabilizados, primeiro porque nem sempre podem saber antes o que vai ocorrer, e segundo, porque quem tem essas atitudes de vandalismo, que quando estão em grupo, ficam muito pior, não é por culpa do futebol, ele é apenas uma desculpa_rs.
    Mudar as leis não adianta, se elas não forem realmente levadas a cabo, o que sempre rola por aqui,e quem as leis no Brasil? As pessoas de bem, que não as infringem mesmo.
    Bom dia para vc. Nilú

    • janca

      Oi Nilú, na verdade é apenas uma ideia. No caso dos clubes acho que os organizadores dos espetáculos e quem mais, pelo menos teoricamente, lucra com eles deveria arcar com a segurança. Fora dos estádios é que a coisa muda de figura. No caso do comércio em geral também acho que infelizmente hoje a coisa está tomando uma proporção enorme e fico pensando que já que pagamos caro por um restaurante, por exemplo, se algo nos acontece lá dentro (um assalto, por exemplo) deveríamos ser ressarcidos por isso. Pelo estabelecimento comercial. É diferente de você ir visitar a casa de um amigo e ser assaltado lá. Pois neste último caso não se trata de atividade comercial, no primeiro, sim. Bom dia pra você também, João

  • Evandro

    Janca, concordo que este é um tema delicado, mas que deve sim ser discutido.
    Acho que a segurança dentro dos estádios deveria sim ser feita por uma empresa privada, bancada, talvez, pela organizadora do evento (como exemplo, no caso do Brasileirão, a CBF), para que se evite assim também os conhecidos “leões-de-chácara” e que a torcida adversária se sinta inibida por seguranças do clube mandante do jogo. Assim também seria possível que se fizesse um contrato mais longo e que essa mesma empresa ficasse responsável por todos os estádios, por todos os jogos, com a segurança completa. Isso ajudaria com que o Estatuto do Torcedor, nos itens referentes a segurança, fossem cumpridos em todos os estádios de maneira correta, como a instalação de câmeras de vigilância e que em todos os jogos houvessem gente realmente qualificada para garantir toda a segurança do evento.

    • janca

      Penso da mesma maneira que você, pelo jeito, talvez com uma ou outra variação, Evandro. E se o campeonato fosse organizado por uma liga, não pela CBF, a liga pagaria pela segurança privada, desonerando um pouco o Estado. Mas claro que as brigas, agressões e assassinatos fora dos estádios ficariam nas mãos da polícia. E mesmo as que acontecessem dentro do estádio, ainda que sem efetivo policial na hora (ou com reduzido efetivo policial dada a presença de segurança privada), também depois iriam para a esfera policial. Pois agressão não pode. Muito menos assassinatos como vimos recentemente, óbvio. Mas gostei de sua sugestão de “padronizar” a segurança, que ficaria por conta da organização, no caso a CBF. Enquanto seu papel não mudar, claro, pois para mim a CBF deveria cuidar apenas das seleções e não da organização dos campeonatos. abs. e boa quarta, Janca

      • Evandro

        Concordo Janca, a coisa só não pode ficar como esta. Discordando de um comentário do Erick acima, e concordando com o seu, é claro que a segurança privada teria autoridade de retirar qualquer brigão do estádio e entregá-los a uma autoridade policial, que poderia estar num tipo de base, tanto fora como dentro do estádio (como sugere o comentário abaixo), para encaminha qualquer desses casos a justiça, para que houvesse a punição necessária. Com um sistema que realmente funcione, as câmeras instaladas seriam facilmente usadas para se comprovar a culpabilidade de qualquer pessoa. O que não pode é usar dinheiro público pra se ter policiais trabalhando dentro de um evento privado. Como você disse, quem lucra com isso é quem deve pagar a conta.
        E que fique registrado que também concordo que a CBF deveria somente se preocupar com a seleção, deixando a organização dos campeonatos a cargo de uma liga.
        Abraços!

