Um novo calendário?



O professor Luis Filipe Chateaubriand debruçou-se em novas propostas para mudar o calendário brasileiro.

Mestre em administração pela FGV, Chateaubriand já havia escrito três obras sobre o tema entre 2000 e 2002. Agora lançou pela Publit Soluções Editoriais novo livro intitulado “Futebol Brasileiro: Um Novo Projeto de Calendário”.

O tratado serve, como o próprio autor reconhece, para corrigir grave erro que fez no anterior, em 2009, quando sugeriu um calendário sem levar em conta datas para jogos de seleções, reservando para elas apenas o período de férias dos clubes ou o mês da pré-temporada. Um erro gravíssimo, diga-se de passagem.

Chateaubriand admite que houve melhoras de 2000 para cá, especialmente com o Brasileiro de pontos corridos, e faz sugestões interessantes, como Estaduais, que despertam tão pouco interesse, muito mais enxutos, com apenas 13 datas para jogos.

Embora discorde de alguns de seus pontos de vista, como o da necessidade, que ele aponta, de adequarmos nosso calendário ao europeu _por que eles não podem, se tiverem interesse, ajustar o deles ao nosso?_, propõe temas que merecem discussões, como jogos do Brasileirão apenas aos finais de semana e partidas dos Estaduais restritas ao meio da semana. Também não confina a Copa do Brasil ou a Libertadores a um semestre só, esticando-os durante o ano.

Eu, particularmente, acho que isso tira um pouco ou um muito da graça de ambas as competições, de forma que sou contra, mas o debate está aí, lançado pelo professor, que acha que chegou a hora de mudarmos de rumo.

A pesquisa de Chateaubriand é densa. Ele sugere até a criação do Torneio da Integração Nacional, uma espécie de quarta divisão do Brasileiro mais longa, de forma a não permitir que clubes mais fracos fiquem muito tempo sem jogar.

Defende a volta da Copa do Nordeste, com os dez principais times da região disputando a competição e não os Estaduais, o acesso à Libertadores para os cinco e não os quatro melhores times do Brasileiro, a queda de cinco times e não quatro para a Série B e a subida de cinco e não de “apenas” quatro para a A, além da classificação apenas do sexto ao décimo colocado do Brasileirão para a Copa Sul-Americana.

Sou contra acesso e descenso de cinco times, prefiro quatro, como ocorre atualmente, mas acho legítimo impedir que quem fica na parte de baixo da tabela _não chega entre os dez primeiros do Brasileirão_ dispute a Sul-Americana.

Enfim, o assunto é polêmico, mas a obra vale ser lida justamente por isso. Porque faz a gente pensar. Em outras soluções para o calendário, inclusive. E porque o ser humano está sempre mudando de ideia. Eu já defendi campeonatos regionais, como a Copa Nordeste, por exemplo, hoje não defendo mais. Já fui favorável à extinção dos Estaduais, agora nem tanto, embora queira enxugá-los de qualquer maneira, como também quer Chateaubriand.

Mesmo a discussão sobre o número de jogos que um atleta deve disputar durante a semana eu defendia que fosse apenas um, na maioria das vezes. Mas não é que conversando com vários jogadores mudei de ideia? Pois vi que boa parte deles prefere duas partidas por semana. Porque se jogam apenas uma vez por semana têm de treinar mais e acham melhor para a própria carreira atuarem de verdade, disputando jogos para valer, do que passarem mais tempo treinando. E os jogadores têm de ser escutados, sim.

Até a adequação do nosso calendário europeu, que já defendi, não defendo mais. Temos que respeitar nossas características e jogar de fevereiro a novembro, não de agosto a junho, como na Europa ocidental. Porque as férias escolares aqui são maiores no final do ano, porque o clima é diferente do europeu e porque não podemos seguir a receita de bolo do Velho Continente. Temos de achar a nossa. Mas insisto que nada disso inviabiliza o trabalho árduo do professor, que merece ser lido. Concordemos ou não com ele. Boa semana a todos, João



  • Gabriel

    Oi Janca. Fazer um novo calendário não deve ser fácil. Minha idéia é um pouco diferente. Faria os Estaduais em dois meses e já passaria para o Brasileiro. Penso como você sobre dois jogos por semana. Tempos atrás era mania de terceiro-mundismo dizer que o ideal é o jogador jogar uma vez por semana, na Europa não é assim. Os campeonatos nacionais na Europa têm jogos só aos finais de semana, mas no meio da semana há outros torneios. Não li o livro que você cita no post, algumas idéias parecem boas, outras não. Abraços, Gabriel

