Gisele, a mídia e o Super Bowl



Gisele Bundchen, que voltou a desfilar ontem em Nova York após a polêmica em que se envolveu no Super Bowl, o principal evento esportivo dos Estados Unidos, continua perseguida pela mídia.

Provocada por um torcedor do Giants, que vencera os Patriots, onde joga seu marido, Tom Brady, Gisele respondeu que ele não pode jogar a bola e pegá-la ao mesmo tempo. Foi “acusada” de estar responsabilizando os outros jogadores do time de Boston pela derrota no Super Bowl.

Cada um contextualiza como pode ou como quer. Inclusive eu. Entendi de outra forma. Quando fez o desabafo e respondeu a provocação do fã do Giants, que dizia que Brady fora humilhado por um jogador do time de NY, Gisele apenas lembrou, bastante irritada, que seu marido faz parte de uma equipe. E não pode ter sido “humilhado” sozinho, já que o jogo não é individual, mas coletivo. E que o time todo errou, o que faz parte do esporte.

O episódio me lembrou um outro, que até acho que já citei neste blog, que presenciei em Sydney, durante os Jogos de 2000. O time masculino de basquete dos Estados Unidos vencera apertado a Lituânia, em jogo que teve até briga nas arquibancadas. Na saída, com a torcida contra e a cabeça quente, ninguém pode dar declarações à imprensa. Os jogadores são orientados _e obrigados_ a ir para o vestiário, tomar banho, esfriar literalmente a cabeça e só depois vão se pronunciar, a fim de medir as palavras.

Os jornalistas reclamavam. Diziam que, de cabeça fria, saem declarações de praxe. Mas quando alguns acham que sai algo diferente, como até pode ter acontecido com Gisele, embora eu não tenha visto assim, vão com tudo para atacá-la. Como se mulher bonita não pudesse dar sua opinião ou responder a provocação de um torcedor. E até que ela respondeu com educação, mesmo tendo soltado um “porra”, se não estou enganado. E o “porra” nem foi para o torcedor, foi quando se referiu à bola do jogo que seu marido não poderia jogar e pegar ao mesmo tempo.



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