Ranking de clubes



Uma das coisas que causam mais confusão no futebol é quando veículos de comunicação decidem fazer ranking de clubes para ver qual o melhor, qual o pior, quem sobe, quem desce, quem pontua mais, quem pontua menos.

Tenho um pé atrás com todo tipo de ranking porque a dose de subjetividade embutida é colossal. Quantos pontos vale um Paulista ou um Carioca comparado com um Brasileiro? E com a Libertadores? E o Mundial de Clubes? Se dermos 10 pontos para a Libertadores vamos dar 15 para o Mundial? E um Paulista ou um Carioca tem o mesmo peso de um Catarinense ou um Paraense? Qualquer que sejam os critérios adotados vai haver confusão.

Com seleções é a mesma coisa, por isso também não levo tão a sério o ranking da Fifa, apesar da tentativa da entidade de torná-lo o mais preciso possível. Jogos e vitórias contra equipes mais fracas, mal ranqueadas, valem menos, mas uma derrota pode significar um pequeno desastre. Vitórias contra seleções no topo já valem muito, especialmente se fora de casa. Mas a subjetividade é grande.

Ranking talvez sirva pra gerar discussão e polêmicas, especialmente em mesas de bar. Não dá pra levá-los muito a sério, inclusive porque as épocas e os contextos mudam, o que gera novos questionamentos. Um título paulista nos anos 70 ou no início dos anos 80, quando o estadual era muito valorizado e os times do interior mais fortes, deve ter o mesmo peso do campeonato de hoje, que anda tão sem graça e para o qual ninguém dá muita importância? Não, pelo menos não a meu ver. Mas o torneio de hoje vale quanto a menos do que os de 30, 40 anos atrás? Não sei. Por isso prefiro deixar os rankings um pouco de lado.



  • Alê

    Ranking gera discussão mesmo mas serve pra ver que time tá melhor, qual tem mais história, tradição, coisas assim. Sou carioca e acho injusto dar a mesma pontuação ao campeonato carioca ou paulista porque tem quatro times fortes cada. No RS ou em Minas ou ganha Cruzeiro ou ganha Atlético (no mineiro) ou ganha Grêmio ou ganha Inter (no gaúcho). 50% de chances pra cada lado.

    • janca

      Tudo é muito relativo mesmo e os tempos também mudaram. Nos anos 70, por exemplo, era Grêmio ou Inter. Hoje, com a menor atenção dos dois times grandes do Sul com o Gaúcho, abriu-se espaço para os menores. Com o Inter jogando com time misto, inclusive o Gre-Nal, o campeonato não é mais o mesmo de outros tempos. Até esse papo de 50% de chances pra cada passou. Pelo menos no Sul e em Minas, já que em SP e no Rio não era assim. Abs.

  • Santos Sempre Santos

    Tem o Robertão, tem o Rio-SP de antigamente que valia muito mais que o Rio-SP que tentaram recriar uns anos atrás, na hora de pesarem as coisas tem que levar tudo isso em conta, não acha? Assim fica um critério mais matemático e justo.

    • janca

      Mas na hora de levar tudo isso em conta, como você diz, entram critérios subjetivos. Que não são nem exatamente matemáticos, como você os chama, nem necessariamente justos. E o que é justo para um pode não ser para outro. Abs.

  • Barcelusa 2012

    Janca, muito p… com a diretoria da Lusa. O time perdeu a base e não está jogando nada. Viu os últimos jogos? Fico com pena do Jorginho. Vamos ver hoje. Abs. do Barcelusa

    • janca

      Eu também estou. No ano passado a diretoria tinha planos ambiciosos para 2012, se realizasse uma pequena parte deles já estaria bom. Mas tirou a espinha dorsal do time. Espero que hoje vença o Botafogo se não vai começar a brigar para não cair no Paulista. E melhor você mudar o apelido _rs. Barcelusa já era. Abração, Janca

  • Victor Tricolor

    Tem que ver também o número de anos de cada clube. O Corinthians foi fundado em 1910, o São Paulo em 1935, o aproveitamento do São Paulo é melhor do que o do Corinthians, o número de títulos por ano de vida. Não pode apenas somar o número de títulos e atribuir um peso a cada um deles.

    • janca

      Quando você diz que não pode somar o número de títulos e atribuir um peso a cada um até pode. Mas a questão é que tudo é muito subjetivo e sempre vai gerar confusão. Inclusive sua proposta, que também faz sentido. Mas pode fazer sentido para uns, não para outros, pois mediria a “produtividade”, digamos assim. Mas também é uma medida relativa. E um clube fundado há dez anos? Há 20? E o Paraná, que surgiu da fusão de outros dois? Somaria as conquistas anteriores, por exemplo, em caso de fusão? Enfim… Abs. e bom domingo, Janca

  • Pinto

    Os rankings realmente não são muito relevantes. prova disso é hoje a Espanha liderar o ranking de seleções da Fifa. Uma seleção que venceu apenas uma Copa do Mundo está a frente de seleções tradicionais como Brasil, Itália e Alemanha, com 5, 4 e 3 conquistas respectivamente. Evidente que os critérios utilizados atribuem um peso maior às conquistas mais recentes. Por um outro lado é compreensível, mas, sinceramente, para mim não é o modelo ideal. Os pesos deveriam ser o mesmo pra uma conquista de Copa em 1970 e para outra em 2010. Se querem que as conquistas recentes sejam mais valorizadas, organizem um outro ranking levando-se em consideração apenas os últimos 10 anos. Com 2 rankings, um geral e um atual, parece-me que seria um pouco mais justo.
    Abraços do Pinto.