  • Gabriel

    Queria completar meu pensamento e dizer que nem tudo o que acontece na Europa é o melhor para o Brasil. Concordo quando você diz que não devemos ajustar nosso calendário ao deles. Se eles quiserem que ajustem ao nosso, mas também acho desnecessário. Passamos muito tempo babando ovo deles, como se tudo na Europa e nos Estados Unidos fosse certo. Precisamos do nosso próprio modelo. Veja a crise que está na Europa e nos Estados Unidos. A coisa tá feia por lá. Abraços, Gabriel

    • janca

      Valeu pelos comentários, Gabriel. Sobre achar nosso modelo acho importantíssimo mesmo, de acordo com nossas características, inclusive quando o assunto é Copa do Mundo, pois não dá pra fazer uma Copa na Alemanha igual à Copa da África do Sul e com certeza a do Brasil será bem diferente das duas anteriores. E tem que ser mesmo. Exemplos positivos até podemos _e devemos, quando for o caso_ copiar, mas não tudo o que acontece lá fora. O que é bom para A nem sempre é bom para B. Abs.

  • Fernando Recife

    A melhor maneira é simplificar. Copa do Nordeste não pegou. Os Estaduais estão de mal a pior, reduzir tudo bem, melhor solução é essa, mas sem Copa do Nordeste, Copa Sudeste, Rio-SP, nada do gênero. Seria retrocesso.

    • janca

      Mas pelo menos tem alguém, caso do professor que fez o estudo, pensando em saídas. E reconhecendo erros, procurando alternativas, isso é saudável, Fernando. Grande abraço, Janca
      PS. E nem sei se existe um calendário ideal, na verdade acho que não. Existem várias possibilidades de calendário para o futebol brasileiro, umas melhores, outras piores.

  • Pedro

    Gosto da redução dos Estaduais e penso que não podemos deixar acontecerem jogos da seleção junto com jogos do Brasileirão para não desfalcar mais nossos times.

    • janca

      Sobre jogos da seleção, pleno acordo. E acho que a CBF deveria tratar melhor o produto que tem e não o desgastar ou o ridicularizar, desvalorizando-o como no jogo contra o Gabão. Deprimente. Abs.

  • Luiz Filho

    Ele escreve praticamente sobre o que eu defendo com meus amigos, inclusive fiz tabelas e enviei a eles uns anos atrás.

    Acho que os clubes da 1ª, 2ª e 3ª divisão nacionais não jogariam estaduais que acabariam se transformando em regionais: Rio-SP, Sul, Nordeste, Norte e Central (MG, ES, GO, DF, MT, MS). os regionais classificariam para a 4ª divisão nacional. Estes teriam duas divisões. Os estaduais classificariam para os regionais. Isso forçaria a profissionalização do futebol e dos clubes.

    Calendário europeu ou o nosso com Sul-americana e Libertadores e Copa do brasil disputadas pela temporada simultaneamente. defendo inclusive a inclusão de EUA e México nas copas continentais, é um grande mercado o Americano. Seis semanas FIFA onde os campeonatos param e junção das confederações da América em uma só. São muitas outras idéias que nem dá para colocar, mas a mudança do calendário quase que total.

    • janca

      Oi Luiz, o professor também tem tabelas para os campeonatos que propõe, de fato é um assunto que gera muita discussão, mas vejo melhoras depois que o campeonato nacional passou a ser disputado por 20 clubes, sem virada de mesa e em pontos corridos. Abs. Janca

      • Luiz Filho

        Melhorou e muito!
        Então vou comprar o livro!
        Abraço!

        • janca

          Abração e o debate está aberto… Bom dia pra você, Janca

  • Johannes

    Boa Noite João Carlos,
    Eu ficaria com o calendário no molde das nossa condições climáticas (2011 ao invés de 2011/2012) . Enxugaria os estaduais, diminuindo seu número de jogos. E jogo da Seleção com rodada do brasileiro, de jeito nenhum. Agum grau de regionalização nas Série D, talvez na C também, mas confesso não pensei muito no último tópico. Grande Abraço.

    • janca

      Oi Johannes, bom dia pra você. Eu estou contigo em todos os pontos citados acima. Grande abraço, João Carlos

  • Luís Carlos

    Acho que o calendário deve ser adaptado ao europeu, que julgo nem ser mais europeu, é mundial mesmo.

