Concentração no futebol



O tema é velho e polêmico, foi discutido durante a Democracia Corintiana e voltou à moda com os jogadores do Vasco se recusando a concentrar devido aos salários atrasados no início do ano.

Na Europa, quando os times jogam em casa, grande parte deles aboliu a concentração há tempos pois acha que ela mais prejudica do que ajuda. Apenas em viagens, normalmente superiores a duas horas de avião e a três de ônibus ou trem, é que elas são mantidas, o que é natural, afinal o time não vai estar jogando em casa e o grupo tem que viajar junto.

Um time que joga de 60 a 70 vezes por ano passa mais de um terço do ano concentrado. Isso não é bom. Muitas vezes não une o grupo, pelo contrário. Faz um jogador se cansar da companhia do outro e provoca desavenças internas.

Concentração é uma maneira de imbecilizar o jogador e tratá-lo como criança mimada e irresponsável.

Se for abolida alguns vão exagerar na véspera de jogos? Vão. Mas pouco a pouco o grupo mesmo vai enquadrá-los ou expurgá-los, pois uma balada na véspera de uma partida pode colocar todo o trabalho a perder.

Os jogadores têm de ser responsáveis e só irão crescer se forem tratados como cidadãos. Cidadãos que sabem seus direitos mas conhecem seus deveres. E que não precisam ficar enjaulados para disputar um jogo de futebol.

Bom sábado a todos, João



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