Os vikings na final



Um dos esportes que acho mais bacanas e emocionantes é o handebol.

Ontem acompanhei pela TV as semifinais do Europeu de Seleções entre as equipes masculinas da Espanha e Dinamarca e depois de Sérvie e Croácia.

Torço muito pela Dinamarca, tenho amigos dinamarqueses, foi o primeiro país que conheci da Europa, ainda criança, e voltei outras vezes para lá, sempre muito bem recebido.

Gosto de países pequenos, que mantêm suas tradições e costumes mesmo em períodos da chamada globalização com toda sua tendência à pasteurização.

Os dinamarqueses fizeram uma bela apresentação e venceram por apenas um gol de diferença, embora tenham dominado boa parte do jogo, deixando os espanhóis para trás.

No outro jogo os sérvios surpreenderam os croatas no segundo tempo e chegaram à decisão que a Band Sports mostra amanhã, às 14hs.

As torcidas europeias no ginásio são sensacionais.

No handebol, quando se enfrentam duas seleções parelhas, como aconteceu nas duas semifinais de ontem, os jogos são marcados por detalhes. E a plateia faz um barulho ensurdecedor.

Como gosto de observar a galera, que ontem exagerou, como exagera às vezes também no futebol, com algum sérvio usando o laser verde para atrapalhar a visão do goleiro croata, fiquei surpreso com a reação dos “perdedores”.

Diante da festa dos rivais, na quadra e nas arquibancadas, eles souberam reconhecer a vantagem e o domínio dos sérvios. Caíram depois do jogo, mas se levantaram em seguida, cumprimentando o adversário. Com a dor estampada no rosto. Perder _e saber perder_ é uma arte para poucos. Mas não deixa de ser uma arte tão interessante que fica difícil saber quem perdeu, quem ganhou.

Bom sábado a todos, João



  • Petersen

    Sou filho de dinamarquês e gosto muito da terra do meu pai, quando consigo vou lá ver primos, tios e parentes. Janca, obrigado por trazer o handebol e a Dinamarca ao seu blog, no Brasil quase não se noticia o Europeu de handebol, fico feliz com o trabalho da Band, que está de parabéns.

    • janca

      Oi Petersen, não é a primeira vez que trato do handebol, um esporte de que gosto muito. Também fico feliz que a Band Sports esteja transmitindo o torneio, que é de altíssimo nível. A Europa tem as melhores equipes do mundo. Pena que nem todos tenham acesso ao canal e que o torneio não esteja sendo muito divulgado por estas bandas. Mas não temos uma cultura de cobrir handebol como cobrimos outros esportes, caso do próprio vôlei ou do basquete. Até porque o público, como você coloca adiante, é pequeno. Se bem que isso dá para mudar… Abs. e bom sábado, Janca

  • Petersen

    Recentemente tivemos o Mundial feminino no Brasil, fui a três jogos, quase não se encontrava torcedor brasileiro. Tinha muito escandinavo, mas brasileiro mesmo poucos. Fui com gente do trabalho. Faltou divulgação. Jogam tanto handebol nas escolas e depois tão poucos seguem no profissional. Nós (brasileiros) poderíamos estar muito melhor no handebol com tanto trabalho feito na base (que são as escolas).

    • janca

      Mas na ocasião a mídia brasileira noticiou, fez matérias, inclusive sobre a falta de brasileiros nos ginásios. E concordo que, dado o número de garotos e garotas que praticam handebol na infância e adolescência, inclusive e principalmente por conta da escola, poderíamos pensar num processo de massificação do esporte. Que ainda acho que virá. Abs. e valeu pelos comentários

  • Rodrigo

    Oi Janca. Joguei handebol no Pinheiros e as peneiras de lá são bem concorridas, tão divulgando na BandSports, sempre que dá eu vejo os jogos também, gostei muito da Dinamarca e o goleiro da Sérvia é gênio. Viu o que ele fez no segundo tempo? A final vai ser um jogão. Sabe o que falta pro handebol? Falta uma liga nacional forte, como o vôlei conseguiu fazer e o basquete também. Gente interessada em jogar tem mas se paga muito menos que outras modalidades como vôlei e basquete, futebol nem falo, é caso à parte. Valeu e amanhã acho que dá Sérvia, sua Dinamarca não passa, fica com o vice