    • janca

      Também acho que o histórico deveria ser levado em conta, no caso, por exemplo, os cinco Mundiais conquistados pelo Brasil. Mas a Fifa leva em consideração a fase atual de cada seleção, as últimas conquistas, os últimos resultados, faz uma média ponderada e chega a uma determinada classificação. Como o Brasil não vem bem das pernas ultimamente não aparece na liderança como já esteve em várias ocasiões e em primeiro está a Espanha, que hoje é melhor do que o time do Mano Menezes como qualquer um pode ver. Abs. e boa segunda pra você, Janca

  • Luiz Carlos

    Na minha opinião,os estaduais deviam ser descartados,só teria valor a Copa do Brasil,Campeonato Brasileiro , Copa Sul Americana,Super Copa Sul Americana,Libertadores da America e o Mundial de Clubes da FIFA..

    • janca

      Eu discordo, seja porque eles tiveram uma importância histórica grande, seja porque, mesmo estando desvalorizados hoje em dia, bem ou mal ocupam quatro meses, um terço do ano, se formos levar em conta nosso calendário. Abs.

      • Luiz Carlos

        Mas Janca sejamos justos,os estaduais acabaram nos anos 80,hoje só quem ganha com eles é a Globo/Globosat que vende um produto ruim como se fosse a 8ª maravilha do mundo.EX:Flamengo X Nova iguaçu,Santos X Linense,Cruzeiro X Tupi …

        • janca

          Mas será que pra Globo não seria mais interessante um produto melhor? Fica difícil vender esses jogos como se fosse a oitava maravilha do mundo, se nao impossível. Abs.

  • Luiz Carlos

    PS: Ainda teria que ser criada a Super Copa do Brasil ,pelo menos um jogo único entre o Campeão Brasileiro contra o Campeão da Copa do Brasil do mesmo ano,no inicio da temporada em Brasília-DF.

    • janca

      Também não vejo muito sentido nisso. Em janeiro fizeram um jogo, em disputa o troféu Sócrates, entre o campeão da Série A, Corinthians, e o da Série B, Portuguesa. Mas a iniciativa foi dos dois times. Não vejo atrativo nem uma coisa nem em outra _a Super Copa do Brasil, como você chama_, já temos tantos torneios por aqui… Mas fica aí sua sugestão. Abs.

  • Alexandre

    Janca,
    Acho que o pessoal faz muita confusão e critica os rankings sem nem saber qual é o seu objetivo.
    Há basicamente dois tipos de Rankings.
    Os rankings históricos, que levam em consideração basicamente os títulos conquistados ao longo de toda a história, e que são em geral elaborados por revistas, sites e jornais, no intuito de tentar medir quais os clubes ou seleções mais vitoriosos ao longo do tempo (Ex. Ranking Placar e Ranking Folha). Para que servem? Para valorizar o histórico que conquistas e colocar as conquistas do presente em perspectiva.
    E há também os rankings que procuram medir quais são os clubes ou seleções que estão melhor na atualidade, como é o caso do Ranking da FIFA e do Ranking da IFFHS.
    Todos os rankings têm uma certa dose de subjetividade e têm também distorções, podem merecer críticas pontuais e necessitar de aperfeiçoamentos, mas têm também critérios objetivos e mensuráveis.
    Por isso, discordo da sua afirmação de que não devamos levá-los à sério, pois eles tem sua função.
    Como, por exemplo, escolher quais os tenistas que participarão das finais do ATP Tour? Quem pode participar de um Grand Slam? Quem será cabeça de chave? Para isto que serve o ranking da ATP, que ranqueia os tenistas ao longo dos últimos 12 meses (nem mais nem menos, por isto é inútil tentar procurar o Pete Sampras ou o Bjorn Borg por lá). Pode não ser perfeito, mas alguém pode negar que o Djoko seja o melhor da atualidade, ou que o Nadal seja o segundo?
    E o Barça, não é o melhor da atualidade, como diz o ranking da IFFHS? A Espanha não é a melhor seleção, como fiz a FIFA?
    Acho que no Brasil se critica tanto os rankings, qualquer ranking, por uma questão cultural. Somos emotivos e não gostamos de números.
    Já nos EUA, eles são fanáticos por estatíticas e cada pequeno aspecto de uma partida, de um jogador, é resumido em números. E os técnicos usam efetivamente estas estatísticas para tomada de decisão.
    Seria ingênuo achar que tudo pode ser medido e traduzido em números (esporte também tem arte, que é intangível) mas não acho que devamos menosprezá-los.

    • janca

      Mas eu não discordo de você. O que digo é que todo ranking pode ser contestado. De fato há os rankings históricos e os que mensuram os desempenhos recentes. Os números e as estatísticas são importantíssimos, mas têm que ser contextualizados. Um jogador que acerta 89% dos passes saiu-se melhor do que um que acertou 67%? Depende. De quantos passes deu, de qual passe errou (se errou um decisivo…), de qual a importância do passe, se foi lateral ou não, enfim… Há muita coisa para se mensurar e muita coisa que, em qualquer ranking que seja, fica de fora. Abs.

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