Roberto Szidon



Fui surpreendido com a notícia de que morreu no último dia 21, na Alemanha, o pianista brasileiro Roberto Szidon.

Não por ser véspera de Natal, data mais associada ao consumismo desenfreado da sociedade capitalista do que a qualquer outra coisa, prefiro falar dele a falar de Ricardo Teixeira, sobre quem não tenho novas informações e segue sendo apertado aqui e acolá. Inclusive pelo “Jornal Nacional”, o único programa que dizia temer, embora (ou talvez também por isso) agora tente se reaproximar da Record.

Conheci Szidon no final dos anos 70, início dos anos 80, quando ainda garoto vi uma apresentação sua no Festival de Inverno de Campos do Jordão.

Tenho duas gravações dele, uma das quais ouvi dias antes de saber de sua morte. Uma traz obras de Franz Liszt, a outra, de Aleksandr Scriábin.

Radicado na Alemanha desde o final dos anos 60, Szidon há muito tempo mal era mencionado no Brasil, país que se esquece de seus artistas em vida. E na morte. País que fala sempre dos mesmos e deixou de lado um Szidon, como já deixara de lado uma Yara Bernette, dama do piano brasileiro que fez brilhante carreira internacional, tendo se “exilado” por anos e anos também na Alemanha onde hoje ainda é lembrada. Inclusive pelo brilhante trabalho acadêmico que fez, formando leva de alunos que seguem aí, na ativa. Vivos e fortes.

Boas festas a todos, João



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