Quem é José Maria Marin



José Maria Marin representa o que há de pior na política brasileira, o velho estilo Maluf de governar.

Simpático com os jornalistas, Marin, que é formado em direito, sempre gostou de esportes. Fã de boxe e futebol, tentou sem sucesso carreira como jogador, chegando a ser chamado pelo São Paulo para ser ponta direita no início dos anos 50. Ainda hoje volta e meia é visto no Morumbi assistindo a jogos do tricolor paulista.

“Direitista”, foi vereador e deputado estadual em São Paulo, representando a Arena, partido do regime militar. Seu auge como político foi no início dos anos 80, quando era o vice biônico de Paulo Maluf no governo de São Paulo e assumiu o poder durante dez meses, já que o “chefe” teve de sair do cargo para se candidatar a deputado federal. Deixou o governo para dar lugar ao eleito André Franco Montoro, do antigo MDB, recebendo uma vaia histórica ao lado de sua mulher, Neusa.

Depois disso Marin presidiu a Federação Paulista de Futebol, com apoio de Nabi Abi Chedid, chegou a chefiar a delegação brasileira na Copa de 1986, no México, e seguiu fazendo política.

Participou nos bastidores da vitoriosa campanha de Janio Quadros para prefeito de São Paulo, mas obteve resultados pífios quando apresentou seu nome à votação popular. Pelo nanico PSC, por exemplo, não chegou a ter 10 mil votos como candidato a prefeito de São Paulo em 2000.

Afastado de Paulo Maluf, voltou a se reaproximar dele nos últimos meses, quando Ricardo Teixeira começou a dar os primeiros sinais de que poderia abandonar o barco.

Amigo de Naji Nahas e de sua mulher, Sula Aun, Marin, que completa 80 anos em maio, é tido como vaidoso, gosta de pintar o cabelo e aparenta ser mais jovem do que é.

Conhecido pela dificuldade de tomar decisões, pelas gafes em reuniões e por trocar nomes de pessoas, costuma se aconselhar com assessores, sendo o seu principal interlocutor atualmente Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol.

Foi Del Nero quem o ajudou quando foi flagrado colocando uma medalha da final da Copa São Paulo no bolso, já que os dois são muito ligados e o dirigente passou a dizer que uma das medalhas era justamente para Marin.

Ao contrário de Teixeira, o novo presidente da CBF tem bom trânsito com Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo, e pretende reaproximar o clube do Morumbi da confederação.

Não é fã do trabalho de Mano Menezes, tampouco do de Andrés Sanchez, mas deve seguir a linha traçada por Teixeira, assim como seguiu a linha de Maluf quando assumiu o governo do Estado de São Paulo. E deve tentar se aproximar de Dilma Rousseff, o que Teixeira não conseguiu, via Maluf e José Sarney, ambos da base aliada do governo federal. Assim como tende a ter o apoio de Collor, que defendeu em 1989 e agora também faz parte da base aliada de Dilma no Senado.

Em outras palavras, se a saída de Teixeira é um avanço, a entrada de Marin, não.

PS. Volto a postar na próxima segunda, dia 19, mas até lá, dentro do possível, tento responder os comentários de vocês. Bom restante de semana a todos, uma semana já sem Teixeira, mas ainda com Marin, João



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