O passaporte de Havelange



Depois de ter se demitido do Comitê Olímpico Internacional e interrompido investigações sobre suposto recebimento de propina, João Havelange quer evitar que o departamento jurídico da entidade transfira material sobre o caso para a Fifa. O brasileiro ainda é presidente honorário da federação que comandou por 24 anos.

Segundo o departamento de comunicação do COI até agora a Fifa não fez pedido para saber detalhes do processo, que foi iniciado há pouco mais de seis meses.

Havelange é suspeito de ter recebido 1 milhão de dólares em propina da ISL, gigante de marketing esportivo que faliu e trabalhava para a Fifa nos tempos em que o brasileiro a dirigia.

Ao sair do COI, Havelange alegou problemas de saúde. Mesmo assim não pretende deixar de atuar como consultor do Comitê Organizador dos Jogos-2016, no Rio, nem de continuar viajando mundo afora. Tanto que não para de reclamar da decisão do governo Dilma, no início do ano, de retirar seu passaporte diplomático.



  • Peixe

    E nosso estimado Carlos Alberto Parreira puxando o saco do doutor Havelange, hein? Bonito, Parreirinha, bonito.

    • janca

      Depois do que Parreira fez (ou não fez) com a seleção brasileira em 2006 e a África do Sul em 2010, sem comentários, Peixe. Abração e boa sorte no Mundial, imagino que seja santista, Janca

  • Barcelusa 2012

    E o passaporte da Lusa para o Mundial de 2013? Será que vão nos tirar? Se começarmos a perder jogador vou começar a perder meus cabelos, Janca, faça alguma coisa. Marco Antônio foi pro Grêmio, primeira grande baixa. Abs. e fico feliz em retornar a seu blog passada a fase de comemorações (haha)

    • janca

      Sonhar é sempre bom, Barcelusa. Mas não precisa perder os cabelos, não por isso _pela saída do Marco Antônio. Vai fazer falta, óbvio que fará _e muita_, mas era previsível a saída de um ou outro. Esperamos a chegada de alguns reforços, não? Assim a coisa volta a ficar equilibrada. Embora eu ache que o alicerce do time tenha sido o Jorginho. Montou um belo time, espero que monte outro pra 2012. Grande abraço e prazer em o ter de volta ao blog, Janca

  • Que asco desse tipo de ser… E como lembrou o Juca Kfouri, o que o botafoguense acha do nome do Engenhão continuar a ser João Havelange, mesmo após sua renúncia? Vai ficar tudo por isso mesmo? E mais: o que o glorioso torcedor pensa do nome Estádio Nacional Nestlé de Brasília, ao invés de Mané Garrincha? É muita falta de sensibilidade e honradez em relação a um mero mané bebum que nos deu duas Copas do Mundo; “só” isso… E vai ficar tudo por isso mesmo?

    Será que esses mentecaptos não pensam? Por óbvio que não.

    Abraço do Maltrapa.

    • janca

      Sócrates não gostaria de ver seu nome ligado ao Itaquerão, por exemplo, Maltrapa. Há mesmo pessoas e pessoas… Um grande abraço pra você e uma boa sexta, Janca. Ah! E pensar em colocar Nestlé no lugar do nome de Mané Garrincha é triste, não? Como triste homenagear João Havelange mantendo o nome dele no Engenhão. O de Mané Garrincha pode ser descartado, mas o de Havelange não???

      • Justamente, Janca, a incoerência é justamente esta: descartar Garrincha em prol de uma empresa e manter Havelange, em nome da vergonha brasileira. É muito triste o mundo que estamos construindo…

        Boa sexta.

        • janca

          Mais do que incoerência é uma vergonha como você bem colocou, Maltrapa. Grande abraço e ótima sexta também, Janca

          • Fred ferreira

            Já que fizeram o absurdo de tirar o nome de Garrincha do estádio de Brasília, podia se fazer jusitiça retirando o nome de João havelange do Engenhão e rebatizá-lo como Mané Garrincha….

