Chutômetro na Copa



O número de imóveis e terrenos a serem desapropriados por conta da Copa de 2014 ainda não está definido. E isso porque o Brasil foi oficializado como sede do evento em outubro de 2007…

As incertezas são muitas e como o planejamento anda de mal a pior as estimativas feitas pelas cidades-sede não batem com as de governos estaduais e muito menos com as apresentadas pela União. Mesmo dentro do governo federal elas ainda oscilam e não se sabe quanto será gasto com indenização nem a quantidade de pessoas afetadas.

Uma das explicações é que até agora não se tem claro o que é obra para a Copa de 2014 e o que é obra que não entra no projeto do Mundial.

Na Esplanada dos Ministérios uma rápida consulta e o número de desapropriações varia de 10 mil a 100 mil imóveis e terrenos.

A Prefeitura de Manaus chegou a dizer que apenas dois imóveis teriam de ser desapropriados para a reforma do estádio da Colina. Mas quando indagada sobre o sistema de transporte para a Copa, que acarretará mais desapropriações, a tendência é desconversar, já que nem licitado ele foi.

Em Cuiabá, devido a obras de mobilidade urbana para 2014, cerca de 2 mil famílias devem ser retiradas de suas casas.

Em Fortaleza, representantes da prefeitura informam que valores e formas de pagamento de desapropriações devido à construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), uma das principais obras para tentar melhorar o trânsito na cidade para a Copa, já foram definidos. Mas o número de famílias a serem removidas de suas residências não foi passado.

A questão das desapropriações é um dos temas que mais preocupam Comitês Populares da Copa, formados por representantes da sociedade civil para discutir possíveis prejuízos e violações de direitos individuais, bem como relação custo-benefício das obras e legado para as 12 cidades que abrigarão jogos do Mundial.

Isso que dá deixar tudo para a última hora. Muita gente sai perdendo, principalmente quem ficar sem imóvel e não souber quanto, como e quando será ressarcido pela perda, mas uns poucos ganham muito. Devido à corrida contra o tempo as obras ficam mais caras e as construtoras tendem a faturar até não poder mais. Sempre os mesmos, sempre os mesmos. Ou, no caso, as mesmas.



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