O acusador



As acusações do juiz Gutemberg de Paula Fonseca, que apontou corrupção contra o presidente da Comissão Nacional de Arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, podem se voltar contra o próprio Gutemberg.

É que, ao “falar” com o fígado, Gutemberg usou termos como “mariquinha” ao se referir a seu chefe e mais cedo ou mais tarde poderá ter que se retratar para evitar punição por discriminação.

Quando tentou demonstrar favorecimento ao Corinthians por parte da comissão presidida por Corrêa, novamente escorregou. Conta que conversaram antes de partida no ano retrasado em que os paulistas venceram o Goiás por 5 a 1 e que, em dado momento, Corrêa comentou que era jogo do Timão.

Segundo Gutemberg, ele entendeu o comentário como um recado. Se o Corinthians perdesse, talvez não fosse mais escalado. Mas por que entendeu assim? O que está escondendo? Porque um recado desses eu entenderia de outra forma. É jogo do Corinthians, então muita gente vai estar de olho, a responsabilidade aumenta, qualquer errinho ganha ou pode ganhar proporções maiores… Até aí não vejo aonde estaria o favorecimento ao Corinthians, não.

E também não entendo o porquê de só agora Gutemberg sair atirando. Provavelmente porque na terça-feira foi retirado do quadro da Fifa pelo próprio Corrêa.

E se tem um dossiê sobre a arbitragem e o dirigente de mais de mil páginas, por que não entregou antes? Era conivente até ser passado para trás? Perguntas que ficam no ar…

Aguardemos os próprios capítulos. E que nada fique como está. Se tem corrupção, os responsáveis devem ser punidos. Assim que ela for comprovada e a participação de cada um no processo também.



  • SANTOS SEMPRE SANTOS

    Janca, as motivações do tal Gutemberg não interessam. Que o Corinthians foi beneficiado pela arbitragem para ganhar o Brasileiro é fato pois todos nós vimos pela TV. Jogo do Corinthians e a arbitragem arruma um jeito de ajudar. Apita diferente do que apita nos outros jogos. Por isso acredito no Gutemberg.

    • janca

      Não é bem assim, santista. Basta você ver os últimos jogos do Corinthians no campeonato e ele foi prejudicado em muitos momentos pela arbitragem, como foi beneficiado em outros, não consegui detectar nem perceber esquema pró-Corinthians, não. Até diria que o time talvez tenha sido mais prejudicado nas últimas rodadas do que beneficiado, o que não quer dizer que houvesse um esquema para tirar o título do Parque São Jorge. E erros de arbitragem acontecem. Se forem propositais aí a história muda de figura. Mas o exemplo usado pelo Gutemberg sobre a conversa com Sérgio Corrêa achei bem fraquinho. “É jogo do Timão, né?” ou algo parecido que o chefe de arbitragem tenha dito por si só não prova nada. Enfim, aguardemos os próximos capítulos. Abs. e bom domingo, Janca

      • Henrique

        Vocês estão se confundindo. A maior parte das denúncias são sobre 2010, quando o Fluminense foi campeão. Ele pouco fala ou entendi errado de 2011.

        • janca

          Ele fala de 2010, mas não sei se se restringe a esse período, pois diz ter um dossiê de mais de mil páginas de acusação. Vamos ver… Só sei que começou mal ao fazer as denúncias, muito subjetivas pelo que vi até agora. Aguardemos… Abs.

  • VAAASCOOO

    Se esse juiz tem razão no que diz ele devia ser do esquema. Tá na cara que falou alguma coisa só porque saiu do quadro da Fifa. Tem que apurar porque a ligação do Andres do Corinthians com o RT da CBF é conhecida de todos.

    • VAAASCOOO

      Também com as apostas no futebol a arbitragem fica mais sujeita a esse tipo de coisa. Aquele pênalti contra o Inter foi foda, deu o título ao Corinthians.

