Gorduchinha 2014



Cresce no Brasil e no exterior a campanha para chamar a bola da Copa de 2014 de Gorduchinha, homenagem mais do que merecida para Osmar Santos, um dos maiores narradores esportivos que o Brasil já teve.

Osmar Santos, que sofreu grave acidente no final de 1994 e teve de se afastar das transmissões, hoje se dedica à pintura, mas ainda representa um dos nomes mais importantes da “mídia futebolística”.

Seria uma forma não só de homenagear o locutor e o futebol, mas o próprio rádio brasileiro, além de lembrar a luta contra a ditadura militar, já que a imagem de Osmar extrapola o campo esportivo. Foi um nome que marcou o movimento das “Diretas Já” ao lado de Sócrates, para ficar em apenas um dos jogadores que se tornaram símbolo do movimento contra o regime.

Seria uma forma também de humanizar a Copa e discutir questões tão relevantes como vida e morte, os limites do ser humano, dificuldades físicas e psicológicas, a importância da rede social e familiar no processo de recuperação de um acidente tão grave como o que o acometeu, enfim, temas que estão aí e não devemos deixar embaixo do tapete.

Semana passada conversava sobre isso com o psiquiatra forense Guido Palomba, amigo do locutor, que me chamava a atenção sobre as pinturas de Osmar. Como elas mudaram dos anos 90 para cá e como podemos entender o trabalho de recuperação e reeducação que faz o narrador, hoje artista plástico, observando suas obras. Como elas mudaram com o tempo… Como a vida muda… Como o mundo gira… E como a vida segue em frente.



MaisRecentes

Nova caminhada



Continue Lendo

O desabafo de Cuca (ainda)



Continue Lendo

As críticas de Cuca



Continue Lendo