Viver, por Kurosawa



No ano passado vi um filme incrível quando estava no interior do Paraná que recomendo para quem ainda não viu. Não é novo, data do início dos anos 50 e tem como diretor Akira Kurosawa. Chama-se simplesmente “Viver”.

Conta a história de um burocrata no Japão que vive no automático. Como um zumbi. Até que descobre estar com câncer. Sua relação com a vida, o trabalho e os outros muda radicalmente.

Escrevendo agora acho que lembra muito “A Revolução dos Bichos”, livro de George Orwell da década de 40, por mostrar como é difícil mudar. Seja a mudança individual, seja ela coletiva.

Não acredito em mudanças abruptas. Se há uma revolução volta e meia acaba havendo a revolução da revolução. E depois a revolução da revolução da revolução até chegarmos um período de estagnação nem sempre melhor que os anteriores.

Penso mais no micro do que no macro, embora “Viver” trate de ambos.

Curioso que digito essas linhas após trocar e-mails com Gustavo Vieira de Oliveira, advogado e filho mais velho de Sócrates, que como jogador e principalmente cidadão marcou tanto minha adolescência.

Gustavo falava de Sócrates como pai. Das lições que aprendeu com ele. A capacidade de sonhar, de não pisar no próximo, de respeitar o direito dos outros e viver intensamente.



MaisRecentes

Nova caminhada



Continue Lendo

O desabafo de Cuca (ainda)



Continue Lendo

As críticas de Cuca



Continue Lendo