Quanto mais sangue…



Mais uma vez vou remar contra a maré e condenar o MMA, selvageria que mexe no que há de pior no ser humano. Atividade que, apesar do interesse do público, da mídia e de todo o dinheiro gerado, é tudo menos esporte.

A descrição nos jornais do UFC 140, disputado na madrugada de domingo em Toronto, é chocante, para não dizer outra coisa.

Esse papo de “gladiadores do terceiro milênio” é piada para boi dormir. Tentativa de justificar o injustificável, uma modalidade de luta que existe para destroçar o outro, tirar sangue, “apagar”, aniquilar, deformar… Diferente do judô, jiu-jitsu, luta livre ou greco-romana.

Dois brasileiros deram-se muito mal no Canadá. Nem quis ver mas li que o baiano Lyoto Machida foi massacrado pelo norte-americano Jon Jones, que deu uma cotovelada em seu rosto e abriu um corte profundo em sua cara.

O juiz e os médicos mandaram continuar e Lyoto levou um direto, uma joelhada e uma guilhotina. Tombou desacordado para delírio da plateia. Teve até quem  achasse que ele morrera, o que aumentou a agitação e a euforia.

Já Rodrigo Minotauro parece que estava indo bem contra o também norte-americano Frank Mir quando errou um golpe e deixou que o adversário lhe aplicasse uma chave e quebrasse seu braço direito.

A chave foi tão forte que logo depois da luta anunciaram que Minotauro teria de ser operado.

Dá para mostrar tudo isso na TV? Já há quem diga que depende do horário. No “Globo Esporte”, no início da tarde, não. São cenas pesadas demais. De uma atividade que é tudo, repito, menos esporte.



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