Haiti



Se a situação do Haiti já era complicadíssima em 2004, quando a seleção brasileira fez um amistoso para dar um pouco de alegria à sofrida população local, hoje está ainda pior.

Não bastasse a guerra civil que enfrentou, o Haiti não conseguiu se recuperar do terremoto que sofreu em 2010 e que depois de amanhã completa dois anos.

Quem passou por lá retrata histórias de terror, com muita fome, desnutrição, falta de escolas, hospitais, moradia, trabalho e saneamento básico.

Quem foge para tentar uma vida melhor tem passado por situações inimagináveis, perdendo-se em florestas, enfrentando animais selvagens, gente (?) que tenta faturar com a desgraça alheia, às vezes tendo de deixar filhos para trás e vindo parar no Brasil, se não fica pelo meio do caminho.

O jornal “O Globo” tem trazido histórias impressionantes de quem chega ao território nacional via Acre, Amazonas, Bolívia ou Peru.

Histórias que parecem ficção, mas não são. Histórias que lembram o livro “O Que é o Quê”, do norte-americano Dave Eggers, que conta o relato de um garoto que foge do Sudão para ir aos Estados Unidos.

Enfrenta leões, crocodilos, seres humanos (?), passa fome, enterra companheiros, passa anos e anos em campos de refugiados até conseguir realizar seu sonho. Nos EUA conhece o escritor, que coloca no papel sua trajetória e escreve um dos melhores livros dos últimos anos. Imperdível. Por isso, já o citei aqui antes, volto a mencioná-lo aqui.

O que a humanidade fez da África e do Haiti não está escrito, mas relatos individuais humanizam o conflito, as dores, as tragédias e fazem a gente parar para pensar. Ou pelo menos deveriam fazer. Pensar e agir.



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