A era do rádio



Graças às divergências entre a Fox Sports e as principais operadoras de TV paga do Brasil, como Net e Sky, a Libertadores de 2012 está escondida na TV e com isso quem ganha é o rádio.

Não é que ontem eu, como muita gente no país, não tinha como ver Santos x Internacional na Vila? E que pelo jeito foi um show? Escutei boa parte no radinho, como fazia quando moleque. Vitória santista e show de Neymar, autor dos três gols do time da casa. Fiquei imaginando o jogão e deixei de lado Gama x Ceará, que passava na TV fechada, pela primeira rodada da Copa do Brasil.

Se não conseguiu exibir Santos x Inter para mais de 70% do mercado de TV paga do Brasil, a Fox Sportx voltou a usar o canal FX para mostrar o Flu na Argentina contra o Boca. Mas na véspera eu já havia ficado sem ver o Vasco, como hoje devo ficar sem poder acompanhar o Flamengo. O Corinthians, para São Paulo, passou na Globo, canal aberto que detém os direitos de transmissão.

Como em SP a Globo prioriza o Timão e deixa o Santos em segundo plano, a diretoria santista anda louca da vida. Reclama que a exposição do time é menor e que ele está escondido do grande público. Está mesmo. Grande público que quer ver Neymar e cia. em campo e não pode. Tem que escutar no rádio, como antigamente.

Inter e Vasco também já reclamaram. Como o Santos, acham que estão escondidos na Libertadores. Fluminense, menos veementemente, idem. Até o Corinthians protesta que a exposição em outras regiões do país é menor do que poderia ser, num torneio que para ele é tão importante.

Perdem os clubes, perde o consumidor, enquanto Fox Sports, Net e Sky seguem brigando. E a Libertadores já vai para a terceira rodada da primeira fase. O tempo passa e nada. O jeito é voltar ao passado e apelar para o bom e velho radinho. Que hoje nem mais de pilha é.



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