O filho de Sócrates



Após a morte do Magrão, três pensamentos passaram pela minha cabeça.

O primeiro foi a seleção brasileira de 1982, a que mais me encantou até hoje. Seleção do povo, como Sócrates queria, verdadeiramente brasileira, não europeia muito menos de Ricardo Teixeira, como é a de hoje.

O segundo foi o horário do enterro em Ribeirão Preto, bem no início do jogo do Corinthians. O que mostra que a vida e a morte, que faz parte dela, são muuuito mais importantes do que um jogo de futebol. E que o Timão que jogou ontem, de Andrés Sanchez e Ronaldo, os dois maiores escudos de Teixeira, não era o mesmo Corinthians de Sócrates.

O terceiro foi Gustavo, um dos seis filhos do Magrão e o único que cheguei a conhecer. Seguindo os passos do pai, luta para dar voz aos jogadores, só que como advogado.

Um dos idealizadores do Instituto Brasileiro de Direito Desportivo, chegamos a ter bastante contato quando eu trabalhava na “Folha”.

Gustavo sempre me lembrou mais o tio Raí do que o próprio pai, Raí que se dedica à Fundação Gol de Letra e era diferente do irmão. Mais preocupado com a aparência, por exemplo.

A última vez em que vi Sócrates, num bar da Vila Madalena, em São Paulo, ele estava com Raí, não com Gustavo. Brincava que o irmão havia pintado o cabelo e perguntava se o pessoal tinha achado legal… Coisas de Sócrates.

Não sei como era o relacionamento dos dois, Sócrates e Gustavo, mas espero que Gustavo fique bem. Que siga seu trabalho e consiga mexer, por menor que seja, na estrutura do futebol brasileiro. Que precisa tanto de mudanças. Mas isso é assunto para outro post.



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