Estádios enxutos



Os estádios para a Copa de 2014 ficam cada vez mais caros. O último a ter o valor ampliado foi o de Brasília. Tão grave quanto é não ainda não sabermos como eles serão mantidos depois do Mundial.

Para o ex-consultor da Fifa Manoel Espezim, que me enviou e-mail com sugestões para as arenas brasileiras, as construções deveriam ter sido diferentes, atendendo às exigências da Fifa, mas também antevendo a dificuldade de mantê-las depois da Copa.

Para ele uma base de concreto para 25 mil torcedores ou pouco mais do que isso e estruturas metálicas removíveis teriam sido uma solução, embora descartadas no Brasil, com exceção para o estádio corintiano, que terá uma parte das arquibancadas para ser retirada depois. Paga, aliás, pelo governo do Estado de São Paulo, assegurando assim a abertura da Copa para a capital paulista.

Espezim lembra que na Copa Coreia-Japão viabilizar as arenas após o torneio de 2002 foi uma das principais construções ao erguê-las ou reformá-las. Na Copa dos Estados Unidos também.

Ele defende, no entanto, que a administração do espaço seja feita depois pela iniciativa privada, mas aí tenho minhas dúvidas. Acho que cada caso é um caso. Se o poder público bancou a reforma ou a construção da arena só deve transferi-la para grupos do setor privado caso o processo seja lucrativo para o governo. Se não for, não. Afinal ônus público, bônus privado, não. E é a tendência que parece prevalecer no Brasil.

 



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