        • janca

          É, pelo jeito pensamos de forma bem parecida sobre a questão, Evandro. Abs.

  • Janca, concordo com boa parte da questão.

    Na verdade, acho importantíssimo a discussão sobre o assunto para que se encontre uma forma de se combater a violência.
    Talvez, uma segurança privada e ao invés de toda uma mobilização de efetivo policial para o estádio, uma dessas unidades móveis para prender e autuar os infratores. Assim, teria mais sucesso a atuação da segurança privada, como funciona nos grandes espetáculos.

    Abraços,

    • janca

      Boa sugestão a sua. Une os dois lados _segurança privada + unidade móvel para autuar e deter infratores_ como já acontece em alguns dos grandes espetáculos que temos por aí. Abração e valeu pela ideia, que é melhor e mais ampla do que a minha, Janca

  • Ramos

    Janca, a violência urbana é necessária. Ela serve como instrumento de controle populacional. Sabemos que a situação do mundo está complicada devido a uma superpopulação, o que dificulta a execução de algumas políticas e gera enorme desconforto em diversas cidades do mundo. Por isso é importante que haja violência e assassinatos, com vistas a controlar o crescimento da população. Na Europa já perceberam isso e diminuiram as forças policiais. Além disso, desastres naturais, como o terremoto que atingiu o Japão no ano passado, também são de extrema importância. Sei que é um pouco radical pensar assim, mas é a realidade.
    Ramos – Florianopolis/SC
    Abraços.

    • janca

      Ah! Não! Você deve estar brincando. Daí a alguém defender o extermínio de um “x” de seres humanos é um passo. Existem outras formas de controlar a população, como o controle da natalidade.

  • Ricardo

    Existe uma diferença grande entre o que acontece nos estádios e no comércio em geral. Nos estádios, a torcida organizada é incentivada pelos clubes, sendo que muitos recebem ingressos e até mesmo incentivo financeiro – assim, é correto atribuir um certo grau de co-responsabilidade para os clubes.
    No caso do comércio, eu discordo. A segurança é pública, pois é um bem fungível de responsabilidade coletiva. Dizer que o comércio é culpado de algo que na verdade é responsabilidade do Estado e não é provido por ele é aceitar que vivemos em um país falido que não tem governo. Pode até ser verdade, mas o Estado não pode declarar isto.
    O caso da cultura é patológico e tem um outro ângulo: assumindo que a Cultura tivesse um segurança e este causasse um dano físico no vândalo ao tentar impedi-lo de agredir outros, a Cultura seria processada pelo mesmo, posto que não tem poder de polícia nem o direito de usar a violência para conter quem quer que seja. Assim, no fundo voltamos à questão de que a Cultura deveria ter prestado queixa na polícia anteriormente e esta sim deveria ter impedido que o vândalo circulasse.
    Nós já aceitamos que o Estado não nos dê saúde ou educação. Vamos abrir mão da segurança pública também?

    • janca

      Não, não vamos abrir mão da segurança pública. Mas no caso da Cultura, em que um jovem foi brutalmente assassinado por um outro que entrou com um taco de golfe e que já havia estado na livraria onde praticara atos de violência não cabe uma senhora indenização para a família da vítima? E quando vamos a um restaurante partimos da premissa de que ele oferece segurança. Pagamos caro, desembolsamos ainda 10% que no caso da Nota Paulista fica excluído da fatura, e ainda somos assaltados? De jeito nenhum. Como em um estacionamento. Se paramos o carro esperamos que ele fique seguro. Se a casa ou o estabelecimento comercial, no caso da segurança, nada nos oferece acho complicado. No mínimo seguro eles deveriam ter para ressarcir quem vai gastar seu dinheirinho lá e acaba lesado, roubado, sem lenço nem documento. Mas entendo seu ponto de vista e concordo que não devemos abrir mão da segurança pública, o que não quer dizer que não possamos buscar uma saída mais realista para o atual momento ou tentar assegurar os direitos de consumidor. Enfim, minha visão. Abs.

