Cristo no Octógono



Publiquei ontem minha coluna no LANCE! sobre o “uso” de Cristo no esporte. Antes notório no futebol, agora também faz parte do octógono com a febre do MMA. Como alguns leitores sugeriram, reproduzo o texto em meu blog, lembrando que o que escrevi é apenas uma reflexão pessoal, não focada em A, B ou C. Uma reflexão e uma série de indagações que queria compartilhar com os internautas. Então lá vai:

“Durante a Copa de 2010 viajei a Israel com três amigos, que também foram aos territórios palestinos, a fim de fazer um documentário para discutir os problemas na região tendo o futebol e o Mundial como pano de fundo.

Na ocasião cheguei a acompanhar do Oriente Médio uma polêmica entre Juca Kfouri, jornalista que admiro muito, e Kaká, uma das esperanças do Brasil na Copa passada. Divergiam sobre o marketing religioso que tanto Kaká como outros jogadores da Seleção costumam fazer, provocando até reação da Fifa por conta dos excessos na comemoração da Copa das Confederações que os brasileiros venceram em 2009, derrotando os Estados Unidos na final.

Kaká fazia proselitismo de uma igreja a qual, pelo que me consta, acabou abandonando depois, o que não quer dizer que tenha deixado de ter fé em Cristo. Somos um país laico e a crença religiosa é um direito de todo cidadão que deve ser respeitado, como Juca sempre respeitou. E eu respeito também. Mas há algumas coisas que não entendo.

Toco no assunto porque não é só no futebol que os atletas, principalmente os brasileiros, reverenciam Cristo ao anotar um gol. Direito legítimo, mas que levanta algumas questões. Eu, que sou cheio de dúvidas e tenho poucas certezas na vida, fico indagando aos meus botões se Jesus estaria tão preocupado assim com um jogo de futebol. Com um gol. Com um título. Ou se não teria preocupações maiores, como as enchentes na região serrana do Rio, a fome na África, as guerras, catástrofes e desastres pelo mundo que nem precisamos enumerar.

Agora, além dos campos de futebol, virou moda também no octógono os brasileiros festejarem suas vitórias louvando Cristo e atribuindo a ele os murros, cotoveladas, pancadas na cabeça e todo o sangue que tiram de seus adversários.

O sujeito quebra o maxilar do rival, arrasa seu rosto, abre a testa, tira sangue da orelha, faz o adversário dormir e sai comemorando e agradecendo Jesus, dizendo que o mérito foi dele. Por ter apagado o outro? Teve o dedo de Cristo aí?

Ganha quem treina melhor, aprimora a força física e mental, está num dia mais propício quando sobe ao octógono, desenvolve técnicas de nocaute e finalização, não quem reza mais. Ou quem Cristo quis escolheu.

As religiões são usadas para tudo. Para justificar guerras (e isso não é de hoje), preconceitos e discriminações, “explicar” as injustiças e desgraças da vida, mas agora, além de jogar bola, parece que Jesus entrou no octógono e partiu para a pancadaria. Colocaram Cristo neste papel. Acho curioso e tento entender o fenômeno. Como tento entender como é que deixaram abrir um templo perto do Aeroporto de Guarulhos, o principal do país, prejudicando centenas e centenas de pessoas no primeiro dia do ano e ainda prometendo mais confusão ao já caótico trânsito paulistano. Ônibus estacionados no meio da Dutra impedindo a circulação, uma situação lamentável e boa parte dos fiéis, em vez de se comportar como cidadãos, mais preocupada em orar.”



  • nilú

    Bom dia João!

    Como é tem lógica o que vc escreveu, e aqui não se está discutindo crer ou não em Cristo, mas se ele se preocupar tanto com futebol e MMA, quem nele acredita, pode começar a se preocupar
    mesmo com o fim do mundo…
    Adorei o post (coluna), e penso como vc!
    Muito bom mesmo.
    Acho que lá vem…
    Bom feriado.
    Nilú

    • Breno

      Os brasileiros exaltam Cristo porque somos um país cristão, não laico. Se fosse no Irã iriam exaltar Maomé, lá eles matam por causa de religião. Mas não tem nada haver o cara dar uma porrada no outro e dizer que foi obra de Deus. Nessa pensamos igual.

      • janca

        Oi Nilú, oi Breno, bom dia pra vocês. Só uma observação: que eu saiba somos um país laico, sim, ou deveríamos ser, com liberdade de expressão e crença religiosa e liberdade para quem não crê ou apenas tem dúvidas, embora boa parte da população seja cristã mesmo. João

    • Lucas Noleto

      Bom, João, eu pessoalmente acredito que tanto a religião quanto o esporte têm muitas outras coisas MAIS IMPORTANTES a serem discutidas ou focadas. No esporte, o seu desempenho deve-se ao trabalho físico, mental, técnico, ao marketing e à saúde psico-espiritual DO ATLETA, e que todas elas têm sua relevância, independente da modalidade referida. Como bem sabemos, cada atleta treina à sua medida/necessidade cada uma dessas áreas. Não por ser um Cristão, mas sim, por ser um espectador de esportes de diversas modalidades, e praticante amador de algumas outras poucas modalidades, não vejo mal algum nas atribuições que os atletas fazem à suas crenças de seus títulos. Todos tem direito de liberdade de expressão de pensamento de forma racional previsto pela Declaração Internacional do Direitos Humanos e pela constituição do nosso estado “laico”, não é mesmo. Portanto, acho que utilizarmos de um espaço tão valioso como este no qual se decorre esta discussão, para questinarmos uma ou outra forma de expressão, é uma perda de tempo, porque, em primeiro lugar, discutir a inserção da religião no esporte nunca chegará à lugar algum. E em segundo lugar, a premiação, o reconhecimento e o mérito de uma disputa esportiva É DE QUEM A VENCE!
      …e em justificativa dos Cristãos incomodados com esses comentários inúteis, a bíblia da qual fazemos uso, nos aconcelha a agradecermos ao nosso DEUS por tudo que nos é concedido, independente de ser por graça ou esforço(Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. – 1 Tessalonicenses 5:18).

      e por fim, trocando em miúdos:
      DE QUEM É O TÍTULO? DE QUEM É O MÉRITO? QUEM SE ESFORÇOU PRA ISSO?…
      SE FOI VC, ME DESCULPE…MAS SE FOI O ATLETA, DEIXA ELE COMEMORAR COMO QUISER, DEDICAR A QUEM ELE QUISER OU EXPRESSAR DA FORMA QUE QUISER! AFINAL, O TÍTULO É SEU OU DELE?!?

      PS.: SÓ PRA CONSTAR: A RELIGIÃO É UMA DAS FORMAS MAIS EFICAZES DE SE CUIDAR DA SAÚDE MENTAL DE UM ATLETA.

      • Lucas Noleto

        E EU PENSO COMO EU MESMO!

