SFB em POA



“Sobre Futebol e Barreiras”, longa de que participei com três amigos como um dos diretores, estreia no próximo dia 17 em Porto Alegre, no Cine Santander.

É uma oportunidade para quem gosta de futebol, política e religião discutir o que se passa no Oriente Mèdio, um dos nós das relações internacionais da atualidade.

Durante a Copa de 2010 mostramos o dia a dia de personagens judeus e palestinos, muitos dos quais amam o futebol mas não estavam representados na África, já que Israel só foi para uma Copa, a de 1970, e por questões de segurança tem de disputar as eliminatórias contra as fortes seleções da Europa, e a equipe palestina nunca participou de um Mundial, já tendo sido eliminada do de 2014, aqui no Brasil.

Com o futebol como pano de fundo os personagens discutem seu cotidiano, conflitos internos e externos, falam de esperança, sonhos, política, religião, segurança (ou falta dela), liberdade…

Há judeus que gostam, há judeus que não gostam, há árabes que gostam, há árabes que não gostam, mas quem não está envolvido diretamente com a questão tem nos dado retornos muito positivos.

O filme é uma forma de olhar para o outro com cuidado. E ver que os dois lados querem exatamente a mesma coisa. Quando humanizamos o conflito o discurso é semelhante. Mas a política e o fundamentalismo religioso estão aí para atrapalhar…

Os pais de um amigo meu, ambos judeus, viram e não gostaram nada. Acharam pró-palestino e saíram bem irritados. Mas o neto deles também viu e fez um comentário que achei interessantíssimo. Que finalmente estava entendendo o porquê do conflito e que os palestinos não são todos maus. Nos dois lados há interlocutores possíveis. E legítimos. Talvez faltem interlocutores nos governantes israelenses e palestinos, isso sim. Não no povo. Bom final de semana a todos, João



  • Pedro

    Israel está cercada de inimigos. Não sou judeu, mas acho que eles têm de se defender porque o Irã vive ameaçando e com a Primavera Árabe ninguém sabe bem ao certo o que vai ser do mundo árabe. Egito que era amigo pode não ser mais. Lembra do Lula falando que era um Fla-Flu?

    • Cassiano

      a gente não se entende no brasil, acha que judeus e palestinos vão se entender num território que não dá nem o estado de são paulo? é triste mas nem os árabes acolhem os palestinos, da jordânia eles foram expulsos ou estigmatizados

      • janca

        Oi Pedro, oi Cassiano, lembro da declaração do Lula, sim, na época ele foi ridicularizado, mas acho que as reações de algumas pessoas ao tocar no assunto não são muito diferentes das de alguns torcedores que ficam cegos quando falam de seus times ou quando alguém trata de assuntos ligados a seus clubes. A paixão cega ou pode cegar. Sobre os palestinos não terem sido bem acolhidos quando saíram ou tiveram de sair de Israel também é fato Cassiano, abs. pra vocês, Janca

  • Cassiano

    janca, quando vocês fizeram o documentário o tiago leifert não estava com vocês? li uma entrevista dele no lance sobre o filme, tenho quase certeza. te perguntei isso uma vez por e-mail e você não respondeu

    • janca

      Não, Cassiano, você está se confundindo, deve ter lido uma declaração do Tiago Lafer, não Leifert, que detém parte dos direitos econômicos do filme mas não tem responsabilidade sobre o conteúdo do mesmo. E não devo ter recebido seu e-mail pois procuro responder os que me são enviados.

  • Leandro

    Vi o trailer o trailer é bom, o filme não sei, avisa quando passar em Belo Horizonte. Saindo do cinema pra Copa do Mundo cê não acha que o Valcke tá muito folgado?

    • Leandro

      Tá certo que tamos atrasados mesmo mas se acha o dono da festa e tá tratando o Brasil como robozinho da Fifa. O governo tem que exigir respeito e dar um cala a boca no cara.

