Pequenas empresas na Copa



Movimento que reúne pequenos empresários no Brasil começa a surgir para tentar abocanhar uma fatia dos serviços que já surgiram ou ainda vão surgir por conta da Copa de 2014 e dos Jogos de 2016, ambos no Brasil.

A ideia é boa, mas talvez tenha surgido tarde demais e a falta de planejamento para os dois eventos é tão grande que duvido que o movimento, que é descentralizado, consiga ir adiante.

Na semana passada o economista Paulo Feldmann, que foi meu professor na Universidade de São Paulo e é presidente do Conselho da Pequena Empresa da Fecomércio, escreveu excelente artigo para a “Folha”, intitulado “Pequena empresa não ganha eleição”.

Lembrou que na Itália e na Alemanha pequenas empresas são responsáveis por 60% do PIB, enquanto aqui representam, ao lado das microempresas, apenas 20%.

Lembrou ainda que para Londres-2012 há uma lei que obriga a organização a privilegiar, em determinados casos, a contratação de obras, serviços e produtos dos pequenos. E insiste que no Brasil poderia ter sido feito o mesmo, com obras de estádios e infraestruturas direcionadas para pequenas construtoras.

Mas, como diz o economista, pequenos e microempresários só conseguem pensar na sobrevivência de suas empresas e não têm condições de apoiar e financiar as campanhas eleitorais, pagas pelos gigantes que acabam representados, ao contrário dos demais, no Congresso.

Copa e Olimpíada seriam duas enormes oportunidades para o Brasil mudar o foco de sua economia. Digo que seriam porque ideias criativas não têm sido levadas adiante e a (des)organização para os dois eventos segue marcante, como foi a do Pan de 2007, aquele que deixou legado mínimo e teve brutal estouro no orçamento. Exemplo que não era para ser repetido, mas está sendo seguido direitinho. Para tristeza da população.



MaisRecentes

Nova caminhada



Continue Lendo

O desabafo de Cuca (ainda)



Continue Lendo

As críticas de Cuca



Continue Lendo