Concessão do Maraca



O governo do Estado do Rio quer lançar já em janeiro o edital de concessão do estádio do Maracanã, cuja última reforma deverá fechar as contas perto da casa de 1 bilhão de reais.

O empresário Eike Batista é um dos principais interessados na administração da arena e um dos favoritos na disputa para ganhar o direito de gerenciá-la.

Terá a concorrência de Flamengo e Fluminense, que devem disputar a concessão numa “candidatura” conjunta.

Ronaldo Fenômeno, que havia demonstrado interesse no empreendimento, e sua empresa de marketing esportivo devem ficar de fora depois da entrada do ex-atleta no Comitê Organizador Local da Copa.

Quem também não deve entrar no negócio é a XYZ Live, gigante da área de entretenimento com braço no esporte, criação do empresário Nizan Guanaes.

De acordo com funcionários da Secretaria de Esporte do Estado do Rio a tendência é que pelo menos cinco concorrentes de peso entrem no páreo.

Atualizando os gastos de todas as reformas feitas para adequar o Maraca aos padrões da Fifa, desde o Mundial de Clubes vencido pelo Corinthians, passando pelo Pan de 2007 e chegando às obras atuais, foram investidos quase 2 bilhões de reais no estádio. Tudo com dinheiro público.

Enfim, já, já a sorte será lançada… Boa semana a todos, João



  • Ferraz

    Acho que o Eike teria mais dinheiro e seria a melhor opção pra gerenciar. Dois times rivais administrando juntos vai terminar em confusão. Abrs.

    • Gustavo

      Desculpe discordar de você, mas não sei qual a melhor (ou “menos pior”) solução. O Eike quer lucro e não sei que destino daria ao estádio, será que deixaria o futebol em primeiro plano? Dois clubes rivais poderiam administrar o mesmo estádio desde que tivessem administrações competentes, algo em falta no futebol, Ferraz. Abraços pra vocês, Gustavo (não sou nem flamenguista nem tricolor, sou verdão).

      • janca

        Oi Ferraz, oi Gustavo, sabem o que penso disso tudo? Se o Estado está gastando uma fortuna com o estádio ele mesmo deveria administrá-lo e lucrar com isso. Os gastos ficam com o povo e o bônus com a iniciativa privada? Assim é fácil. Abs. pra vocês, Janca

  • Ferraz

    Antes que reclamem sou Flamengo e o Flamengo tem bons projetos para novo estádio. Só colocar em prática. Abrs.

    • janca

      Ter projetos é uma coisa, colocar em prática uma história bem diferente. Abs.

  • Johannes

    Bom Dia João Carlos,
    Acho que o governo (no caso o povo) deva ficar com partes do lucro, seja lá quem vá administrar o Maracanã, coisas especificadas detalhadamente em contrato, mas acho que a burocracia pública pode dar mais prejuízo do que lucro e a inicativa privada nesse caso pode saber melhor como aproveitar o Maracanã. Se você especifica o percentual dos valores obtidos destinados ao estado e o estado faz esse repasse em obras públicas em saúde, segurança pública e educação, acho que no fim das contas acaba toda a sociedade acaba lucrando mais. Não vejo na burocracia pública competência pra gerir uma arena. Concordo plenamente com você que não podemos construir a casa e arrendarmos sem que o lucro do aluguel seja nosso, afinal foi o contribuinte que construiu o Maracanã. Se Eike Batista, Flamengo ou Fluminense querem ter vantagens, que seja então na forma de parceria, eles ganham, nós ganhamos,.. e não se apoderar de algo público e obter apenas lucro com isso.

    • janca

      Concordo em partes, Johannes. De fato o governo tem que ficar com boa parte do lucro, mas se a iniciativa privada tem condições de administrar o estádio, o setor público, que o construiu, também deveria ter. Ou só sabe construir e gastar dinheiro? Daí privatizamos tudo de uma vez… Grande abraço procê, João Carlos

      • Johannes

        Bom Dia João Carlos,
        Acho que é possível sim o estado administrar bem uma arena, através por exemplo de uma secretaria de esportes decente, mas prefiro o estado enfatizando o esporte de maneira mais massificada na escola ou universidades, porquê pensando não só no esporte, mas no geral,… o gigantismo do estado pode ser um problema, é mais dificil de fiscalizar e também mais caro ás vezes…enfim válida a discussão,…até porquê de um jeito ou de outro se for feito com decência acaba dando certo. Acho que solução ou o problema na maioria da vezes e no fim das contas… não é o modelo, mas a forma de se conduzir…grande abraço.

        • Johannes

          Acrescento que no caso específico do Maracanã que é patrimônio do turismo, cultura e da história do país, além de patrimônio esportivo, essa parceria público-privado é algo que deva ser muito discutido pela sociedade.

          • Lily Martins

            É, porque é patrimônio cultural, histórico e do turismo. Tenho medo do que vão fazer do Maracanã, Johannes, esse país que não sabe cultuar seu passado. Boa tarde pra você, pro João e pra todos, Lily

  • janca

    Oi Johannes, oi Lily, também acho válida a discussão e de fato mais importante do que o modelo é a forma como as coisas são conduzidas. Esse, aliás, um baita problema. Só ver o que está acontecendo no Judiciário… Um bom finalzinho de tarde pra vocês, João

    • Bruno

      Do ponto de vista econômico o Estado tem que ver o que é melhor pra ele. Se arrendar o estádio, terceirizando a gestão, se administrar por conta própria, via secretaria ou agência de turismo. Pensar em privatizar, privatizar, privatizar já foi uma onda, principalmente depois da queda do Muro e do império soviético, mas uma onda que tem muitos problemas e pode virar maré. Se o ônus ficar com o Estado e o bônus com os empresários privados é que tem algo de errado nisso.

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