Rinha



Já que hoje é dia de MMA no Rio e eu sigo contra a atividade, um internauta que também é contrário à sua prática sugeriu que eu visse o filme “Rinha”, que trata do submundo do antigo vale-tudo. No filme literalmente vale tudo.

Confesso que não vi porque não tenho estômago, mas na troca de e-mails com quem defende o MMA e com quem é contra o esporte aprendi alguma coisa. De uns recebi só agressões, mas de outros não. E mesmo com posições divergentes as pessoas podem se entender, o que é ótimo. Desde que se tratem com respeito.

Ainda quero compreender melhor o universo das artes marciais mistas, saber o que pode levar alguém a praticá-las, pois não é só por dinheiro que os lutadores sobem ao octógono, não, observar o papel da mídia que já entrou com tudo no jogo pois há público, patrocinadores e muita grana rolando, as mensagens que o “esporte”, que sigo colocando entre aspas, passa à sociedade, enfim, assunto não falta.

Conversei com lutadores, jornalistas, médicos _neurologistas têm alertado para os danos que o MMA, assim como o boxe, costuma provocar_, sociólogos e psicanalistas sobre a modalidade e minha impressão segue a mesma. A de que evoluímos muito pouco da Antiga Roma para cá. E a de que boa parte dos lutadores é vítima. Deles próprios, dos organizadores, da plateia, da TV, dos  jornais e da sede de sangue que move a humanidade. Para onde, não sei.



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