      • janca

        Cada um crê no que quer. E o Brasil é _ou deveria ser_ um país laico, sim, com respeito a todas as religiões. Não entendi o porquê de você ter colocado o termo entre aspas. Acha que deveria ser um Estado católico, evangélico, judeu, muçulmano ou seguidor dos preceitos de outra religião? Eu não. Mas se você pensa o contrário, direito seu também.

        • Lucas Noleto

          Coloquei o termo entre aspas pois o laicismo do país só está nos anais da constituição… não tenho nada pessoal contra o laicismo.

  • Lourenço

    Sou estudante de filosofia e achei muito boa sua coluna, João. Acompanho o que você escreve mais pelo jornal, que eu leio desde criança, e gosto das suas posições que não ficam na mesmice e podem ser debatidas, concordem as pessoas ou não. Fomentar o debate e fazer as pessoas pensarem são ingredientes básicos para fugirmos dos dogmas das religiões. Quem segue uma tem uma fórmula de conduta pronta, basta segui-la que vai para o céu, parece receita de remédio. Muitas religiões fazem as pessoas pararem de pensar, por isso dizem que a fé é cega. Meus parabéns pelo texto.

    • janca

      Obrigado, Lourenço, como você também acho que as questões estão aí para serem debatidas, concordemos com elas ou não. Abração e ótima quarta pra você, João

      • Fernando Almeida

        Quando se atribui tudo a um ser superior, dê-se a ele o nome que quiser, tiramos de nós mesmos qualquer tipo de responsabilidade. Se vocês forem pensar bem várias religiões falam em livre-arbítrio. Assim como derrotas não são de responsabilidade de um ser superior vitórias também não.

        • janca

          Tem razão, Fernando. Essa coisa de termos a fórmula pronta apenas para ser seguida _e muitas vezes seguida do nosso jeito, mesmo que não admitamos isso_ é uma fórmula de tirar nossa responsabilidade no processo de viver. Abs. Janca

  • Fernando Almeida

    No futebol vocês devem se lembrar de um movimento, Atletas de Cristo. Quem não era deste grupo corria o risco de ser excluído. Religião mais uma vez como desculpa para separar as pessoas.

  • Adriana

    O Kaká era da Renascer, quem fez o casamento dele foi aquela bispa que foi presa. Depois ele brigou com a bispa e a mulher dele disse que é tudo lavagem cerebral. Acho que ela voltou a ser católica.

    • Adriana

      Tenho um amigo da Renascer que diz que fizeram intriga com o Kaká e que depois de ele brigar com a bispa não conseguiu jogar mais bola e por isso se machuca tanto. Talvez ele volte, mas eu não vi ele falar isso.

      • janca

        Nem se trata de discutir essa ou aquela igreja, Adriana, esse ou aquele deus, a questão que coloco é mais ampla. E se o Kaká anda contundido certamente não tem relação com essa ou aquela bispa. Acho que não é esse o caminho. Abs.

    • Luciano Pinheiro

      Me desculpe mas ela não voltou a ser católica. Penso que se o Kaká estivesse solteiro, estaria ainda na renascer. Mas como para a mulher dele fazer parte da Renascer estava “queimando o filme” ela o influenciou a sair. O Kaká já disse que quando parar de jogar vai ser pastor, porque ele sabe no que ele crê e não está firmado em homens ou nessa ou naquela igreja.

  • Victor

    Janca, o X da questão é o dinheiro. O que está por trás de tudo isso é $$$. Por trás das religiões, da mídia, do futebol, do MMA, de tudo. Estamos numa sociedade capitalista desde que o homem se entende por homem e tenho costume de dizer que o socialismo ou o comunismo não passavam e não passam de uma outra forma de capitalismo, que é a cereja escancarada para uns poucos enquanto o resto fica com a merda toda. No capitalismo é a mesma coisa com um disfarce que muitos chamam de democracia.

    • janca

      Estamos de acordo, Victor, as classes hegemônicas usam a religião inclusive para isso. Por conta do dinheiro, da manutenção de um status social, econômico e político. E por trás de tudo isso não deixa de estar, como sempre, a tal da grana. Abs. e ótima quarta, Janca

  • Johannes

    Boa tarde João,
    Lembro na decada de 90 de alguns zagueiros que se diziam atletas de cristo, não vou citar nomes mas alguns desciam a lenha com uma vontade…rs. Concordo com você que Deus deve ter coisa melhor para fazer do que torcer pra esse ou aquele. A religião ou apelo aos céus entretanto é parte da nossa humanidade, uma abstração que segundo alguns paleoantropólogos nos distingue de outras espécies, essa fé é muitas vezes incoerente com aquele ao qual se pede proteção, como é no caso de Jesus de Nazaré, pois a despeito das cruzadas, inquisição e dos abusos cometidos em nome de uma suposta fé, a violência não consta como um ensinamento de Jesus Cristo. A despeito disso não acho estranho as manifestações de alguns atletas, e suas devoções religiosas, são coisas de gente mesmo e gente é um bichinho esquisito. Poderiamos mudar o nome da espécie, de homo sapiens para homo ambiguos…rs

    • nilú

      Olá!
      Pois é Johannes, sem emitir uma opinião religiosa, falando apenas de um ser humano que ao que tudo indica existiu, chamado “Jesus Cristo”, quantas distorções já não foram feitas nestes 2000 anos, de seus ensinamentos e modo de vida … Olha que coisa, eu pensei que este post fosse ficar lotado de comentários, com todo respeito, não querendo comparar, mas já comparando, comentários e opiniões contrárias, como as que surgem quando o João se coloca favorável ou não a respeito de algum time, etc.
      E digo mais, este post tem muito conteúdo para se discutido, mas…
      Vc tem razão:” Gente é um bichinho esquisito’… Mundo mundo…
      Abs.
      Nilú

      • janca

        É, Nilú, pelo que me consta Jesus foi um revolucionário, pregava uma série de coisas que não estão sendo seguidas e em nome dele o que a humanidade tem aprontado nestes 2 mil anos não está escrito. Uma ótima quinta pra você, chuvosa aqui em SP, João

      • Johannes

        É isso Nilu, João Carlos, alguns não entenderam a mensagem e outros convenientemente fingiram não entender….como costuma escrever o João Carlos ..vida que segue.

    • janca

      Oi Johannes, bom dia pra você e de fato vivemos num mundo incoerente. Mundo de incoerências internas e externas. Acho que a fé, a concentração e o poder mental podem até ajudar, mas fica fácil colocar tudo o que acontece sob responsabilidade de um ser superior e tirar da gente qualquer tipo de responsabilidade sobre o que acontece no mundo. Também, que eu saiba, Jesus nunca pregou a violência, é que fazem muitas coisas em nome dele, em nome das religiões, como as “Guerras Santas”, que de santas não tinham nada, Cruzadas, Inquisição e por aí caminha a humanidade. Abração e uma boa quinta pra você, João

  • Maurovski

    Olá, João. Mais uma vez com o dedo na ferida. Concordo com você. Acho uma hipocrisia absoluta. Que tenham a sua fé, assim como tenho a minha, respeito a de todos, mas não façam disso o condão das suas vitórias, muito menos queiram nos fazer engolir que são praticantes dos preceitos de Cristo. Se no futebol já soava falso, o que dizer do MMA? Usem sua religiosidade de outra forma, ajudando o próximo com ações caridosas, tratando as pessoas com respeito, sendo honestos, praticando o seu esporte de forma limpa (no caso do MMA é difícil, pois não acho esporte, mas tudo bem), enfim, que sirvam de exemplo, pelo menos, como atletas e cidadãos, já está bom demais.

