As Correções



Acabo de ler “Freedom” (“Liberdade”), de Jonathan Franzen, autor que adora tratar das difíceis relações pessoais e familiares no mundo contemporâneo.

Na obra lá está Pathy, competitiva jogadora de basquete durante os tempos de estudante, e sua relação com o ambientalista Walter e Richard, seu amigo músico.

Mais uma vez, no caso de Pathy, o esporte como pano de fundo. Para tratar de determinação, competição, inveja, foco, rivalidade e ajudar a moldar, para o bem ou para o mal, a personalidade do indivíduo. E, também como pano de fundo, o que fazemos de nossa juventude, sonhos, o enfrentamento da vida real…

Mais do que de “Liberdade”, gostei de “The Corrections” (“As Correções”), livro do mesmo autor publicado há mais de uma década e que tive a oportunidade de ler no ano passado.

Recomendei para alguns amigos que não gostaram. Acharam pesado. Talvez seja. Mas trata como poucos das mazelas da alma humana e das relações familiares. Bonito e profundo ao mesmo tempo. Sigo recomendando. E preferindo escrever sobre isso a escrever sobre Aldo Rebelo e à visita ao estádio do Corinthians, com Netinho de Paula lá no fundo fazendo campanha pelo PCdoB. Às custas do seu, do meu, do nosso dinheiro, que foi parar em estádios privados, ao contrário do que prometiam Ricardo Teixeira e o governo brasileiro.



  • Dani

    Oi João, bom dia pra você. Até que enfim você volta a escrever de outras coisas, sentia falta de seus pitacos sobre arte, literatura, cinema… Do Franzen não sei se você já leu, quero eu recomendar um pra você. “How to be Alone”. Não é um livro de ficção como os que você citou, mas é tanto bom quanto. Bj. e siga assim, variando um pouco a temática, Dani

    • janca

      Oi Dani, é bom variar um pouco a temática, embora entenda que alguns leitores se irritem muito quando faço isso e “fujo” do mundo esportivo. Valeu pela dica, o livro já está encomendado. Ainda não li mas espero gostar tanto quanto dos outros dois. Bj. João

  • Dani

    João, também queria fugir do esporte e da política hoje. Como você citou o Aldo, meu Deus, como diria um bom comunista (risos), ele sabe o que está fazendo lá? Como anda nojenta nossa política. PT e PC do B bajulando o Kassab, todos defendendo o Itaquerão com dinheiro público, fazendo brincadeirinhas sobre Palmeiras e Corinthians em Itaquera numa futura Libertadores. Não tem coisa mais importante a fazer? As denúncias sobre o ministério continuam. Bj. Dani

    • janca

      Está de dar nojo mesmo, Dani. Meritocracia pelo jeito é o que menos conta na escolha dos cabeças dos ministérios. Vale o partido ao que o sujeito pertence. Por isso melhor de vez em quando pelo menos falar de literatura, cinema _vou tratar de cinema outro dia, prometo_, teatro (vi uma peça incrível na semana passada)… Fugir um pouco da realidade, que massacra. João

  • Lily Martins

    Oi João, oi Dani, mais literatura e cinema (cadê cinema?) e menos política esportiva (hehe). Obrigada pelas dicas de vocês, outro dia vi trailer no cinema de um livro (que virou filme pelo jeito) que já discutimos aqui. “Tão Alto Tão Perto”. Parece bom, com o Tom Hanks. Bj. pra vocês, Lily

    • janca

      É baseado num romance do Jonathan Safran Foer? O romance é incrível mesmo. Incrível. Vou procurar na internet porque não sabia do filme… Se bem que o filme nem sempre é tão bom quanto o livro. Normalmente não é. Bj. João

      • janca

        Ops, acabei de ver. Rápido, hein? O filme é “Tão Forte, Tão Perto”. O livro, “Extremamente Alto, Incrivelmente Perto”. Já pelo nome dá pra ver que o livro é melhor _rs. Não vi o filme (nem o trailer, mas repito que o livro é incrível. No texto e no nome inclusive. João

        • janca

          Um adendo: o irmão do Jonathan Foer escreveu boa obra sobre a globalização do futebol e as raízes nacionais, inclusive tendo passado pelo Brasil. Tive a oportunidade de conhecer os dois, um em SP, outro em NY, embora os dois tenham estado por estas bandas, eles têm parentes em SP.

  • Gui

    Livro com esporte de pano de fundo bom é Carmen, do Ruy Castro. Livro com esporte como pano de frente é Garrincha.

    • janca

      Sem falar em Nelson Rodrigues. Na biografia do dramaturgo tem de tudo. Jornalismo, futebol, Fluminense, drama, comédia. A vida como ela é… Abs. Gui e valeu pelo comentário, Janca

  • Pedro

    O nome do livro do outro Foer é Como o futebol explica o mundo. Muito bom mesmo.

    • janca

      Isso mesmo, Pedro. Abs.

  • Johannes

    Bom Dia João Carlos,
    Literatura nunca foi o meu forte mas fica anotada a dica. Os ultimos livros que li eram de caráter mais cientifico do que literário, falavam basicamente sobre paleoantropologia. Quem sabe eu deixo a preguiça de lado e abro um pouco a cabeça nesse ano de 2012. Sobre o título da postagem “Correções”, não fale disso perto da maioria dos políticos brasileiros, eles detestam qualquer coisa que possa tornar algo mais correto…

    • janca

      “Correções” para nossos políticos não daria pra caber em um exemplar apenas. Seria uma looonga enciclopédia, Johannes. Grande abraço, João Carlos

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