          • janca

            Ah! Que seria muito melhor ver o nome do Garrincha no estádio gerido pelo Botafogo do que o de Havelange, Fred, toda razão, seria mesmo. Grande abraço, Janca

          • Johannes

            Nos altos escalões do poder brasileiro na maioria das vezes o que importa não é como se chega a algo mas o lugar que se ocupa…seguindo essa lógica temos estádios, avenidas, praças homenageando todo tipo de gente, inclusive um monte de políticos, boa parte dos quais fez “nada de positivo”…. Estádio Nilton Santos, ou Mané Garrincha com certeza ficaria bem melhor e faria justiça a quem fez a estrela solitária brilhar.
            Mas em relação a diminuir custos com a manutenção de estádios públicos através de parcerias com a iniciativa privada, desde que lícitas e com valores condizentes com o mercado, creio que devem ser analisadas com bastante carinho, pois reverter dinheiro público em saúde, educação e esporte de massa (associado a formação da criança e do adolescente) deve ser prioritário. Podemos preservar a nossa memória esportiva de muitas formas não apenas com nomes de estádios, a criação de um Museu com o nome do Garrincha no estádio onde as crianças pudessem reverenciar ídolos do passado seria uma boa solução e poderia ser bancado pela própria empresa que adquirisse os naming rights em Brasília como parte de um eventual acordo entre o público e o privado. Pensando dá pra se chegar nos aspectos práticos e culturais, não faltarão boas idéias se houver interesse.
            Bom Fim de semana a vocês, e um grande abraço.

          • janca

            Também não sou contra a participação da iniciativa privada na administração de estádios, como forma de diminuir o custo de sua manutenção. Mas acho que o governo não pode ficar com todo ônus na hora de reformar e construir e depois simplesmente terceirizar as operações quando há possibilidade de lucro. Se há possibilidade de lucro, o governo que lucre, já que foi quem investiu e com o dinheiro arrecadado faça bom uso dele. E de fato usar o nome de ídolos como Garrincha para escolas, museus, hospitais, centros médicos, enfim, é sempre outra alternativa. Ou uma alternativa. Abs. João Carlos

          • Fala, Johannes!

            Olha, dentro do que vivemos, suas sugestões soam quase que como utopia. No entanto, eu vivo esta utopia, e não consigo conceber que nossa memória afetiva e cultural, e todo nosso simbolismo sejam postos na balança desse ganha-e-perde insano que o Capitalismo nos apregoou.

            Nunca, em hipótese alguma, o nome de um estádio de futebol – terreno sagrado de nossa liturgia social e símbolo maior de um povo – poderia fazer parte dessa jogatina. Não é aceitável que nossa história seja diluída pela imposição de um sistema (muitas vezes) ilegítimo, desigual e desumano.

            Pois é, Johannes, desculpe a forma veemente, mas não compactuo com o sistema em que vivemos, e não há porque entregar nossas maiores riquezas, sejam elas materiais ou não, em troca do que, afinal é nosso e por nós está sendo pago. Imaginar que a privatização seja solução é imaginar um mundo com o qual eu não seria feliz.

            Essas multinacionais da vida não representam o bem comum ou a fraternidade entre os homens; por que deveriam representar um símbolo cultural tão precioso como esse, ainda mais envolvendo o nome de Garrincha? Eu fico maluco com isso…

            Abração,

            João Sassi

          • janca

            É, eu sei, Maltrapa, mas o que me deixa mais maluco é ver o Estado gastando nosso dinheiro, veja o caso do Engenhão, e depois repassando sua administração seja para quem for e havendo lucro, como haverá este ano, o lucro ficará com quem o administra, caso do Botafogo. O Estado ganha merreca com o Engenhão e na hora de remodelar o que for na arena tem que entrar em cena. Com dinheiro do contribuinte do Rio. É um caso delicado e como este há vários outros. Veja os benefícios dados para construção do estádio do Corinthians, por exemplo. Dinheiro do povo. Sou contra dinheiro público para reformar ou construir estádios privados. Há outras prioridades muito maiores neste país. Saúde e educação são duas delas, sempre é bom lembrar. Abração, Janca

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