    • leandro gomes

      meu irmao e mais praticante q eu, e um dia eu chamei a atençao dele ( jogavamos no mesmo time ) por ter impedido um gol contra o nossa equipe colocando a mao na bola, e disse q independente de religiao isto e um reflexo da nossa sociedade q quer levar vantagem em tudo, so q por ele ser evangelico deveria ser o primeiro a tentar dar o exemplo. me desculpe se falei alguma besteira escrevo mal e tentei colocar a historia da melhor maneira possivel.

      • janca

        Oi Leandro, fique tranquilo que deu para entender seu recado. Abração e boa quinta, João

    • janca

      É, Maurovski, agora que começam a aparecer os lutadores de Cristo há um quê de estranhamento ainda maior do que havia no futebol, pois é esquisito você surrar seu adversário até não poder mais, sair comemorando, apontar para o céu e dizer que a vitória não foi sua, foi de Jesus, Deus ou o nome que queiram dar de acordo com a fé e a religião de cada um. É um “esporte” muito violento, se é que pode ser considerado esporte, como você bem colocou, eu também tenho minhas dúvidas. Abração e desculpe pela demora na resposta, João

  • leandro gomes

    janca sou evangelico, mas concordo plenamente com vc, acho ridiculo o cara pedir a qualquer ser superior em que acredita, a vitoria em qualquer competiçao esportiva. pratico varios esportes e a unica coisa q peço e q todos saiam bem de dentro do campo ou tatame ou qualquer lugar q esteja ocorrendo a pratica esportiva.

    • janca

      Oi Leandro, também acho muito válido pedir proteção, o que for, para que ao final de um jogo de futebol, por exemplo, todos saiam bem, não se contundam, não se machuquem, o que é estranho é ver numa modalidade como o MMA o sujeito pedir algo assim ou agradecer por isso depois de ter arrebentado o rosto do rival com cotoveladas, murros, chutes e outras coisas mais. Ontem, no final do jogo da Portuguesa contra o Palmeiras, a Lusa havia cedido o empate, 1 a 1, mas seu goleiro ficou rezando e agradecendo os céus por não ter se contundido nem terem se contundido seus companheiros. Não pelo empate, nem ficou reclamando de Deus por não terem conseguido segurar a vitória. Abração pra você, João

  • Paulo

    O nome que se dá a isso é hipocrisia. A Globo tenta passar a imagem de bons moços pra defender o esporte porque percebeu que vai ganhar muito com ele. Dizem que é o que mais cresce no país. O povo gosta de cenas de violência. Sabe qual o grito preferido do público? “Ê, vai morrer”. E depois o pessoal vem falar de Deus? Licença.

    • janca

      O próprio pessoal do MMA, que antes era conhecido como vale-tudo, tem trabalhado muito bem o marketing para conseguir mais mídia. E infelizmente virou um fenômeno. Com muito mais regras do que nos anos 90, por exemplo, e muito mais dinheiro também. Mas ainda é proibido no Estado de Nova York, sabia? Abs. Janca

      • janca

        Caso você tenha interesse hoje tem um artigo muito bom em “O Globo” do Veríssimo, criticando o MMA e lembrando dos bons tempos de Ted Boy Marino, tempos do telecatch, que era um circo. E circo no bom sentido, porque as pessoas usam os termos circo e palhaço hoje em dia pejorativamente. Grande abraço, Janca

  • Barcelusa 2012

    Dando uma de Jô Soares, “sem querer mudar de assunto mas já mudando”, a Portuguesa ontem empatou mas jogou melhor do que na estréia, não achou? Fui ao Pacaembú e tinha muito pouca gente, isso que me espantou um pouco, Janca. A fórmula de disputa não é muito boa mesmo. Abraço pra você, Barcelusa

    • janca

      Oi Barcelusa, respondi pra você no post seguinte, já que você “repetiu” o comentário e a pergunta lá. Abs. Janca

  • Alfredo Salgado

    “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus” 1 Corintios 10:31

    Um atleta de MMA tem como profissão aquele esporte e, como cristão, deve glorificar a Deus no seu trabalho. Não adianta eu me alongar, como pedirei que você glorifique alguém que você não conhece plenamente? Tente conhecer aquele que glorificou a Deus até mesmo na sua morte (Jesus) que você compreenderá facilmente aqueles que glorificam nas lutas e nos outros esporte!

    • janca

      Então se você mata alguém faz isso para a glória de Deus? Sinceramente não entendo, Alfredo.

      • Alfredo Salgado

        Há casos e casos, Janca! Matar é um crime, claro que tem a discussão da motivação, mas no geral é um crime! Lutar MMA não é crime, é uma profissão e por isso dignifica o homem. Sua comparação não tem nada a ver!

        • janca

          É por isso que eu digo, Alfredo, há casos e casos. Neste ponto concordamos, o que mostra que sua citação não tinha nada a ver. E tem muito assassino que depois diz que encontra Deus na prisão ou que agiu em nome de uma entidade superior, usam Jesus, Deus, Alá, o que for para justificar qualquer coisa.

  • Felipe

    Boa-tarde, João!

    Antes de mais nada respeito todas as opiniões expressadas nos comentários e, vendo que há respeito nas diversas opiniões dadas, resolvi me expressar também.

    Sou Cristão, mas já adianto que tudo o que escreverei é um ponto de vista meu e não pretendo evangelizar ninguém aqui.

    Como disse, sou cristão, mas apesar disso não me deixo levar pelas doutrinas religiosas. Explicando melhor: minha referência sempre é Cristo, pois, infelizmente, a religião distorce alguns princípios. Hoje, infelizmente, a fé das pessoas tem servido para usar Deus como muleta, atribuindo a Ele a culpa ou honra por ter conseguido ou não algo. É uma posição mais cômoda para um possível fracasso. Sou partidário de que Deus já disponibilizou tudo do bom e do melhor, basta tomarmos posse disso. Quanto as dedicatórias à Cristo nas lutas de MMA ou outros esportes, acho válido. Não que a vitória ou derrota tenha sido causada diretamente por Jesus, mas por dois motivos em específico (um cristão e outro secular):
    Cristão: render glória à Ele em tudo o que um cristão faz. Como uma espécie de agradecimento pelo o que ele fez por nós (a salvação);
    Secular: Ora, se Jesus foi, acima de tudo, um homem, porque não dedicar uma conquista a ele, assim como há dedicatórias a entes queridos que já faleceram ou ainda hão de nascer?

