Como destruir um time



A Lusa passou ontem pelo Cuiabá, 4 a 0 no Canindé, chegando à segunda fase da Copa do Brasil. Sábado espero que vença também o Comercial, afastando um pouco a ameaça de rebaixamento no Paulistão. Não por isso deixarei de repartir com vocês, que acompanham meu blog, texto que publiquei anteontem no LANCE! sobre o inicio de temporada do time e o “assassinato” da Barcelusa-2011.

“A diretoria da Portuguesa dá péssimo exemplo de como implodir uma equipe vitoriosa, transformando-a num apanhado de jogadores que dão um vexame após o outro e passam a impressão de desconhecerem conceitos básicos do futebol. Assistir aos jogos da Lusa transformou-se em tortura, verdadeiro show de horrores.

A responsabilidade é do presidente Manuel da Lupa e de sua diretoria, que não tiveram a habilidade de formar um elenco para a temporada 2012 e ficaram apenas na promessa. Não souberam atrair investimentos e aplicar um plano de marketing depois da fantástica campanha na Série B, que trouxe ao time o simpático apelido de “Barcelusa”.

Antes mesmo do início do Estadual, o clube desfez-se de sua espinha dorsal, perdendo o zagueiro Mateus e o meia Marco Antônio, para em seguida ver o atacante Edno rumar para o México. Durante o torneio a diretoria desentendeu-se com o goleiro Weverton, brilhante em bolas altas, embora ainda sofrível na defesa de chutes rasteiros. Sem os quatro, o que se vê é um time que não consegue tocar a bola, erra passes fáceis, não sabe dar um cruzamento nem chutar a gol e tem feito alguns dos piores jogos do Paulistão. O zero a zero em casa com a Catanduvense foi de doer. Como de doer foi a estreia na Copa do Brasil, 1 a 1 com o Cuiabá, que parecia jogo de amadores.

Da Lupa, que tinha uma parceria informal com o Corinthians, passou a falar grosso depois da conquista da Série B e hoje já não é visto com bons olhos no Parque São Jorge, perdendo importante aliado. Cogitou demitir o técnico Jorginho na semana passada e só não o fez na ocasião porque um dos investidores ameaçou retirar a grana que coloca no clube.

Jorginho também tem sua parcela de culpa, pois disse que só ficaria na Portuguesa se a diretoria mantivesse um time competitivo para a disputa da Série A do Brasileirão. De bico calado foi aceitando a saída de seus principais jogadores até ser tarde demais.

Uma diretoria competente poderia se aproveitar do principal ativo do clube, o estádio do Canindé, perto de estações do metrô, do Terminal Rodoviário do Tietê, na rota para o Aeroporto de Cumbica, nas proximidades do Anhembi, para ganhar dinheiro. Poderia trabalhar e se aproximar de um novo público de migrantes para seus jogos, aumentando sua torcida, e manter os investimentos na base, o que não vem fazendo. Preferiu engavetar todos os planos. Todos.

Com um erro após o outro, perdeu a confiança da torcida e luta para não ser rebaixada no Paulista. Um vexame só. Há gente que não sabe perder, mas há gente que não sabe ganhar, o que parece ser o caso da direção da Portuguesa. Em vez de montar um time de primeira para disputar a Série A, montou um de quinta. Como torcedor fica aí meu desabafo, pois há tempo de mudar o rumo e não quero ver a Lusa cair de novo. Não, de novo não.”



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