    Os clubes brasileiros participam de torneios sulamericanos. E a Conmebol se influencia nesse calendário mundial para definir seus calendários. Como a maioria (se não todos) dos países sulamericanos tem seus calendários adaptados eles acabam levando certa vantagem em relação aos brasileiros. O Vasco, por exemplo, está disputando título da Copa Nissan com o brasileirão em plena fase final.

    Além disso, há o problema de um clube se programar para o início do brasileirão com determinado grupo de jogadores e depois perder alguns deles para um clube europeu com o campeonato em andamento.

    Mas acho que o momento apropriado para se pensar em calendário é no momento da renovação dos contratos de direitos de transmissões. Como é que fica para a emissora que pagou por determinado número de jogos e, de repente, algum gênio aparece e reduz esse número? Como é que essa empresa fica em relação a compromissos assumidos com seus patrocinadores? Como é que fica para os patrocinadores dos clubes? Há contratos em jogo. Isso nunca deve ser esquecido.

    No ano passado houve a negociação dos direitos do campeonato paulista, por exemplo. Neste ano houve as negociações para o campeonato brasileiro. Nada de calendário foi colocado na mesa. E nunca será colocado porque, embora hajam vários jogadores e cartolas dissimulados ralhando por aí contra o calendário, o que lhes interessa mesmo é o faz-me rir.

    E a imprensa esportiva, que vira e mexe promove debates de ocasião sobre o calendário, em vez de usar esses momentos apropriados para colocarem essa questão em destaque, o que fizeram? Apenas se importaram com quanto cada clube ia receber de quem.

    A imprensa (não só a esportiva) precisa ser mais pró-ativa vez por outra…

    • janca

      Não acho que você esteja errado em relação à imprensa, mas o debate é necessário não apenas no momento da renovação dos contratos de TV. Antes dele também. Pelo menos tem gente pensando no assunto, caso do Luís Filipe. Sobre adaptar o calendário brasileiro ao europeu, sou contra. Não vejo outros países sul-americanos com vantagem em relação ao Brasil. Estruturando melhor nossos clubes de futebol e com nossa economia num instante melhor do que a europeia, que passa por séria crise, o fluxo de jogadores daqui pra lá tende a diminuir, vide caso Neymar, e a contratação de estrangeiros pelos brasileiros a aumentar. Mesmo na Europa, em países como a Rússia, onde as condições climáticas pesam mais, não há consenso sobre o calendário ideal. O da Europa ocidental muitas vezes não bate com o da Europa oriental… Abs.

  • renato

    A questão dos estaduais no Brasil é histórica. Deve-se levar em conta, ao tratar deste tipo de campeonato (único no mundo), todo o processo histórico pelo qual o futebol se inseriu no Brasil e se desenvolveu, até os dias atuais. Ignorar toda essa carga histórica, social, desportiva e econômica é cometer erros graves.

    Nenhum país do mundo, em que se jogue um futebol de excelência, tem tamanha extensão territorial, tamanha população e tamanha competitividade em alto nível no campeonato nacional de primeira divisão. Esta vasta extensão não determinou, mas certamente foi um dos fatores que contribuíram, para que no passado, surgissem rivalidades regionais. Rivalidades estas que foram formadas e formatadas nos campeonatos estaduais, perduram até hoje e são basicamente as únicas rivalidades dentro no nosso Brasileirão.

    As grandes rivalidades só são vistas entre times de um mesmo estado. Por mais que falemos que Corinthians e Flamengo seja o grande clássico nacional, todos sabemos que o jogo que mais atrai e mais fomenta o espírito de rivalidade são contra os outros três grandes (cada qual com os três de seu estado). Essa rivalidade toda vem dos estaduais, foram e de certa forma ainda são, os estaduais que promovem o auge de um BaVi, de um GreNal ou de um Cruzeiro x Atlético. Do mesmo modo que foram os estaduais que, a partir destas rivalidades extremas, fizeram com que estes times crescessem.

    Os principais clubes da Série A (da versão 2011 todos), são potências em seus estados de origem. E só o são pois os estaduais o fizeram. Avaí e Figueirense não cresceriam um sem o o outro. Foi necessário o Atlético Paranaense para que o Coritiba se tornasse um time forte e o Atlético PR depende muito do Coritiba para ter a força que tem (neste ano decepcionou…). A dupla gaúcha cresceu devido a rivalidade de um contra o outro. E todas estas nasceram em estaduais.