    Resumindo: Não acho que seja algo tão superfícial de ser avaliado como “Foi Cristo quem me deu a vitória”, acredito que é algo mais íntimo de quem segue a Cristo. Um sentimento de gratidão.

    Espero ter conseguido ser claro em meu ponto de vista.

    Um abraço!

    • janca

      É que acho que tudo depende do que você considera uma conquista. Tem muito político que faz o que faz e depois glorifica Deus, Jesus, seja lá o que for, Felipe. Grande abraço, Janca

      • Alfredo Salgado

        Janca, não tente ver os cristãos como alguém que não erra. Esses que glorificam a Deus com coisas erradas (aos olhos secular e cristão) não estão glorificando genuinamente.

        Tente enxergar um cristão como alguém que luta diariamente contra os pecados.

        • janca

          Oi Alfredo, mas eu não vejo o cristão como alguém que não erra. Todos nós erramos. Respeito sua fé, sua crença e sua luta diária contra o que você chama de pecados. O que contesto é quando as pessoas falham _e todos nós falhamos_ e depois dizem que o fizeram por obra dos céus. Assim fica fácil e tiramos a responsabilidade dos nossos ombros. Abração, Janca

  • Alfredo Salgado

    Já pensou em ver a resposta do Fulano A que vc não cita o nome, mas fica claro que tá falando dele?

    Assista ao vídeo do Victor Belfort que explica bem a sua dúvida:

    http://www.youtube.com/watch?v=n1AI-090ZC8

    • janca

      Eu não estou falando do Victor Belfort, de ninguém especificamente, porque isso é algo generalizado e que tem marcado lutadores brasileiros. Até já me escreveram dizendo que estava me referindo a um lutador chamado Edson, a outro que lutou nos Estados Unidos, a um da Rocinha, por isso que digo que a discussão é mais ampla, não trato de A ou B.

      • Alfredo Salgado

        Desculpa então, mas assista ao depoimento do Belfort, é bem interessante!

        • janca

          Pode deixar, Alfredo, vou ver sim. Mas fico contente que você tenha entendido que não me referi a nenhum atleta especificamente, porque se fosse um caso só nem escreveria sobre o assunto ou trataria de nomear o atleta. Citei o Kaká pois ele sim teve um entrevero público com o Juca Kfouri durante a Copa da África. Abração e obrigado pelos seus comentários, mesmo que diverjamos sobre isso ou aquilo, diferentes opiniões, desde que dadas com respeito, como parece ser seu caso, têm que ser respeitadas. O Felipe também foi muito educado da maneira como colocou as ideias dele. Abs.

  • Felipe

    Bom-dia, João!

    Sou cristão e me basearei em minha crença para tentar responder a questão. Mas já aviso que não estou tentando “evangelizar” ninguém por aqui.

    Bom, como disse, sou cristão. Mas apesar disso não me deixo levar pelas doutrinas religiosas. Explicando melhor: minha referência sempre é Cristo, pois, infelizmente, a religião distorce alguns princípios. Hoje, infelizmente, a fé das pessoas tem servido para usar Deus como muleta, atribuindo a Ele a culpa ou honra por ter conseguido ou não algo. É uma posição mais cômoda para um possível fracasso. Sou partidário que Deus já nos deu tudo do bom e do melhor, basta tomarmos posse disso tudo. Logo se triunfarmos ou fracassarmos, a culpa é nossa e não dEle.

    Quanto as dedicatórias à Cristo nas lutas de MMA ou outros esportes, acho válido. Não que a vitória ou derrota tenha sido causada diretamente por Jesus, mas por dois motivos em específico (um cristão e outro secular):
    Cristão: render glória à Ele em tudo o que um Cristão faz, como uma espécie de agradecimento pelo o que ele fez por nós (a salvação conquistada na cruz);
    Secular: Ora, se Jesus foi, acima de tudo, um homem, porque não dedicar uma conquista a ele assim como há dedicatórias a entes queridos que já faleceram ou ainda hão de nascer?

    Resumindo: Não acho que seja algo tão superfícial de ser avaliado como “Foi Cristo quem me deu a vitória”, acredito que é algo mais íntimo de quem segue a Cristo; um sentimento de gratidão.

    Não sei se consegui ser claro quanto ao meu ponto de vista, mas tentei.

    Um abraço e um ótimo dia chuvoso (para os que estão aqui em sampa)!

    • janca

      Dentro do possível um ótimo dia pra você também, Felipe, um dia complicado, para não dizer outra coisa, depois do que aconteceu ontem à noite no Rio. Grande abraço, João

  • Mingorance

    Acredito que exaltam Jesus por causa do “Em tudo dai graça!” E não por que foi Jesus que bateu ou Jesus que chutou a gol. Todos os atletas sabem que se não treinar, não se dedicar não vão alcançar os objetivos. Mas uma coisa é verdade, numca vi um goleiro dizer que o frango que tomou foi por causa de Jesus.

    • janca

      Risos. Também nunca vi um goleiro atribuir o frango a Jesus… Abração, Janca

      • Ricardo Borges

        Tanto a Vitória quanto o fracasso em alguma coisa, é consequência da vontade de Deus ou da falta de determinação e força de vontade aplicada naquilo, pois apesar de um atleta estar muito bem preparado, ou qualquer outro profissional, este pode não conseguir ser vitorioso por conta da vontade de Deus. Não por que Deus não queira que ele seja, mas para coloca-lo numa posição de humildade, tratar uma caracteristica pessoal da pessoa como o caráter por exemplo e até mesmo para se superar. Tudo tem um propósito.Se todos os Cristãos ganhassem tudo só por serem Cristãos os não- Cristãos seriam miseráveis…e o Sol Nasceu para todos, todos foram criados do pó e ao pó voltarão, a chuva molha todos e a cruscificação de Jesus foi para todos. Se dizer Cristão não é ser melhor que ninguém, é ser diferente onde a maioria agiria da mesma forma. É ter fé quando tudo está bem ou mal.É dificil ser Cristão, por isso muitos se corrompem e outros se convertem.

