LAOR e o Barça



O presidente do Santos, Luís Alvaro de Oliveira Ribeiro, ou simplesmente LAOR, continua com milhões de elogios ao Barcelona, disposto a copiar o modelo do time espanhol.

Minha modesta opinião é de que o caminho não é por aí e que o dirigente, para justificar o desastre em Yokohama, quando seus jogadores viajaram para a lustrar as chuteiras dos catalães, revive o que Nelson Rodrigues chamava de o complexo de vira-lata.

LAOR não para de dizer que o Barça e o futebol europeu estão décadas à frente do nosso, que nunca havia visto seu rival jogar em campo, apenas pela TV, e ficou de boca aberta no Japão.

Menos, LAOR, menos. O Santos sofreu um trauma, mas foi um jogo só. Não tem que atuar como o Barça pois os catalães têm um estilo próprio, nós temos outro. E na década passada o Inter foi campeão batendo justamente o Barcelona, o São Paulo também voltou do Oriente com a taça, o Santos foi um caso à parte.

Se desconhecia como os espanhóis jogam, não tendo ido a uma partida deles no estádio antes do torneio no Japão, sinto muito. Foi falta de planejamento santista, que teve seis meses para se preparar.

Faltaram trabalho emocional, entrar em campo, banco, técnico, tudo. Sobrou reverência e agora sobra complexo.

LAOR está certo em reclamar se tem de pagar só de juros bancários 1,5 milhão de reais por mês, herança maldita, segundo ele, da direção anterior. Mas não pode jogar a responsabilidade em terceiros pelo fiasco de dezembro.

O Brasil, voltando às suas raízes, pode muito bem ganhar dos europeus. O caminho nós próprios temos que encontrar e está na essência do futebol brasileiro. Não em copiar tudo o que fazem no Velho Mundo.

Ah! 1) E em 1974 o Brasil perdeu para a Holanda por 2 a 0, não por 3 a 1, como insiste até hoje o dirigente santista.

Ah! 2) E dizer que os times do continente americano, que disputam a Libertadores, estão pelo menos duas décadas atrasados diante dos europeus não só desvaloriza a conquista do Santos no continente como não passa de uma falácia.

Boa sexta a todos, João



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