O embaixador Kareem Abdul-Jabbar



Sara Mercado, adida de Imprensa e Cultura do Consulado dos EUA no Rio, e Laura Gelbert, assessora de imprensa do órgão, avisam que Kareem Abdul-Jabbar, maior cestinha de todos os tempos da NBA, fica no Brasil até o próximo sábado, visitando jovens de comunidades carentes do Rio e Salvador.

A iniciativa é interessante, porque o ex-jogador, que fará clínicas de basquete e terá várias conversas com a molecada, ficou conhecido por seus projetos para promover a inserção de jovens na sociedade por meio do esporte e pela lutar pela educação, tolerância social e racial e entendimento cultural entre membros de uma comunidade e os povos em geral.

Abdul-Jabbar foi o fundador da Skyhook, entidade que usa educação e esporte como instrumentos para auxiliar as camadas economicamente mais vulneráveis.

Na semana passada, ele esteve com a secretária de Estado Hillary Clinton para discutir sua nova função como embaixador cultural global dos Estados Unidos.

Bacana que o Brasil tenha sido incluído nas viagens da ex-estrela do basquete norte-americano pois, como costumo dizer, o esporte é importantíssimo instrumento de inserção social. Tão imprescindível quanto a música, por exemplo.



  • Frederico

    Ele foi o maior jogador da história da NBA, fazia tempo que não escutava falar dele, as pessoas têm memória curta. Lembro do último jogo que fez pelos Lakers numa época em que a NBA era mais valorizada no Brasil e estava virando febre para a garotada. Iniciativa legal dos americanos que sabem valorizar seus ídolos.

    • janca

      Iniciativas como essa são legais mesmo, ainda mais se os ídolos se engajam em projetos sérios, como parece ser o caso do Abdul-Jabbar. As estrelas têm muito a contribuir para o esporte e a sociedade como um todo mesmo quando encerram a carreira nas quadras _ou nos campos, nos tatames, o que for. Abs. e bom dia pra você, Frederico, Janca

      • Barcelusa 2012

        Hoje deixo a Lusa de lado, Janca, porque também gosto muito de basquete e acompanhei o final da carreira desse tremendo jogador. Gostava muito dos Lakers. Gosto dessas fundações dos americanos porque elas parecem mais sérias do que as brasileiras. Aqui criaram muitas Ongs pra ganhar dinheiro. Até ex-jogadora de basquete ganhou com isso. Pegavam dinheiro do governo para fazer alguns projetos que não faziam e usavam dinheiro em benefício próprio. Isso ficou provado no Ministério dos Esportes no Programa Segundo Tempo, você até comentou. Abraço, Barcelusa

        • janca

          Oi Barcelusa, eu também acompanhei alguns jogos dos Lakers, embora gostasse mais do Miami Heat do New York Knicks. Cheguei a comentar sobre as denúncias que envolviam o Programa Segundo Tempo, sim, e também sobre o escândalo de algumas _ou várias_ ONGs no Brasil, que acabavam, segundo investigações, desviando recursos públicos para fins privados, o que é uma lástima. Mas nem toda ONG tem essa finalidade espúria. Há ONGs e ONGs, temos de fazer essa distinção, não podemos colocar todas no mesmo saco. Abração pra você, Barcelusa, e ótima terça, Janca

  • Caio

    Ele ganhou esse nome quando se converteu ao islamismo e é saudável ver os Estados Unidos com um embaixador cultural convertido ao islamismo. Vejo assim.

    • Caio

      Saudável ainda ver os americanos colocarem sempre seus ídolos em boa posição como vocês disseram aí. No Brasil tirando Pelé e uns poucos eles são esquecidos pelo governo e tratados como coitados ou ultrapassados, isso é mal.

      • Fogão Pra Sempre

        No Brasil rei posto, rei morto. Ó o que fizeram com o Garrincha. Em vida homenagem nenhuma. Depois de morto a turma se lembra dele, mas enquanto vivo o enterraram, enterram os caras vivos assim que eles deixam o campo. Esquecem tudo o que fizeram pelo esporte e só vão se lembrar depois que eles morrem.

        • janca

          Oi Caio, oi Botafogo, também acho que o ídolo pode ter uma função social mesmo quando encerra a carreira e não deve ser enterrado em vida, como fizeram com vários aqui no Brasil. Temos a cultura, não sei se só por aqui, mas que sinto estar mudando um pouco, de idealizar as pessoas depois que morrem. Não gosto de idealizar ninguém, embora isso às vezes aconteça e a tendência seja de cairmos do cavalo. Mas o que acho estranho é fulano morrer e virar santo, quando vivo não era nada disso. Voltando à questão das estrelas Abdul-Jabbar foi uma em quadra, acho que ganhou seis vezes a NBA, e pode continuar sendo outra fora delas. O mesmo com Andre Agassi, que tem uma fundação em Las Vegas que desenvolve um trabalho muito bonito, segundo me relataram. Abs. pra vocês, boa terça, Janca

  • Janca, enquanto isso Ronaldo “Fenônemo” e Pelé ficam por aí a bajular Ricardo Teixeira e a Fifa, ao invés de usarem não só apenas seus prestígios, mas sobretudo suas vivências em prol de causas construtivas. Consciência, definitivamente, a gente não vê nos ídolos daqui. Abraço!

    • janca

      Da parte de muitos deles isso falta mesmo. Veja o caso do Ronaldo, escudo do Teixeira, mas certamente não era o caso de um Sócrates, por exemplo. Abração, Janca

      • Alê

        Ronaldo foi exemplo de superação em campo e fora dele, mas trabalhar com o Ricardo Teixeira e proteger o patrão é foda. Ele pode manchar sua história com essa atitude. Deveria ficar só com seus negócios particulares para a Copa.

        • janca

          Também acho que o Ronaldo tem um milhão de qualidades, mas entre elas não está o fato de ter se tornado escudo do Teixeira, não. Abração, Janca

  • josé augusto amorim

    dava gosto ver esse cara jogar, nos anos 70. ainda dá gosto ver os jogos da nba. mas, mesmo com toda qualidade, não dá para comparar a nba de hoje, com kobe bryant, com as épocas de abdul jabar, chamberlain, magic johnson, karl malone e jordan. esses foram anos de ouro para o basquete.

    • janca

      A NBA, como o Campeonato Italiano, que também foi febre por aqui três décadas atrás, de fato perdeu muito do glamour que teve nos anos 70, 80 e principalmente na primeira metade dos anos 90. Abração, Janca

  • Curiosidade:
    Kareem Abdul-Jabbar era aluno de Bruce Lee e luta contra o mestre no filme Jogo da Morte!
    Quem tiver curiosidade de ver, segue o link:
    http://www.youtube.com/watch?v=YHHf3b-cQPk

    Abraço Janca

    • janca

      Oi Conrado, não sou fã de Youtube, mas sabia que o Abdul-Jabbar havia participado de mais de um filme, longe de ser um bom ator. Era melhor nas quadras de basquete. Abs.

  • gustavo

    seguuuura Janca!

  • Mingorance

    Olá, você acha que exista algum atleta brasileiro que possa desenvolver um papel semelhante a esse no Brasil? Talves o Marcos ou Zico?

    • janca

      Tudo bom? Sabe que eu acho, sim? Há vários, entre eles os dois que você citou, Marcos e Zico. Raí não deixa de fazer algo parecido, com a Gol de Letra, que fundou junto com o Leonardo, hoje no PSG. Também temos muita gente capaz. Abração pra você e uma ótima quarta, João

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