  • Jr

    João, se Deus estivesse na luta coitado dos adversários. Se um simples mortal fosse enfrentar o Criador…kkk.. Se até o diabo foge!!! Mas sem brincadeira, eu realmente sou contra levar escrito no calção Jesus por que a intensão de homenagear a Jesus é interessante, porém abre um precedente ruim para todos. Explicando: Na materia semi ótica é ensinado que aquilo que você vê primeiro é o que sempre fica na sua mente e quando o Vitor Belfort lutou com o Anderson e perdeu, a sensação que passou foi que Deus tinha sido derrotado com um chute no queixo. A manifestação religiosa é importante, traz bom testemunho, traz referência e isso é bom para o jovem, mas não podemos exagerar. Sou pastor evangélico e agradeço a Deus todas as coisas e se porém eu perder uma luta eu agradeço assim mesmo por ter me dado uma chance de lutar, levantar e tentar de novo. Abraços

    • janca

      Oi Jr, interessante a colocação que você faz sobre a impressão de que quando um “lutador de Cristo” perde ele passa a imagem de que foi Deus quem apanhou. Mas repare que normalmente é quem ganha que reverencia Deus e agradece por ter vencido, atribuindo a vitória aos céus, a derrota já nem tanto… Abs. pra você, João

      • Jr

        É vero…abs

  • Guilherme Bernard

    Amigo, você que é tão entendedor do esporte, compare as lesões ocorridas no futebol (por exemplo) e no MMA. Qual esporte é violento mesmo ?

    Segundo, é um esporte de luta. MMA = Mixed Martial Arts. Ou seja, artes marciais misturadas. Quer dizer então que Karatê é bacana, Jiu Jitsu é Bacana, boxe é bacana, etc. Mas se juntar não pode ? É violento ? Para completar, o principal evento da categoria que é o UFC tem a melhor assistência médica e a maior preocupação com a integridade dos atletas que qualquer outro esporte.

    Sobre esta parte: “Ganha quem treina melhor, aprimora a força física e mental, está num dia mais propício quando sobe ao octógono, desenvolve técnicas de nocaute e finalização, não quem reza mais. Ou quem Cristo quis escolheu.”. Isso já é uma questão de fé e se você não acredita, não duvide da dos outros. Como John Jones tem tatuado, Filipenses 4:13 – Tudo posso naquele que me fortalece.

    Grande abraço.

    • janca

      Boxe não é bacana, é diferente de judô, por exemplo, provoca uma série de neurotraumas. As lesões provocadas pelo MMA são consideradas mais graves, especialmente devido às pancadas na cabeça, cujas consequências veremos lá na frente, infelizmente. Sem falar que é uma agressão ao corpo o cidadão perder 10 quilos de um dia para o outro, tomar soro para recuperar o peso em 24 horas até a luta, um internauta apontou um estudo sobre problemas cardíacos e câncer de fígado e pâncreas em atletas ou ex-atletas jovens nos Estados Unidos, questiono a essência do esporte. E também acho estranho este papo de que “tudo posso naquele que me fortalece”. Posso matar se achar que isso me fortalece? Acho que não, embora o especialista (não entendedor, mas especialista) em bíblia de fato não seja eu. Grande abraço e uma boa sexta pra você, Janca

  • Ricardo Borges

    Boa Noite Sr. Janca, Sou Cristão e conheço as atitudes desses atletas. Considero uma atitude excelente, e isso não tem nada haver com a questão de Jesus Cristo torcer pelo esporte ou não.
    O esporte é a profissão desses atletas como qualquer outra profissão descente e de boa conduta moral, e o ato de atribuir as suas conquistas a Jesus demostra a gratidão de alcançar um objetivo.
    Sendo gols marcados em um jogo, sendo a vitória por socos em uma luta que ao meu ver, é uma luta ética, e disciplina os atletas que praticam a obedecerem regras que não interferem na conduta moral e no comportamento dos mesmos, temos que agradecer a Deus por todas as coisas.
    O que Jesus ensinou é não sermos desobedientes as nossas autoridades, pois assim estariamos desobedecendo a Deus.
    O que Ele ensina é para darmos graças a Deus por tudo na nossa vida, momentos bons ou ruins.
    Até entãos autoridades resposáveis entendem tanto o futebol quanto o MMA um esporte e não um “ato de violência” e quando os atletas aceitam entrar na sua prática, corcordam com as regras e as suas consequencias( sangue soco, ossos quebrados etc.). No final eles até se abraçam!!!
    Quem faz isso tornar-se violência ou não é o próprio Homem. Isso de acordo com a ótica e quando desobedecem as regras. Assim também acontece com outras coisas no mundo. Não é culpa de Deus, é culpa do Homem, a fome por causa da desigualdade social, as guerras por causa da ambição pelo poder, as catastrofes por causa de desmatamento desenfreado, poluição descontroladas, erros de projetos etc.
    Se olharmos Cristo como um ser inacessível, nunca vamos entender a relação de Deus e os homens.
    A verdade é simples, Deus é Pai e nós filhos, essa é a relação. Ele nos ama e o que importa é o que o “coração” da pessoa é.
    Qual o mal que um Cristão faz para a sociedade, que mal causa uma pessoa agradecer a Deus?
    O Cristão, as igrejas sérias hoje, fazem um trabalho social incrível, o que representa uma economia para o governo.
    Não podemos tentar deduzir o que Deus deve estar achando ou como está se sentindo por causa de Cristãos ou não-cristãos que fazem certo ou errado, que lutam ou jogam futebol ou que são jornalistas, temos que nos preocupar com nossa própria conduta. Deus mesmo se encarregará de corrigir cada um.
    Deus abençoe você Sr. Janca

    • janca

      Ok, Ricardo. Mas acho que o mal que um religioso, seja ele de que linha ou religião for, faz à sociedade é tentar impor a ela seus dogmas. É pensar mais em Deus ou seja no que for do que no próximo. Abs.

      • Ricardo Borges

        O problema maior é que o homem pensa menos em Deus do que deveria ser, pois se pensássemos mais NEle teríamos mais respeito e amor pelo próximo.
        Infeslimente tenho que concordar que como existem maus médicos, maus jornalistas, maus policiais, maus profissionais de qualquer área, temos maus religiosos, que usam a fé como ferramente para ludibriar. è um erro também, pois quem se deixa levar é porque não lê as escrituras sagradas e não busca mais informação para entender se aquilo está certo ou não.

        Mas temos o livre direito de escolher por nossa própria capacidade de raciocínio e entendimento o que é bom para nós.
        Assim como um vendedor quer vender algo, um político quer seus votos, um jornalísta fazer uma crítica, um programa de tv seja de qualquer gênero as vezes tentar induzir os que assistem, um “religioso” tentar passar ao próximo o que acredita por crer ” na paz interior”, e até mesmo o ateu defender sua ótica sobre a não existencia de um ser superior, todos têm o livre direito de falar, ouvir e aceitar ou não o que lhe é oferecido.

        Mas esses assuntos são muito profundos, e devem ser analisados com coerência por cada um e dado o devido crédito aquilo que está certo, retendo o que é bom e excluindo o que é ruim.

        O verdadeiro foco desse debate (a luta) já nem faz mais sentido pois o debate já tomou outra “direção”.
        O importante é que a ética e a conduta desses lutadores, jogadores ou profissionais no momento de exercício do seu direito não está afetando ninguém.Então Acho que é irrelevante a forma que se comemora caso esteja dentro dos padrões aceitáveis, respeitáveis e normais da sociedade em geral.

        Agradeço a sua resposta Sr. Janca, Me fez pensar na minha própria conduta todos os dias e analisar se estou sendo negligente com meu próximo e com Deus também.