    Foram justamente o nascimento destas rivalidades estaduais que geraram os múltiplos pólos de futebol no Brasil. São pelo menos 10 polos (estados), em que esta rivalidade foi tamanha que a eterna busca por superar o rival elevaram os clubes a série A do brasileirão. Foi vendo o Figueirense por 7 anos na série A que o Avaí lutou para subir (estruturou-se, reformou o estádio, criou CT). Foi na busca por retomar suas origens, e vendo o Goiás tanto tempo na 1ª divisão que o Atl GO praticamente ressurgiu das cinzas. E onde mais que o estadual para fomentar isto? Onde mais que o estadual para estes times ganharem um campeonato, estimularem e aumentarem torcidas, que passam a exigir mais e que acabam pressionando o clube rumo a excelência (embora muitos dirigentes não sejam sinônimo de profissionais)?

    Por fim, defendo os estaduais pois foram eles que geraram e ainda geram a grandeza do futebol brasileiro. Não um estadual com 20 clubes, mas um estadual competitivo, vibrante, que possibilite as rivalidades locais, que possibilite times médios a serem campeões, que possibilite o crescimento de múltiplos clubes. Acredito que tirando os estaduais, aos poucos esfriaremos os médios clubes, e cada vez mais passaremos a ter um campeonato espanhol, onde os dois primeiro clubes possuem, na 13ª rodada já tenham o dobro de saldo de gols sobre o terceiro…

    • janca

      Interessantíssimo seu ponto de vista. Temos que levar as condições históricas e o tamanho do Brasil, verdadeiro continente, em conta. Concordo com suas colocações, mas ainda penso que os Estaduais têm de ser enxutos, não dá para termos um Paulista com 19 rodadas, 19 jogos para cada time até chegarmos às semifinais. Perde o interesse. Perde o público. E há banalização até dos clássicos, que acabam não valendo nada. Então muita cuidado nessa hora… A de definir fórmulas e regulamentos. Abs. Janca

  • Luis Filipe Chateaubriand

    Para obter o livro, é simples: embora esteja à venda em uma editora virtual, basta me procurar no email luisfilipechateaubriand@yahoo.com.br, que eu envio o conteúdo de forma gratuita, em arquivo pdf anexado. Não estou interessado em ganhar dinheiro vendendo livros, mas em propagar a discussão. Em todo caso, se alguém quiser comprar, basta acessar http://www.publit.com.br, e fazer uma busca por “futebol brasileiro novo”. Em seguida, o internauta é direcionado para a página do livro, onde pode efetuar a compra.

  • Alexandre

    Também acho bobagem a “adequação” ao calendário Europeu. Como você disse, Janca, as estações e as férias escolares são invertidas.
    E não gosto dos Interestaduais que, exceto pelo Rio-SP, não têm tradição nenhuma. Sendo que a disputa deste último concentraria ainda mais o poder econômico nas mão dos times do “eixo”, além de rivalizar com o próprio Campeonato Brasileiro, desvalorizando-o.
    Rebaixar 5 times em 20 é muito. Não acontece isto em lugar nenhum do mundo.
    Para mim, duas medidas simples seriam importantíssimas: redução do número de rodadas dos estaduais (o ideal seriam 15) e disputa da Taça Libertadores, da Copa do Brasil e da Sulamericana durante o ano inteiro, nos meios-de-semana (quem disputasse a Libertadores não disputaria a Sulamericana, mas todos disputariam a Copa do Brasil).
    Neste último ponto acho que o modelo europeu é bem melhor que o nosso, e acaba com este negócio do time que ganhou a Libertadores ou a Copa do Brasil “abandonar” o Brasileiro, além de melhorar o nível da Copa do Brasil.

    • janca

      Valeu pelo seu comentário, Alexandre. Concordamos em vários pontos, acho que discordamos apenas em um. Eu manteria Libertadores, Copa do Brasil e Sul-Americana em um semestre apenas, mas minha posição sobre essa questão não é definitiva, não. Mas sem dúvida reduziria Estaduais e como você sou contra o rebaixamento de cinco times em 20 e tampouco gosto dos Interestaduais. Nem o Rio-SP achava interesse… Grande abraço, Janca

  • Alberto Pereira

    Importante o pronunciamento sobre a tradição dos estaduais, e ótimo este último do Alexandre.Acho que estamos no caminho certo, o complicador este ano, é que com o fortalecimento do Brasileirão, as datas FIFA para jogos da seleção, provocaram a convocação de muitos jogadores locais, o que antes não acontecia, então não pode ter rodada nessas datas. E parabens ao Vasco, por continuar pretigiando o Brasileiro, já o mesmo não se pode dizer do Santos (mas o grande prejudicado foi ele) pois o campeonato estava à feição.