      • janca

        Mas antes tem que ser constatada a existência desse esquema a que você se refere. Por enquanto não passa de especulação. Sobre a ligação de Ricardo Teixeira com o Andrés não é de hoje e não vejo como algo positivo para o Corinthians. Abs.

        • Alexandre

          Mas aí é papel da imprensa investigar, né, Janca!
          Vejo na imprensa esportiva brasileira a preguiçosa atitude de sempre atribuir erros grotescos à ruindade dos árbitros.
          Pode até ser que na maioria das vezes seja mesmo, mas é neste salvo conduto que os corruptos se refugiam, graças à complacência da mídia em geral.

          • janca

            Aí discordo, Alexandre. A imprensa levantou vários casos, como a “Veja” com o escândalo do apito na década passada. Mas o árbitro tem segundos para decidir, uma pressão enorme ainda mais com as imagens que temos pela TV, um erro pode ser apenas um erro. Portanto temos que ir com calma. Abração, Janca

  • janca

    Ah! Sobre o pênalti imagino que você se refira àquele de 2006, que não deram para o Inter, um pênalti claro sofrido pelo Tinga, não é isso? Abs.

    • VAAASCOOO

      Isso, foi o maior escândalo dos últimos tempos no futebol. Ainda expulsou o jogador do Inter. Sem justificativa nenhuma. Escândalo.

  • VAAASCOOO

    Janca, valeu por responder os comentários de quem te escreve. Nem todos fazem assim. Aproveitando a oportunidade, qual time do Rio você está que está melhor pra 2012?

    • janca

      Difícil pergunta, mas se fosse citar apenas um _acho que os quatro estão bem_, citaria o Fluminense. O Flamengo, apesar das reclamações do Vanderlei Luxemburgo, pelo menos manteve a base. O Vasco, idem, e o Botafogo trocou de treinador, vamos ver como se sai. No Estadual do Rio, acho que quem mais vai se dedicará será o próprio Botafogo, os outros tendem a priorizar a Libertadores. Abs. Janca

  • Gui

    O Andrés ter ido pra CBF e ser amigo do Teixeira não quer dizer nada. Sempre acham que o Corinthians é favorecido e a mentira repetida mil vezes vira verdade. A administração do Andrés foi muito boa para o Corinthians. Construiu o estádio que tanto queríamos, ganhou o Brasileiro e colocou o time em mais uma Libertadores.

    • Diego

      E não é favorecido sempre? Ou vai dizer que favorecido é o São Caetano?

      • janca

        Oi Gui, oi Diego, vou discordar do que você escreveu, Gui. Não considero a administração do Andrés tão boa assim, como você diz. Aliás não considero uma boa gestão. Para viabilizar o estádio não faltaram conchavos políticos e hoje o Corinthians é visto em boa parte do país da mesma forma que o Vasco era visto nos tempos de Eurico. Boa administração não é sinônimo de bons resultados, embora muitos vejam assim. No curto prazo, talvez, mas no médio ou longo prazo, nem sempre. Dinamite, que herdou o Vasco de Eurico, que o diga. Abs.

        • Alexandre

          Janca,
          Agora você disse algo que é notório entre os torcedores mas que eu nunca vi escrito em jornal nem em blog nenhum: “…hoje o Corinthians é visto em boa parte do país da mesma forma que o Vasco era visto nos tempos de Eurico.”
          Não sou vascaíno, mas acho engraçado como muito jornalista que cansou de esculhambar o Vasco na época do Eurico faz vistas grossas ao que acontece pros lados do Corinthians nos últimos anos.

          • janca

            Acho que você tem razão, Alexandre, o tratamento para o Vasco do Eurico é diferente do tratamento para o Corinthians do Andrés. Pelo menos por parte da imprensa _impressão minha, que pode estar errada. Mas é o que sinto. Por parte do público, não. A antipatia nacional que o Vasco ganhou começa a se transferir para o Corinthians. Por conta dos conchavos políticos feitos pela direção do clube, creio eu. Abs.