        Abraços

        • janca

          Valeu, Ricardo, um abraço pra você também e um ótimo final de semana.

  • Hendrick

    Discordo do que foi falado, primeiro o MMA é um esporte com árbitros e médicos portanto não é apenas bater no cara e fazer ele apagar, quem escreveu isso pegou algumas partes e jogou para o lado que ele queria, talvez por não gostar do esporte, mas isso e problema dele, mas tudo tem regra e tudo tem limite dentro desse esporte também, no artigo fala “O sujeito quebra o maxilar do rival, arrasa seu rosto, abre a testa, tira sangue da orelha, faz o adversário dormir e sai comemorando e agradecendo Jesus, dizendo que o mérito foi dele. Por ter apagado o outro? Teve o dedo de Cristo aí?”, o lutador ao agradecer a Cristo não quer dizer que o próprio Deus desceu la no octógono e bateu no adversário do lutador cristão, isso significa que Deus deu força pra ele vencer naquilo que ele pratica, se você vê o MMA como uma rincha de galo não significa que seja isso, MMA hoje é um esporte como qual quer outro, Deus não se envolve nisso, mas ao cristão agradecer a Deus é só um modo de engrandecer o nome de Deus

    • janca

      O fato de ter regras, Hendrick, não quer dizer tanta coisa assim. Regras e códigos de conduta, como costumo dizer, até mafiosos têm. É um direito das pessoas gostarem ou não do MMA, de fato em alguns momentos o “esporte” me lembra rinha de galo, sim, o que não significa que seja, como você mesmo colocou. E por que Deus daria força para A vencer e não para B? Essa minha dúvida, o que não consigo entender. Abs. e boa sexta pra você, João

      • Ricardo Borges

        mafiosos têm suas condutas ilicitas sim, e que não serve para a sociedade, apenas para aqueles que aceitam. No caso de Deus dar a força para um vencer uma luta ou não é 100% verdadeira, pois vai ser dado a oportunidade de vencer àquele que merece vencer, que treinou mais e está mais preparado.
        O que acontece é uma confusãozinha na hora da comemoração que pode ser duas coisas:
        Os lutadores pela euforia do momento comemora tanto que diz que Deus deu a ele a oportunidade vencer, o que é verdade conforme descrito no começo deste post. Ou pode haver uma dupla interpretação, normalmente o que foi dito pode não ser o que foi entendido ou vive-versa.
        A verdade é a seguinte, Deus não abençoa quem não trabalha, quem não se prepara, quem não estuda, quem não treina etc. nada é fácil! e felizmente estamos debaixo da vontade DEle. Pois se tudo fosse do jeito que queríamos..aff! catastrofe!

  • Edson

    Interessante o seu artigo, ou melhor o seu desabafo. Isso que você escreveu não é nenhuma novidade, se fosse buscar mais informações poderia ajudar mais, a preocupação com o envolvimento de religião e esporte e traçada em alguns versículos bíblicos. Com certeza isso não dá motivos para uma apologia à prática. Mas o quê mais incomoda você? E realmente a sua preocupação com a religião? Ou está incomodado com o sucesso deles? Se eles agradecessem a qualquer outro que não fosse Jesus, você ficaria irritado?

    • janca

      Não estou irritado, acho que você que ficou p… da vida com meu texto. Acontece… Se tivesse lido com atenção, Edson, não se trata de dar os méritos a Jesus, Maomé, a quem for. Não é essa a questão que coloco. Não estou fazendo apologia da religião A, B ou C. E não se trata de desabafo, são questionamentos que fiz e que você, no caso, não ajudou a responder, o que também é um direito seu.

  • No

     

    Mais um perseguidor do evangelho no Brasil?
     
    O sr.João Carlos Assumpção, utilizando-se de uma ferramenta,um meio de comunicação escrito, não somente para falar de esportes mas para falar contra um grupo já consolidado no seio da sociedade brasileira, usando de artifício e dissimulação para fazer críticas mentirosas e caluniosas não só aos atletas Cristão, mas a toda uma comunidade que cresce a cada dia em nossa nação. Triste como o “Jornalista” se perdeu em suas palavras.
     
    Sr. João “jornalista” não esta incomodado com os Cristãos no esporte, seja ele Futebol, Basquete, Volei, Natação, ou mesmo o MMA (Mixed Martial Arts).

    Na preocupação demonstrada através de suas críticas fica evidente sua repulsa contra os Cristãos Evangélicos.
    Mas não se enganem ele apenas esta incomodado com o crescimento dos Evangélicos em todas as camadas da sociedade, seja nos esportes, no meio cultural, empresarial, acadêmico, etc…
     
    Com certeza o “jornalista” dever ficar muito incomodado quando um homem ou mulher de Deus glorifica o nome do Senhor Jesus ao falar que o Senhor é o Salvador de sua vida, que sem ele nada podemos fazer, que Jesus esta voltando, que Senhor Jesus é o único caminho para conciliação do homem com Deus, único caminho que conduz a vida eterna.
     
    O “jornalista” fica na verdade incomodado com o poder destas palavras em um meio de comunicação poderoso como a televisão, fica claramente temeroso com estas palavras ecoando nos quatro cantos do mundo através da boca de um atleta de Cristo, de um Evangélico.
     
    Na verdade ele pensa que o povo de Deus ainda é aquele que as novelas retratam como João-ninguém, bobos, mal trajados, coitadinhos com uma Bíblia na mão, um bumbo e um pandeiro na outra no meio praça gritando e sendo taxados como loucos, de pouca cultura de baixo bagagem acadêmica.

    Resumindo, ele acha que o povo de Deus é alienado e deixa se influenciar por esta mídia coagida e podre. Não deve ser nada fácil escrever para um jornal de tanta relevância para sociedade brasileira com é o jornal de esporte Lance.

    Uma má noticia para o Jornaleiro… Ooops! Desculpe senhores Jornaleiros! quis dizer para o “Jornalista” João Carlos Assumpção, do Lance!
     
    Jornalista João Carlos, os evangélicos não precisam de sua aprovação ou de quem quer que seja, para praticar este ou aquele esporte. Isso é um particular de cada homem com Deus.

     
    *O número de evangélicos no Brasil passou de 15% para quase 18% da população, conforme estudo inédito feito pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em 2015 mais de 20% da população brasileira será evangélica.

    Obrigado Jesus!

    Sr.João Carlos Assumpção Deus te Abençoe!
                Se bem não fizer, mal não vai fazer…

    • janca

      Menos rancor no seu coração, menos rancor e menos preconceito contra os jornaleiros. Se achou que ia me ofender me chamando de jornaleiro, você, que não quis se identificar, não conseguiu, pois a profissão de jornaleiro é extremamente digna, mesmo que no íntimo você não veja assim. Abs. e um ótimo final de semana pra você, João

      • janca

        E não fique com raiva. De verdade, fique em paz. Abs.

