Jogo de empurra no Esporte



A oposição já requisitou os documentos da criação e extinção de uma empresa para trabalhar na Olimpíada de 2016 que causou prejuízo de quase 5 milhões de reais ao erário público. Eles serão entregues ao Congresso até quinta.

A Empresa Brasileira de Legado Esportivo Brasil 2016, que foi aberta pelo Ministério do Esporte e logo depois extinta, contou com a ajuda da Fundação Instituto de Administração, que lhe prestou consultoria no valor de 4,7 milhões de reais. O dinheiro foi pago, apesar de o trabalho da FIA ter ido parar no lixo com a extinção da empresa. 

Segundo o ministro Aldo Rebelo, do PCdoB, a decisão de constituir a empresa e depois extingui-la foi de seu antecessor, Orlando Silva, também do PCdoB.

A correligionários, o ex-ministro joga a responsabilidade pela extinção ao Ministério do Planejamento, que teria alegado não haver necessidade no trabalho da empresa, pois a infraestrutura olímpica já teria sido discutida pela pasta com o Comitê Organizador Local, presidido por Carlos Arthur Nuzman.

Foram feitos dez pagamentos à FIA, cinco depois de ter sido anunciada a decisão de extinguir a empresa.

Segundo funcionários do Ministério do Planejamento, Aldo Rebelo, atual ministro do Esporte, teria sido o responsável por colocar a empresa no Plano Nacional de Desestatização, levando-a ao fechamento.

O ministro insiste que não tem responsabilidade e quer que o Tribunal de Contas da União e a oposição peçam explicações a seu antecessor.

Já a FIA explica que recebeu porque realizou o trabalho e não tem responsabilidade se seus serviços foram parar no lixo.

Como ninguém quer assumir a responsabilidade, a oposição quer ouvir não só Aldo Rebelo, mas também Orlando Silva e a ministro do Planejamento, Miriam Belchior, além de integrantes das duas pastas, do COL e da FIA. Os conselheiros da empresa, criada no ano retrasado e extinta no ano passado, também devem ser chamados para se explicar.

É, quem acha que escândalo acontece só com a Copa de 2014 esquece-se da Olimpíada dois anos depois…



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