  • Diego

    O São Paulo que há muito tempo tem sido prejudicado porque o Juvenal bateu de frente com o Teixeira. Foi perseguido pela arbitragem no último Brasileiro quando deslanchou na frente e depois resolveram pará-lo.

    • janca

      Discordo, Diego. Não vi essa perseguição que você cita aí, acho que o São Paulo parou devido a erros internos, da própria gestão do Juvenal, por isso deixou a liderança escapar, depois a zona da Libertadores, perdeu pontos inacreditáveis e não acertou o comando técnico do time. Abs.

  • Nanda

    O árbitro foi muito infeliz nas declarações porque colocou todo seu preconceito pra fora. Perde a razão quando chama o outro de mariquinha. Perde a razão e pode sofrer um processo por isso, processo por discriminação. Foi bom você lembrar disso porque a grande imprensa passa batido por essas coisas todas.

    • janca

      Foi mais do que infeliz, Nanda, e pode ser processado, sim. O que não invalida suas denúncias, se é que ele irá fundamentá-las. Pois o que apresentou contra o Corinthians é muito subjetivo. E se soubesse de algo antes e ficou quieto, só abrindo a boca agora porque perdeu o status Fifa, foi no mínimo conivente. Enfim, vamos ver o que acontece… Janca

      • Alexandre

        Janca,
        Como jornalista, você sabe bem que em regra, as maiores denúncias são feitas por aqueles que foram coniventes ou mesmo participaram ativamente dos esquemas de corrupção.
        Lembre do Roberto Jefferson? Lembre da mulher do Pedro Collor? Lembre de tantos outros casos…

        • janca

          Tem razão, Alexandre. Mas por enquanto ele falou, falou, falou e não apresentou nada significativo. Mas diz ter um dossiê de mais de mil páginas, vamos ver se levam a algum caminho. Abs.

  • Carlos

    Alexandre (acima) disse:”Mas aí é papel da imprensa investigar, né, Janca!
    Vejo na imprensa esportiva brasileira a preguiçosa atitude de sempre atribuir erros grotescos à ruindade dos árbitros.
    Pode até ser que na maioria das vezes seja mesmo, mas é neste salvo conduto que os corruptos se refugiam, graças à complacência da mídia em geral.”

    Responder
    Completando, os erros via de regra, são sempre em favor dos times de massa!!! O medo de perder a audiência e patrocinadores fazem a imprensa, principalmente a de tv aberta, a serem omissas ou não dando o devido destaque ao assunto. Quando o árbitro erra conta os times de massa, coitado do árbitro, a imprensa o crucifica, o contrário o erro acaba esquecido, até por que a quantidade de replays nessa situação, é mínima. Sem falar no tribunal, com dois pesos e uma medida…lamentável nossa imprensa. Abraço

    • janca

      Oi Carlos. Não tenho os dados mas já li muito sobre a tendência de alguns árbitros _às vezes até inconsciente_ de, na dúvida, beneficiar o time de maior torcida ou que esteja jogando em casa. Sobre a imprensa talvez uma parte dela atue assim, como você diz, mas outra não. Quando o Corinthians foi beneficiado pela arbitragem em 2006 teve uma grande grita de todo mundo. Mas o que acho ruim é colocar o árbitro na berlinda e qualquer erro dele ser considerado por má intenção. Abs.