      • janca

        Oi Leandro, quando passar em BH aviso, sim. Sobre o Valcke acho que errou na forma _pra variar_, mas acertou no conteúdo. Estamos muito mal preparados para a Copa, erramos no planejamento (ou na falta dele) mas precisamos fazer um Mundial pensando no Brasil, não na Fifa. Infelizmente as coisas estão indo de mal a pior e o exemplo do Pan, que não era para ser seguido, tende a ser repetido em 2014. Abs.

        • Fernando

          Não tem sentido reclamar dos estádios, só o do Inter tá com problemas, os outros vão ficar prontos a tempo. Ele quer fazer pressão pra se aproveitar do mau momento do Teixeira. Isso é briga política interna da Fifa.

          • janca

            Os estádios também acho que não serão problemas e a própria Fifa já sabe disso. Mas mobilidade urbana e hotelaria são outros 500… E especialmente a questão dos aeroportos, que no Brasil viraram um caos.

  • Vicente

    Os políticos de Israel/Palestina podem ser ruins, mas o que falar dos nossos? Dilma nomeando o bispo que nada entende de pesca pra alegria dos evangélicos e chorando ao demitir seu ex-ministro e Serra errando o nome do Brasil. Achava que era Estados Unidos do Brasil, não República Federativa do Brasil kkkkkkkkkkk

    • janca

      Os nossos são (quase) imbatíveis. E o Serra que dizia que não largaria a Prefeitura de SP da última vez que assumiu, assinou documento e tal, candidato de novo e já foi candidato a presidente de um país que nem sabe como se chama… Essa foi boa mesmo. Serra, o carismático. Se bem que a Dilma, não em termos de carisma, mas em termos de ministros está mal das pernas. Um pior do que o outro. Acho que já foram uns dez que saíram, pelo menos sete sob denúncias de corrupção. A coisa tá feia…

  • Ariel

    Vi um filme bom, mas antigo, sobre crianças israelenses e palestinas que mostra que o convívio pode ser pacífico. Promessas de um novo mundo é o nome do filme. Tem só em DVD, não é recente. Recente já que falamos do mundo árabe também é Separação, do Irã, que ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro. Os dois valem a pena.

    • janca

      Oi Ariel, já mencionei no blog os dois filmes, que são muito bons mesmo. E outro que indico é “Drive”, que estreou ontem. Sensacional, embora bem violento. Trilha sonora incrível. Mas se passa em Los Angeles, Sherman Oaks, nada de Oriente Médio. Abs. Janca

  • Ariel

    Li hoje na Folha que o Aldo Rebelo defende dinheiro público pros estádios privados, uma coisa que a gente já discutiu aqui, argumentando que eles têm utilidade pública. Ele fala que tem renúncia fiscal pra papel-jornal, por que não revogam isso? Empresas jornalísticas até podem ter utilidade pública, mas que setor não têm? Elas são milionárias, não precisam disso e podem perder a isenção jornalística.

    • janca

      Sou contra dinheiro público (ou benefícios públicos) para arenas privadas e também renúncia fiscal para papel-jornal, que já havia nos anos 90. E propaganda oficial é uma outra forma de o governo controlar os veículos de comunicação. Sobre as empresas jornalísticas há algumas que são muito ricas mesmo, é um negócio, outras nem tanto. Ah! E isenção jornalística… Também já discuti em outro post. Abs.

  • Ariel

    Vi vocês também comentando sobre o Valcke, ele não entende muito de futebol. Acha que o Brasil só está preocupado em ganhar a Copa e não em organizá-la. Não tamos preocupados nem com uma coisa nem outra, a seleção não existe até agora depois de um ano e meio de trabalho do Mano Menezes. Não temos nem time olímpico muito menos pra Copa.

    • janca

      Não temos mesmo, Ariel. E se não me engano já são 19 meses de “trabalho” do Mano à frente da seleção… Tamos bem…

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