      • Ricardo

        O caso da Cultura eu comentei – o certo seria eles terem feito queixa na polícia e a mesma se responsabilizar por prender/impedir o meliante.
        O caso dos estacionamentos não é comparável, pois eles vendem o serviço da segurança, isto é, o serviço deles é dar segurança para seu carro.
        Os impostos são exatamente o que o restaurante paga para que possa funcionar com segurança (entre outros serviços públicos). Assim, exclusão da fatura ou não (não sou de SP), o restaurante já está pagando tudo que precisa pagar para ter segurança.
        Se você já acha o restaurante caro em relação ao serviço que oferece, então eu sugiro que não o frequente – eu faço isto sempre. E saiba também que se eles tiverem que pagar seguro ou segurança, vai ficar mais caro ainda, pois eles não vão fazer isto altruisticamente – afinal, é um negócio como qualquer outro.
        No fundo, seu post relata a falência total do Estado brasileiro e a desesperança decorrente da mesma. Assim, a sua “saída mais realista para o atual momento” nada mais é do que assumir que o governo não serve para nada e passar a responsabilidade pública para a esfera privada, mesmo estando sob a égide de uma carga tributária de quase 40% do PIB.
        Lamento, mas esta não é uma solução realista, mas sim uma solução fatalista que indica que o Brasil não tem solução.
        Como não sou especialista em segurança pública, tenho dificuldade de propor algo que funcione. Entretanto, só sei que isto é responsabilidade do governo, e não dos negócios, e é aquele quem deveria assumir o ônus.

        • janca

          Não é questão de achar o restaurante caro para aquilo que ele oferece, quando eu acho deixo de ir. Mas quando você vai a um imagina que tem garantida a segurança e que não será assaltado lá dentro. Como quando você frequenta a Cultura não imagina que um sujeito que já fez vandalismo lá dentro vá entrar de novo e te agredir _a esmo_ com um taco na cabeça. A família tem que ser indenizada, como você tem que ser se deixa um carro no estacionamento e ele some. Ou se deixa com o manobrista de um restaurante, paga por isso, e o carro desaparece. Ou é multado. Também não sou especialista em segurança pública e talvez você tenha razão. Talvez eu ande descrente e o Estado brasileiro esteja falido ou eu o veja assim _ando sem muita esperança em relação às políticas públicas mesmo, mas ainda assim acho a ideia que sugeri válida. Entendo que haja muita gente contra e talvez nem seja realista, mas acho melhor do que a situação atual. Algo estaria sendo feito… Pela iniciativa privada, que é quem mais lucra com os espetáculos, embora, valha ressaltar, ao governo caibam os impostos. Abs.

  • Marioh

    Janca,
    Valeu pelo tema levantado. Sabemos que é preocupante. A minha opinião sobre o assunto recai em vários pontos .
    1- Drogas e traficantes. Metade dos crimes estão relacionados a este ítem. É preciso mais energia para sanar este problema.
    2-Impunidade e Penalidades brandas. São presos e poucos dias estão livres.
    3-Liberação de presos em feriados longos. Estatisticamente comprovado que 10% não retornam. Voltam a cometer os mesmos crimes.
    4- Menores infratores não tem penalidade e também a correção é pior, vide FEBEM.

    • janca

      Todos os pontos que você levantou são pertinentes, Mario, mas confesso que não sei como resolvê-los. Outro dia li uma matéria, acho que na “Folha”, sobre o aumento do número de presos devido às drogas. E sabemos também que a situação carcerária do Brasil é terrível. Talvez uma saída seria o pesado investimento em educação. Saúde e educação, saúde e educação. Mas isso só traria resultados a longo prazo. E o governo _seja de que nível for_ parece ter uma agenda diferente…

  • Sergio

    A segurança é privada nos lugares mais civilizados do Mundo. Na Inglaterra foram criados os Stewards que são uma mistura de segurança e orientador de público. Funciona perfeitamente pois é treinado para manter a ordem no estádio tratando com educação o cliente, no caso o torcedor, só nos casos mais graves a polícia é acionada.
    A polícia não sabe e não tem obrigação de organizar a platéia, o policial mal preparado só sabe agir com violência, o que gera mais violencia. Um policial não tem obrigação de manter o torcedor no seu lugar marcado, ou de retirar do estádio algum vandalo.

