O esporte dos comunistas



Aldo Rebelo não deve se posicionar na disputa entre PT e PMDB pelo apoio do PCdoB nas eleições municipais de São Paulo. O ministro do Esporte tem sido assediado pelos dois partidos sobre possível aliança com os comunistas na disputa paulistana.

Foi procurado pelo vice-presidente Michel Temer para conversar sobre o assunto, mas prefere se manter fiel a Dilma Rousseff e focar sua atenção nas divergências entre governo e Fifa do que com as eleições em SP.

Já o ex-ministro Orlando Silva, também comunista do PCdoB, tem postura diferente. Articula com os dois lados e tenta ganhar pontos depois de ter deixado o ministério sob várias denúncias de corrupção.

Deve ser candidato a vereador em SP como principal nome do partido, mas prefere que Netinho de Paula abra mão de sua candidatura a prefeito e que o PCdoB apoie Fernando Haddad, do PT, ou Gabriel Chalita, do PMDB. Assim Netinho disputaria uma vaga à Câmara dos Vereadores e poderia puxar votos para o partido, ajudando o próprio Orlando.

O PCdoB, apesar de negociar tanto com PT quanto com PMDB, ainda mantém candidatura própria a prefeito.

Orlando Silva está magoado com parte do PT, a quem atribui as denúncias que culminaram com sua saída do Esporte, mas segue muito ligado a Lula e desde o ano passado tem prometido ao ex-presidente articular apoio a Haddad. O que não significa que não irá valorizar seu passe, negociando também com Michel Temer eventual apoio a Chalita.

Postura diferente da de Rebelo, que tem mesmo que se preocupar com outras questões e tentar organizar a bagunça que toma conta dos preparativos (ou da falta deles) para a Copa no Brasil.

O atual ministro conseguiu arrumar um inimigo externo e desviar um pouco o foco da desorganização e da falta de planejamento para 2014, fruto da briga com Jérôme Valcke, o secretário-geral da Fifa. Mas, tirando a questão dos estádios, que em geral estão caminhando relativamente bem, que a baderna continua, continua. E os gastos aumentando e tudo ficando para a última hora, como alguns já previam que acontecesse em 2007, quando o Brasil ganhou o direito de abrigar o Mundial.



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