    • janca

      Legal, Rodrigo. E eu escrevia Band Sports, será que é tudo junto? Tô achando que sim, desculpe pela falha. Também achei sensacionais as defesas do goleiro sérvio no segundo tempo, mas o da Croácia também é um ótimo jogador. E acho que a Dinamarca ganha a final ou pelo menos espero que ganhe, mesmo que a torcida sérvia seja maior. Gosto de torcidas menores, Rodrigo. Sobre o handebol no Brasil ele precisa se viabilizar com patrocinadores, parceiros, uma liga nacional que seja interessante para a TV, fazer um trabalho nos clubes, nas escolas, atrair público, pois uma coisa move a outra. Mas é um caso a ser estudado por especialistas em gestão esportiva. E um caso que me interessa. Abração, bom sábado pra você, Janca

      • Paulo

        Gosto muito de handebol e jogo aqui em Minas sempre que posso. Torci pra Espanha, mas não foi ruim ver a Dinamarca vencer, a Espanha tem ganho todas no futebol e no tênis, tem que dar vez pra outros no handebol pelo menos.

        • Paulo

          Pro Brasil talvez fosse melhor a Espanha vencer porque temos intercâmbio maior com os espanhóis por causa da língua, dos técnicos, eles são muito bons em handebol.

          • janca

            Mas isso não quer dizer, Paulo, que não possamos fazer intercâmbio com os escandinavos também, sei que clubes, como o Pinheiros, costumam levar seus atletas mais jovens para jogar na região, excursionando por Dinamarca, Suécia e Noruega. Abração, Janca

  • Fogão sadio

    handebol é legal msm….sds alvinegras

    • Mengo

      Saudações rubro-negras. Começamos o ano em crise, agora só Love, só Love. Fora Luxa, fica Ronaldinho.

      • janca

        Saudações rubro-verdes também.

  • renato

    Não podemos obrigar o Brasil a ser top em todos os esportes, nenhum país o é. Também não podemos obrigar os brasileiros a gostar de todos os esportes. Temos nosso mix de esportes em que somos bons, alguns referências e um mix de esportes que gostamos de ver (isso tirando uma média, por assim dizer). Mas quando nos candidatamos a sediar um Mundial, seja do esporte que for, temos que, no mínimo, tentar fazer o melhor, ter uma organização de excelência, buscar ser impecável. Não acompanhei o Mundial Feminino de Handebol, mas sei que em princípio ele seria no Estado de Santa Catarina (onde moro), e fico envergonhado do descaso que o Governo do Estado e quem mais sejam os responsáveis (federação? COB?), pelo DESCASO total com a competição. Não tínhamos ginásios (Florianópolis, a Capital, não tem um só ginásio com mínimas condições. Falo pois frequento os que existem). Algumas cidades do estado possuem “bons” ginásios, porém pecam na estrutura. Fato é que por descaso e despreparo o Mundial teve de ir, quase que as pressas para São Paulo (que também não tem lá excelentes ginásios).
    Outros Mundiais de esportes já passaram por problemas similares, não só em SC mas por outros estados brasileiros.
    Infelizmente é assim que os esportes são tratados no País das Olimpíadas 2016…. espero que melhore antes e muito mais depois!

    • janca

      É, Renato, não precisamos e nem vamos conseguir ser melhores em todos os esportes, mas quando recebemos um Mundial podemos usá-lo para formar torcedores, para despertar o interesse da garotada, deixamos escapar algumas oportunidades, o que é uma pena. E vamos deixar escapar, pelo jeito, várias outras, como deixamos escapar no Pan, por exemplo. Abração, Janca

  • janca

    Ops, e é Band Sports “separado”. Mas a final é amanhã, domingo, às 14hs. Espero não estar enganado _rs_, sou a desorganização e a confusão em pessoa.

  • VALMIR DUTRA DE FARIA

    só um jornal como este dirigido por babacas que tem a coragem de dizer que 3 x0 do Flu no Volta Redonda é goleada. quá.quá.quá………………….

    • janca

      Goleada ou não o Flu ganhou… Abs.

    • Adriano Manteiga

      Quanta deselegancia hein amigo.

      E quanto recalque….

  • Adriano Manteiga

    Opa Janca, olha eu aqui de novo, o cidadao que tá desesperado com toda a safadeza que tao fazendo (caixa 2 e desperdício de verba pública) com a Copa do Mundo no Brasil.

    Aqui na Alemanha o campeonato nacional é fortíssimo, passa na tv aberta e a maioria dos clubes que jogam na 1º divisao sao de cidades onde nao há um clube de futebol forte, o que eu acho interesantíssimo.