    Na Copa do Mundo a polícia ficará do lado de fora, só entra em caso de incidentes que os seguranças não conseguirem resolver, espero que os dirigentes aqui absorvam este tipo de pensamento da FIFA, acredito que sim, pois nos estádios modernos que estão sendo construídos (isto inclui os do Palmeiras e Grêmio) a segurança e o tratamento com o público terão que ser diferenciados para manter o estádio bem conservado, sem quebra de banheiros, cadeiras e etc…

    • janca

      Tem razão em suas observações, Sergio. Obrigado pela colaboração com boas informações para o blog. Concordo com suas ideias e sugestões. Abs. Janca

      • Sergio

        Na verdade tem a questão dos policiais, que não querem perder essa boquinha. Quando foi anunciado que a segurança da Copa seria particular, teve sindicato de policial que fez biquinho…

        É permitido por lei organizar um jogo e deixar a policia de fora? Tem essas questões tambem…

        • janca

          Não sei, de fato tem uma série de questões a discutir. E a polícia não pode ficar totalmente de fora, mas pode ter o efetivo reduzido ou apenas uma unidade-móvel no local, como já foi sugerido aqui, ficando a responsabilidade pela segurança interna aos organizadores, como se dá em show pagos, por exemplo.

  • Dorival

    Janca vc mora na Lua? A culpa é dos aloprados, corruptos e das leis frouxas do Brasil para proteger o bando de criminosos que são nossos politicos os mais bem pagos do mundo e os mais corruptos do mundo. O exemplo vem de cima a impunidade impera o politico rouba o erario e como castigo recebe uma pensão vitalicia.
    O dia que o bom exemplo vier de cima e o Brasil resvolver criar vergonha na cara e realmente punir como fazem os países civilizados não havera este tipo de problema.
    Por que estes vandalos não fazem o mesmo com nossos politicos que nos roubam descaradamente, o dia que a população resolver acabar com este estado de coisas havera paz na patria amada carrasca mor.

    • janca

      Não é bem assim, Dorival. Trocar de político não basta, muitas vezes trocamos seis por meia dúzia ou algo do gênero. Mesmo no caso da CBF foi um avanço a saída do Teixeira, mas não deixa de ser um passo atrás a entrada do Marin. As leis podem ser mudadas, podem ficar mais rígidas, mas será que seriam cumpridas? E será que as atuais são?

  • Dorival

    Para de descutir o sexo dos anjos, temos de resolver a raiz do proplema:”OS POLITICOS BRASILEIROS TODO O MAU VEM DAI”.

    • janca

      E como corrigir isso?

    • Sergio

      Que tosco cara, e qual a solução que você tem? Voltar a ditadura?

      Os políticos estão lá, porque alguém colocou, inclusive você…

      Esse papo negativista é esdrúxulo e nada contribui para uma discussão séria.

  • sandrofla

    O clube tem de ser responsável sim pelo bem estar do torcedor que vai lá para torcer! Isso abre uma faceta nos cursos de segurança privada pois preparariam agentes para atuar em estádios até com a ajuda da policia militar nas orientações.
    É só ajustar a idéia e ela funciona sim!

    • janca

      Também acho, Sandro. E a própria relação dos dirigentes com as uniformizadas poderia começar a mudar… Afinal quando se mexe no bolso…

  • joao paulo barros-acre

    GOSTO MUITO DE SEUS COMENTARIOS. LEIO TODOS. MAS, DESSA VEZ…
    GOSTEI NAO. MUITO POLITICAMENTE CORRETO…
    ESQUECEU Q A GENTE TA NO BRASIL? TEM JEITO NAAO!
    VAMOS FALAR SÓ DE FUTEBOL Q A GENTE GANHA MAIS!!!

