Nuzman e as loterias



A divisão dos recursos da Lei Piva tem causado polêmica entre presidentes de confederações esportivas, boa parte insatisfeita com a gestão Carlos Arthur Nuzman, que usaria a verba como forma de manipulá-los e mostrar poder.

Pelo menos seis confederações têm batalhado para marcar uma assembleia e discutir a divisão da grana, criando critérios que especifiquem qual porcentagem caberá a cada entidade.

Questionam também a parte que cabe ao Comitê Olímpico Brasileiro, definida arbitrariamente por Nuzman, presidente do próprio COB, e a que vai para um fundo de reserva.

Idealizada pelo ex-senador Pedro Piva, a lei das loterias destina uma parte de sua arrecadação para o esporte olímpico brasileiro.

Quando Agnelo Queiroz assumiu o Ministério do Esporte no primeiro governo Lula, o COB passou a chamar a lei de Agnelo/Piva, o que descontentou o ex-senador mas ganhou pontos com o então ministro.

Nuzman tornou-se muito próximo de Agnelo e Orlando Silva, que sucedeu o primeiro na pasta de Esporte, mas se afastou dos dois depois que começaram as denúncias de corrupção no ministério.

Também se afastou de João Havelange, que vivia homenageando sempre que tinha oportunidade, já que o ex-presidente da Fifa, abalado por denúncias de corrupção, saiu de cena pedindo desligamento do COI.

As relações de Nuzman, que acumula a presidência do COB com a do Comitê Organizador Local para os Jogos de 2016, com a Rede Globo não são as mesmas desde que a Record ganhou a disputa para transmitir a Olimpíada de Londres, que acontece ainda em 2012, e dos Pans de 2011 e de 2015.



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