    • nilú

      No

      Vc já deve ter lido como cristão, a vida de Jesus Cristo, um homem que passou pela terra sem jamais proferir uma palavra de ódio, rancor, ou crítica , contra um outro ser humano, e ele tinha o poder da palavra, pois mesmo sem nenhum meio de comunicação moderno como todas as religiões fazem uso hoje, apenas suas idéias de boca em boca , se perpetuou até hoje, e detalhe, jamais pedindo o dízimo, a niguém, acho que ele nunca soube nem o que seria isso, que seus “seguidores”e arrecadam em seu nome agora!! Desculpe João, pois esse não é um comentário pertinente para o teu blog! E detalhe , não não suas as minhas palavras (idéias), são só minhas mesmo! Quem tem paz no coração, já te o caminho!!! No (de non.sense)_rs Nilú

  • Angelo Sanches

    Bom levando em consideração que o MMA seja um esporte e não “pancadaria”, alguns atletas agradecem as vitórias no esporte a Cristo, o questionamento se baseia no fato de Cristo intervir a favor de um ou de outro, não acredito que só a fé seja o bastante para se vencer uma luta a preparação tbm é muito importante, mas se um atleta agradece a Deus pelas vitórias no esporte e não por simplesmente bater em alguém deslealmente sem regras para estabelecer o combate, tem a total liberdade, pois todos tem o direito de livre expressão de suas crenças, acho totalmente errado proibir essas expressões pois violam esse direito fundamental de cada ser humano. Os Cristãos que agradecem a Deus as vitórias (ou até mesmo as derrotas) se baseiam num trecho da Bíblia que diz “Em tudo dai Graças” (lembrando que não concordo com violencia, e levando em consideração o MMA como esporte). Manifestações de fé não devem ser cerceadas num estado Laico.

    Sou Cristão, tenho fé e acredite ela não me cegou….

  • Ricardo MS

    Se “preocupar”? Vc não sabe o signifivado da palavra. Vc precisa conhecer a ideia dos lutadores e jogadores. Eles são seres humanos e têm família.
    Até para sua concentração e motivação eles precisam de Jesus. Jesus é quem os motiva.

    Eu sei que vc quer polemizar com esse assunto. Só assim vc pode se promover(aparecer). Pelo jeito vc conseguiu. Religião é um bom negócio. kkk
    Até eu tô te dando bola. kkk (ironia)

    • Ricardo MS

      Janca, vc precisa conhecer mais sobre jesus. VC precisa buscar conhecê-lo. Ter uma experiência espiritual. Só assim vc vai entender.

      • Ricardo MS

        Seu papel é gerar debate e compartilhamento de ideias. E não obter respostas às suas indagações. Elas são para o debate.

        Mas qual sua opinião sobre isso. Qual a postura de jesus no Octógono?

        valeu

        • janca

          Que eu saiba Jesus não entra no octógono. Por acaso você acha que entra? Eu deixei claro que acho que não. Mas se você o vê lá dentro e enxerga Jesus surrando um dos lutadores, ok, tem visão melhor do que a minha. Cada um com a sua. Abs. e bom sábado

      • janca

        Mas certamente não dentro de um octógono.

  • Luciano Pinheiro

    É claro que Cristo não tem nada a ver com as vitórias ou derrotas em eventos esportivos. Vence quem se prepara melhor, quem está melhor psicologicamente. E é aí que Cristo atua. Na alma da pessoa dando lhe paz, alegria, auto-controle etc. Se a pessoa venceu e quiser dedicar a vitória a Cristo, direito dela. Mas é ignorância atribuir a vitória a Jesus, o mesmo que afirmar que Jesus faz acepção de pessoas. A religião nada tem a ver com o esporte em si. É como diz aquele ditado: Se macumba ganhasse jogo, campeonato baiano terminava empatado,
    Só não concordo com o comentário sobre o templo, me soa como um preconceito religioso. A liberdade de religião deve permitir que existam templos em qualquer lugar, o trânsito é responsabilidade do governo, se fosse assim, teriam de tirar a Basílica de Aparecida do Norte porque congestiona a via Dutra nos dias de Nossa Senhora Aparecida, teriam que fechar os estádios de futebol em dias de clássico e etc.

    • janca

      Oi Luciano, concordo com o que você coloca, é um direito da pessoa dedicar a vitória a Cristo ou a quem quiser. E a fé, de repente, pode até ajudar na concentração, na força mental, no preparo psicológico, por que não? Mas ganha quem treinou mais, quem está mais preparado etc. e tal, como você diz. Sobre o templo não se trata de preconceito religioso. Se fizessem um campo de futebol num local que atrapalhasse o trânsito perto do principal aeroporto do país estaríamos lá reclamando. E parece que a permissão para o templo ficar lá não está mais vigente, o que também é esquisito, pois pergunto então o porquê de terem liberado antes. Sobre Aparecida, a basílica está lá não é de hoje. Mas se fossem inaugurar uma nova ao lado de Cumbica você não seria contra? Eu seria. Seja mesquita, seja sinagoga, seja templo budista. Se atrapalha o trânsito e inviabiliza o acesso ao principal aeroporto do país, como ocorreu no início do mês, é o fim da picada. Não de quem fez o templo, mas de quem autorizou. E podemos fazer nossa parte sendo pessoas bacanas com o próximo, apenas acho isso. Abs. e bom sábado pra você, obrigado pela educação no comentário, João

  • Damaris Aldani

    o que ainda não entendeu é simples….Vc esta olhando pro lado “esporte” demais, (natural).. Seu angulo de visão compreende as justificativas tecnicas, fisicas e pscicológicas para a vitória de um atleta.Mas o ângulo de visão de Deus é diferente. vc me pergunta , que Jesus teria interesse nisso? Ora, se coloque no lugar dele e vai saber: o unico interesse de Deus em tudo são almas convertidas. Será que Deus não usaria simplesmente ” a febre do M.M.A” que hoje é considerado um dos esportes que mais cresce, a fim de atingir os telespectadores??????

    Tenho certeza que Deus age de várias maneiras, nos Esporte, na arte, na dança, na literatura, no governo. Porventura,seriamos nós um povo fechado que aos domingos se esconde nas igrejas??? Estamos fazendo conforme o que Jesus ordenou: ide e pregai o evengelho.

    Não luto MMA, mas quando eu ainda não conhecia a Deus, me perguntava ouvindo esses lutadores em que eu admirava e que atribuem a gloria da vitória a Deus: Sera que com Deus podemos ter qualquer tipo de vitória na vida?

    é isso! Amigo, vejo que tem sede de resposta,ainda não entendeu que lutadores (cristãos ou não) não lutam por sangue, todos tem algum tipo de filosofia de vida, querem passar muito mais doque apenas uma luta com luzes ….eles traçam um parelelo entre oque é Luta física e Luta espiritual.