  • O jornalismo esportivo está em xeque

    Ao ler a resenha de Maurício Stycer no UOL sobre o livro de Bob Farias que entrevista diversos narradores (quase todos da Rede Globo, onde ele também trabalha) não me deixou estarrecido, mas causou um suspiro de trsiteza. Isso porque se as declarações destacadas por Stycer não revelam nenhuma verdade inesperada, elas deixam claro que o jornalismo esportivo de qualidade está praticamente extinto da TV (e nas outras mídias, quase). O fenômeno não é só brasileiro e não se limita exclusivamente à TV. A vocação de entretenimento que a crônica esportiva sempre teve passou a ser a sua essência.
    A observação não se trata de uma condenação pura e simples. Não se trata de uma sentença sobre a qualidade dos jornalistas brasileiros em especial. Certo, as faculdades de jornalismo caíram para um nível obsceno de qualidade de ensino e os profissionais formados hoje saem com problemas insanáveis até mesmo sob o ponto de vista da gramática. Mesmo os grandes jornalistas (e há um punhado deles) estão acossados por uma sequência de circunstâncias que os obrigam a jogar o jogo que lhes é imposto. Que jogo é esse? Uma combinação de um momento específico da indústria e interesses financeiros.

    O jornalismo esportivo na TV está completamente dormente. Praticamente todas as emissoras que transmitem um determinado campeonato estão fadadas a não fazer jornalismo incisivo. Caso elas se atrevam, deixam de ter condições de disputar a compra de direitos de transmissão daquele campeonato. Daí, caem no discurso dos narradores da Globo que Bob Faria escancarou (ainda que sem querer) em seu livro – o de que o jornalista deixa de ser jornalista para se transformar num promotor de eventos. Não se menciona se o presidente da federação é um corrupto, se o dinheiro aportando naquele clube vem de traficantes de armas nem se a contratação daquele jogador mediano a preço de ouro foi feito para encher o bolso de um agente corrupto. Nada. Tudo que possa revelar que aquela partida é um grande engodo fica “esquecido”. Isso ajuda a explicar como tanta gente estava certa de que haveria um grande jogo entre Santos e Barcelona, quando o futebol brasileiro como um todo está a uma distância estelar das ligas mais profissionalizadas.

    As publicações impressas estão livres da necessidade de ter de negociar com federações corruptas por direitos de TV. Entretanto, seguem pressionadas por vendas decrescentes e uma constante busca do torcedor por publicações que enalteçam seu time. Bons jornalistas que apontem que a contratação de Valdivia foi um negócio demencial ou que a construção do estádio do Corinthians é um acinte criminoso são caçados, ofendidos e às vezes até ameaçados fisicamente por “torcedores” que despejam toda a sua frustração de suas vidas na defesa insana de um clube que é tão deles quanto a lua. Jornais e revistas que não aceitem fazer matérias “provando” que o corintiano Paulinho é tão bom quanto Mascherano ou que Neymar e Messi estão no mesmo nível vêem suas vendas despencar. Por isso que se vê, eventualmente até em títulos históricos, matérias como a que a Placar fez há alguns anos em que Petkovic se oferecia para jogar na Seleção Brasileira. Faz porque o mercado quer assim.

    Frequentemente se fala que o “mercado” é uma coisa intangível, mas não é, especialmente neste caso. O mercado aqui é “o que o leitor quer ler”. E o leitor não quer jornalismo. Ele quer que falem bem do seu time. O flamenguista quer que se decante todo o talento de Renato Abreu e como certamente o Real Madrid perde tempo em não tê-lo, assim como o palmeirense quer que se fale bem de sicrano e o gremista de beltrano. Senão, ele basicamente, não compra, não assiste, não acompanha. Há um torpor coletivo, uma aversão à realidade que impede que mesmo pessoas letradasContudo, quando a realidade é mostrada a fórceps, como na chacina de Yokohama onde o Santos foi dizimado, ele não se coloca como parte responsável na equação. Mas é. A determinação desse leitor/consumidor/cliente em só ver a verdade que quer é ponto cardeal no desmonte da atividade do jornalismo esportivo.