    Se voce vai pra Kiel, por exemplo, que é uma cidade importante no norte da Alemanha com 200 mil habitantes (por coincidencia, pertíssimo da Dinamarca) e onde fica o maior clube de handball do país, voce ve em todas as lojas esportivas um destaque muito maior pro clube de handball da cidade do que pro clube de futebol.

    Já sobre as transmissoes na tv aberta, aqui há dois canais exclusivos pra esporte na tv aberta (Sport 1 e Eurosport), entao infelizmente nao tem como comparar com as transmissoes esportivas em tv aberta do Brasil.

    Viele Grüße aus Deutschland

    • janca

      Oi Adriano. Interessante o que você colocou tanto sobre o campeonato alemão de handebol e o papel da TV, mas principalmente o fato de os principais times estarem concentrados em cidades que não tem um clube de futebol tão forte. Não tinha pensado nisso, mas de repente é uma saída. Tentar desenvolver o esporte em cidades fortes, cidades do interior, por exemplo, ou até algumas capitais do Brasil, onde o futebol não seja a principal marca. Lembro da ligação de Franca com o basquete, só para ficar em um caso. Com o handebol poderiam pensar em iniciativas parecidas. Mas também tem o aspecto cultural, um sociólogo colocava que, até pelas condições do inverno escandinavo e alemão também, o público preferia ficar em ginásios fechados, muitos para 15 mil a 20 mil espectadores, onde podia se praticar o handebol a ficar em estádios abertos. Por isso no Leste Europeu, onde cammpeonatos nacionais chegavam a ter pausa no inverno mais rigoroso, houve espaço para crescimento do handebol. Na Escandinávia teria sido a mesma coisa. E teve um grande jogador brasileiro, um dos responsáveis pelo ouro no Pan em 2003, que fez bela carreira no handebol alemão, o Bruno Souza, não sei se teve a oportunidade de vê-lo jogar. Abração e bom domingo pra você, Janca

      • Procópio

        Pra associar uma cidade a um time de handebol tem que ter a liga nacional forte, se não não dá. Digo isso por Cuiabá, que fica fora do centro esportivo do Brasil, que é o Sudeste. O projeto de Franca foi pra frente na época da rivalidade com o Sirio, depois parou.

        • janca

          Tem sim Procópio e até mais do que isso. Tem que ter público, gente interessada em ver e praticar, o papel da TV é fundamental, a criação de uma liga que tenha apoio _e para ter apoio precisa de plateia_, equipes fortes não só em SP, mas em outras partes do país, enfim, nada é simples, tem que ser um projeto consistente e não de curta duração. Veja o caso do futebol feminino que até hoje tem enormes problemas para se tornar viável no Brasil. Ou mesmo do futsal. Abs.

  • Gostaria de parabenizar vc pelos comentarios a respeito do Handebol!
    Apesar de ser um esporte de massa a nivel escolar no Brasil, os projetos que dizem respeito a continuacao desses alunos pos ensino medio sao um pouco arcaicos.
    O nivel de performance de nossas selecoes ficam dependentes do nivel de treinamentos das atletas que jogam em equipes europeias (Handebol Feminino).
    No Handebol Masculino, poucas equipes concentram todos os jogadores da selecao e com isso a motivacao para investidores na formacao de novas equipes, se reduz bruscamente. Consequentemente, novos talentos sao perdidos pelo Brasil afora.
    Para compensar, tecnicos estrangeiros sao selecionados para “dar um jeito” e um padrao de jogo para as selecoes.
    O tecnico do feminino e muito bem reconhecido na Dinamarca, o do masculino teve trabalhos medios em Angola e Argentina (segundo dirigentes dos paises com quem falei).
    Porem, seria muito melhor e menos custoso, selecionar tecnicos Brasileiros e leva los para academias de Handebol na Europa, onde eles poderiam passar um tempo e adquirir mais conhecimentos. Assim teriamos mais nivel tecnico no Handebol em nosso pais.
    Saudacoes Handebolistas.

    • janca

      Oi Evelton, valeu pelo comentário. Também gostaria muito de ver o handebol no Brasil sendo desenvolvido da melhor maneira possível, aproveitando e não desperdiçando talentos. Não sou contra a vinda de técnicos estrangeiros, mas concordo que poderíamos levar alguns dos nossos para fazer intercâmbio na Europa e procurarmos soluções não de curto, mas de médio e longo prazo. Saudações “handebolistas” pra você também, Janca

      • Olavo

        E deu Dinamarca na cabeça, Janca

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