    • janca

      O Vasco está de parabéns mesmo pela postura adotada e pela luta pela conquista do título, quando poderia, de fato, ter aberto mão do Brasileirão e não o fez. Segue na luta pelo título e segue na Sul-Americana também. Grande abraço, Janca

      • Alexandre

        Realmente o Vasco está de parabéns por conseguir ir bem em todos os campeonatos importantes que disputou no ano.
        Mas é bom deixarmos claro que o Vasco é a exceção que confirma a regra, pois os times não “abandonam” o Brasileirão por desleixo ou soberba. O calendário é que é cruel demais com os times vencedores.
        Vejam o caso do Santos: nas primeiras rodadas teve que utilizar um time misto porque disputava a Libertadores, depois cedeu seus principais jogadores para a Copa América, com o excesso de jogos vieram as contusões (Ganso, Elano, Arouca, Leo,…), e dá-lhe convocações para os amistosos inúteis da Seleção, em especial do principal jogador do time (e do Brasil), Neymar.
        Quando finalmente pôde contar com um time quase completo, já estava tão atrás dos canditados ao título que não tinha mais como disputá-lo, aí a solução foi desistir de vez e focar no Mundial.
        Ao menos o Santos jogou “sério” e venceu os principais canditatos ao título.

        • janca

          É verdade, de fato o Vasco é exceção à regra. E gozado os times lutarem por uma vaga na Sul-Americana e depois “terem” de deixar a competição em segundo plano… Coisas que ainda acontecem com nosso futebol. Melhorou o calendário, melhorou, mas pode melhorar mais. Abs.

  • Muito interessante a proposta do professor.

    Embora não seja do ramo da administração (sou da área jurídica), elaborei um site para a discussão acerca do novo calendário, e também uma proposta.

    Está na hora de alterar a estrutura desorganizada de nosso futebol.

    Meu site: http://novofutebolbrasileiro.wordpress.com

    Eduardo Ramos de Souza

  • Bebeto

    Boa noite.

    Como disse em outro tópico, mto interessante a abordagem do professor no livro.
    Porém, a meu entender, a solução para que se fortaleça o futebol como empreendimento sem q se perca em tradição, se tratando de calendário e competições, passa basicamente por alguns pontos:
    1. Fim do brasileiro, copa do brasil e estadual como conhecemos;
    2. Criação de 7 lIgas regionais (RJ-SP/SUL/OESTE–MG.MS.GO.DF-/LESTE-ES.BA.AL.SE.PE-/NORDESTE-CE.RN.PB-/NORTE-PA.TO.AP.MA.PI-/VERDE-AM.AC.MT.RO.RR). Estas ligas organizarao seus campeonatos, com divisões de 14 times (podendo regiionalizar as inferiores) em turno e returno.
    3. Fim da sulamericana
    4. Criação de uma supercopa do brasil, dividida em taça ouro, com os principais classificados nos regionais e com os tines da libertadores entrando na etapa final. E taca de prata, com campeões estaduais nao classificados a taca ouro e mais os principais classificados nos regionais.
    5. Melhores times de cada estado (classificados pelos critérios da federação, podendo levar em conta o campeonato regional ou somente os jogos de seus federados) classificados a final estadual, sendo essas decisões a abertura da temporada.
    6. Para a manutenção da competitividade, podem-se fazer 4 competições regulares, sendo q se um time vencer 3 delas, ja e o campeão de sua liga, caso vença 2, ja esta na final do campeonato e caso vença 1 e nenhum time vença 3, esta nas semifinais. Essas competições seriam: o turno; o returno; o calendário completo; a soma de pontos considerando os confrontos diretos contra todos os times (placar agregado dos jogos em casa e fora)
    7. Libertadores disputada pelos 7 campeões + os outros 9 campeões nacionais da Conmebol.
    8. Calendário com: 6 primeras semanas do ano de pre temporada; segue-se por 15 semanas a primeira fase da temporada; período de preparação e competições de seleções e recesso de competicoes de clubes; 15 semanas de segunda fase de temporada; período destinado ao mundial de times e férias, ate a última semana de dezembro

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