    • janca

      Não entendi seu raciocínio, mas tudo bem Dalmari. Deus quer almas convertidas para que religião??? Enfim, valeu pela tentativa de me explicar, de verdade, abração pra você e bom final de semana.

  • Wellington

    Isso é matéria de ateu, não vale a pena debater!

  • Fernando Lemos

    Olá,

    O texto em questão se esquece de algo fundamental: a liberdade do indivíduo. Lutamos tanto pela democracia e o direito de expressão (que os jornalistas usam como bem querem!) e quando um sujeito, talvez limitado intelectualmente, expressa publicamente o que pensa, se essa expressão destoa da maioria (ditadura da maioria – ou ditadura da mídia?) é criticado pela sua fé (a crítica não é à fé e sim à confissão da fé). O discurso dos jogadores e lutadores evangélicos obviamente é raso e denota uma má formação. Mas é direito de cada um expressar o que pensa (eu creio no diabo, ou no chiclete santo do bispo fulano!). Num país católico como nosso aposto que se fosse alguém exaltando a “santa Igreja” ou “a santa negra aparecida brasileira” não incomodaria tanto. Eu fico pensando: se os atletas deixassem os deuses nos templos e em seus altares familiares, e na mesma proporção os jornalistas esportivos comentassem esporte, os políticos, política, não seria mais ortodoxo.
    DEIXEM CADA UM EXPRESSAR O QUE PENSA DESDE QUE SEJAM RESPEITADOS OS DIREITOS HUMANOS E A LIBERDADE DO OUTRO.

    — tenho dois amigos jornalistas, um pensa que é deus… o outro tem CERTEZA — lamentável!

    • janca

      Oi Fernando. Interessante você criticar os evangélicos e não os católicos. Quem disse que jogadores e lutadores que enaltecem Cristo são necessariamente evangélicos? E os atletas têm o direito de reverenciarem quem quiserem. Você, de não gostar. Eu, de não entender. Abs.

      • Fernando Lemos

        Obrigado pela resposta! Bom saber que você dá feedback. A crítica foi a todos que não “entendem” o direito democrático de adorar o seu sábia de cabeça vermelha (evangélicos, católicos, satanistas, etc). Mesmo assim, os que gostam de fazer isso (professar nas mídias sua fé) são os malditos evangélicos místicos (neopentecostais).
        Mas a sua premissa é verdadeira… a democracia e o livre espírito te dão direito de não entender o direito de todos terem direito…rs…. Abraços!

        • janca

          Oi Fernando, agora entendi melhor o que você quis dizer, concordamos sobre o direito de todos terem direito de acreditar nisso ou naquilo ou até de não acreditarem ou mesmo “apenas” duvidarem. Grande abraço e bom sábado pra você, Janca

  • Fernando Hugo

    Caro jornalista, não sei se você é religioso, ou cristão, ou adepto de outra crença, mas pelo visto não entende nada do Deus do cristianismo. Primeiro, o Deus que você acredita não é o do cristianismo, se fosse não diria o que disse. Segundo, Deus (do cristianismo) não se preocupa em dar um gol, ou fazer acertar um soco no adversário, ou acertar a bola na cesta, ele não está preocupado com o jogo em si, mas ele se preocupa sim, e muito, com seus filhos! seus desejos, sonhos, projetos, objetivos, pedidos, e etc. Então cabe a você dizer a Deus o que Ele faz ou deixa de fazer, principalmente não o conhecendo. Deus ele quer a vitória de seus filhos em todas as áreas da sua vida, e certamente Ele os ajuda a recebe-las, da forma como Ele quiser e lhe der na telha. Terceiro, “será que Deus está no meio de uma luta sangrenta?”, você questiona, “será que Ele permite isso?” Certamente, você não o conhece, nem seus ensinos, não tem discernimento algum. Em nenhum momento da bíblia (livro de regra de conduta e fé dos cristãos) Deus proibe um soco em sí, ou tirar sangue em sí de alguém. O que Deus ensina é espiritual. Deus disse que ser homicída é pecado, mas também disse que quem simplesmente odeia seu irmão também o é. Não é o fato material, externo em si que Deus reprova. É o sentimento, o desejo espiritual, a motivação. É o “desejo mal” dentro de si que Deus condena, o homicídio é só a exteriorização do desejo interno, o pecado só foi exteriorizado, mas já foi concebido a muito dentro da pessoa. Numa luta de MMA, no esporte, não há sentimento mal nenhum (em regra) em relação aos participantes da luta. É um esporte de livre participação. Ao entrar no ringue, eles estão escolhendo correr o risco de serem machucados fisicamente. Há um comum acordo dos dois em receberm “pancadas”, não existe pecado nenhum nisso, e certamente Deus não o reprova, pois Ele é espiritual. Eles entram no “octógno” acordados, “pode me bater, se conseguir. E me deixe tentar derrubar você também. Quem conseguir primeiro, ganha”. É simples. É um esporte, uma competição, não há maldade, em regra, ou ódio nem nada parecido. É um acordo de dois lutadores. “Pode me bater, se conseguir, eu autorizo”. Portanto, caro jornalista, entenda primeiro a DEUS, depois fale algo. (Ah, e Deus, não está preocupado com guerras, fomes, com governos não!! tudo isso é culpa exclusiva e total do homem!!! o homem escolheu fazer guerra, e deixar o seu próximo com fome, Deus não tem nada a ver com isso, nem se intromete. É dever nosso tudo isso.) Abraço.

    • janca

      Se o homem escolheu fazer guerra e lutar, dentro ou fora do octógono, e Deus, segundo você mesmo diz, nada tem a ver com isso, a vitória ou a derrota é do lutador, não de Deus, que não esta no octógono. E fico contente de ver que você o conhece tão bem, sabe o que Deus quer, o que não quer, é cheio de certezas e sabe que seu Deus, do cristianismo, pelo jeito é melhor do que os outros. Abs.

  • Igor

    vejo o mma como qualquer outra profissão! são atletas profissionais que dedicam seu tempo a aprimorar sua condição física, técnica e concentração. para isso exige muita disciplina, humildade e respeito, que são princípios estabelecidos pelas artes marciais… o atleta se submete a horas de treino e a uma dieta balanceada. todo lutador é instintivamente preparado para aplicar e tambem para absorver golpes. diferente de qualquer outro que não luta! onde eu quero chegar!? em toda profissão, quando realizamos alguma conquista sendo que quem é religioso acredita que todo seu vigor físico e capacidade de se esforçar para conquistar o que almeja. é um auxilio divino! e claro que ele vai agradecer! e o mme não é briga de rua existe regras e os lutadores trabalham para conseguir um bom resultado e deve ter uma atitude ética e profissional se perder… estão no ringue porque amam o esporte e não pq são obrigado e estar lá! e as lutas são peso por peso! estão todos em condições iguais para vencer… não vejo violência no mma e quando atletas agradecem talvez não seja por ter batido em alguém. mas sim pq se esforçaram muito para chegar onde estão!

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