    • Sergio

      Se todos pensarem como você.. aí que não tem jeito mesmo.

    • janca

      Pode ser que você tenha razão, mas gosto mais de tratar de assuntos “em volta” do futebol do que do futebol propriamente dito. Com raras exceções. Mas vamos que vamos… Abs.

  • Ademir Santino de Lima

    Esse projeto de segurança privada nos estádios esta me cheirando a mais um artificio para beneficiar alguém. Como já foi feito na educação, saúde e na própria segurança… Cito como exemplo as casas de shows, cuja segurança é feita por empresas privadas. E o que vemos? Brigas e até assassinatos muitas vezes atribuídas aos próprios seguranças, que só terminam com a chegada da policia órgão oficial do Estado.
    A policia do rio de Janeiro já provou que é possível ter um grupo especializado em segurança nos estádios que funciona de maneira satisfatória.
    O Estado deveria criar leis rígidas e por na cadeia esses bandidos travestido de torcedor.

    • janca

      Nem se trata de um projeto, imagine, é apenas uma ideia minha, não tenho intuito de beneficiar ninguém, mas de desonerar um pouco o Estado que não tem conseguido cumprir seu papel. Inclusive o de pagar dignamente nossos policiais. Abs.

  • tolim vexame

    É MAIS FACIL DEIXAR A LEIR MAIS RIGIDA, COM PRISOES SEM FIANÇAS, HABBEAS CORPUS, ESSAS COISAS, TUDO NO RIGOR MESMO, AI QUERIA VER ESSA VANDALOS APRONTANDO, INCLUSIVE COM PENAS A FAZER FAXINAS NO ESTADIO DO ADVERSARIO DE GRAÇA.

  • tolim vexame

    BOA IDEIA MESMO, FAZER ESSES VANDALOS TRABALHAR NO CT E ESTADIO DO ADVERSARIO POR UNS 3 ANOS, QUERIA VER.

  • joe LHP

    Privada ou publica é o consumidor quem paga e não será isso que vai diminuir a violência e tão pouco diminuir o custo da segurança publica.

  • Nilton

    Boa tarde Janca e galera do blog.
    Eu concordo com muitas opiniões aqui postadas e com a de seu artigo Janca. E acho ainda que falta vontade e comprometimento também da sociedade em ajudar a coibir esta violência desenfreada. Enquanto eu estiver num restaurante, numa livraria e o bandido me poupar e atacar outro eu simplesmente me viro, digo coitado e vou embora tomar um chopp? Com umpensamento assim é só esperar que um dia acontecerá comigo. Todos têm que denunciar, inibir a ação do bandido. Por que o trem de suburbio é sujo e o metrô é limpo se são os mesmos usuários? Por que em outros blogs chovem ofensas e xingamentos entre torcedores e no seu não tem nada disso? É porque vc interage, responde a quase todas as mensagens. A sua presença já inibe os sem noção. Um abraço a todos.

    • janca

      Oi Nilton, obrigado pela mensagem gentil, até acho que gentileza gera gentileza, acredito realmente nisso, mas aqui no blog também tem muita mensagem complicada de um internauta contra o outro, clubismo, bairrismo, enfim… Mas concordo com o que você diz sobre cada um pensar apenas em si e não no coletivo, daí temos problemas e problemas sérios. Você está certo. No caso do metrô acho que já foi assim, limpinho, como você diz, hoje, pelo que vejo na TV, o metrô anda um caos, pelo menos em SP, embora não frequente o daqui. Já frequentei muito o do Rio e o de lá é bem limpo. Pelo menos era na década passada. Grande abraço e uma ótima quarta (ou o que resta dela) pra você, Janca

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