    A falência do sistema não se restringe ao jornalismo esportivo brasileiro. Monumentos do jornalismo, como a Gazzetta Dello Sport, Marca e FourFourTwo transformaram-se quase em assessorias de imprensa. Além de calciomercato, um conluio incestuoso entre jornalistas e agentes para criar notícias de transferências aumentando os ganhos de ambos (o jornalista, porque vende mais jornal e o agente, porque consegue chantagear os clubes a melhorarem seus vencimentos), essas publicações exageram nos elogios e muito raramente fazem análises sérias e distanciadas, preferindo tecer críticas somente após as derrotas e notando que “já vinham dizendo aquilo há muito tempo”. Conversa fiada.

    Hoje, criticar ou analisar com rigor um time que está vencendo é quase uma certeza de diminuir audiência e vendas.Um exemplo que me vêm à cabeça é o da parceria quase criminosa entre MSI e Corinthians. À época, a maioria esmagadora da imprensa se esbaldou em celebrar os gols de Tevez, mas raros, raríssimos jornalistas diziam na grande mídia que aquilo daria errado – muito errado (entre as exceções, me lembro claramente de José Trajano, da ESPN Brasil, dizendo que não tinha como aquilo acabar bem). Imagine, por exemplo, se um jornal de grande circulação que dependa da venda de sua redação de esportes inicia uma campanha para alertar que o Corinthians irá pagar caro os excessos da gestão de Andres Sanches no futuro. Conseguiria só ver suas vendas despencar. Nada mais.

    É bem verdade que o infotainment prospera em todas as editorias. As grandes revistas noticiosas brasileiras, por exemplo, não se cansam de fazer matérias de capa sobre futilidades como artistas medíocres e seus “fenômenos” de sucesso, técnicas de cirurgia plástica ou emagrecimento. Contudo, nas outras editorias pode-se fazer jornalismo sem a pressão de, digamos, conseguir os direitos de transmissão de um campeonato e, por mais que a audiência busque pão e circo, ainda há interesse em jornalismo de qualidade.

    No esporte, não. Entre a espada imposta pelo enxugamento do mercado (em particular por causa da oferta da mídia digital), a guinada do público rumo à preferência pelo “me engana que eu gosto”, e a dificuldade na capacitação adequada de novos profissionais, fazer matérias que avaliem seriamente as capacidades (reais) de cada time, o nível técnico das competições, a lisura dos gestores do esporte ficou muito, muito mais difícil, especialmente porque profissionais muito competentes aceitam adotar a postura de “vendedor de emoções” que Galvão Bueno orgulha-se em atribuir a si mesmo. Ainda há os “guerrilheiros” que, mesmo com este quadro, seguem tentando fazer jornalismo com “J” maiúsculo dentro das condições cada vez mais adversas, mas cada vez mais eles estão encurralados. Parte desse cenário não tem como mudar, porque a indústria da mídia está atravessando por mudanças em suas bases. Agora, uma outra parte depende do que quer o espectador/leitor/internauta. Se ele continuar querendo o “me engana que eu gosto”, não há nada que possa ser feito.

    Por mais crítico que eu normalmente seja da imprensa esportiva, a atual conjuntura não é culpa dela mesma. Sim, pode ser que ela tenha milhares de defeitos, mas não é responsabilidade sua que toda a indústria esteja passando por um momento equivalente ao choque do cometa que causou a era glacial e extinguiu os dinossauros, nem a redução da qualidade da educação formal (do público e de seus próprios profissionais) nem da própria configuração da mídia no Brasil onde uma empresa só é que realmente tem força para dar as cartas. Grandes, excelentes profissionais ainda trabalham premidos por essa situação (embora uma quantia esmagadoramente maior tope jogar o jogo desde que isso traga benefícios para eles). Como disse um colega jornalista que está na minha lista de referências há algumas semanas, a revolução da mídia deve nos levar a uma situação de trevas até que a transição para a nova ordem esteja completa. No que tange o jornalismo esportivo, essa situação de trevas já está em vigor.

    90minutos.org (Cassiano)
    http://90minutos.org/2012/01/05/o-jornalismo-esportivo-esta-em-xeque/

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