Os vikings na final



Um dos esportes que acho mais bacanas e emocionantes é o handebol.

Ontem acompanhei pela TV as semifinais do Europeu de Seleções entre as equipes masculinas da Espanha e Dinamarca e depois de Sérvie e Croácia.

Torço muito pela Dinamarca, tenho amigos dinamarqueses, foi o primeiro país que conheci da Europa, ainda criança, e voltei outras vezes para lá, sempre muito bem recebido.

Gosto de países pequenos, que mantêm suas tradições e costumes mesmo em períodos da chamada globalização com toda sua tendência à pasteurização.

Os dinamarqueses fizeram uma bela apresentação e venceram por apenas um gol de diferença, embora tenham dominado boa parte do jogo, deixando os espanhóis para trás.

No outro jogo os sérvios surpreenderam os croatas no segundo tempo e chegaram à decisão que a Band Sports mostra amanhã, às 14hs.

As torcidas europeias no ginásio são sensacionais.

No handebol, quando se enfrentam duas seleções parelhas, como aconteceu nas duas semifinais de ontem, os jogos são marcados por detalhes. E a plateia faz um barulho ensurdecedor.

Como gosto de observar a galera, que ontem exagerou, como exagera às vezes também no futebol, com algum sérvio usando o laser verde para atrapalhar a visão do goleiro croata, fiquei surpreso com a reação dos “perdedores”.

Diante da festa dos rivais, na quadra e nas arquibancadas, eles souberam reconhecer a vantagem e o domínio dos sérvios. Caíram depois do jogo, mas se levantaram em seguida, cumprimentando o adversário. Com a dor estampada no rosto. Perder _e saber perder_ é uma arte para poucos. Mas não deixa de ser uma arte tão interessante que fica difícil saber quem perdeu, quem ganhou.

Bom sábado a todos, João



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