Os Demônios de Henry



Escrito por um brilhante jornalista de guerra, Patrick Cockburn, do londrino “The Independent”, e por seu filho Henry Cockburn, diagnosticado em 2002 como esquizofrênico, “Os Demônios de Henry” é um dos melhores relatos sobre a doença ainda tão pouco conhecida pela própria medicina.

Como definiu Christopher Hitchens, o livro “ilustra como o sofrimento e o trauma podem ser uma porta aberta para o amor, a solidariedade e mesmo a cura”.

A obra mergulha no mundo interior de Henry e na mudança do sistema de funcionamento de sua família depois de do diagnóstico de esquizofrenia, alternando relatos de Patrick, o pai, de Jan, a mãe, e do próprio Henry. Um livro de muita dor, mas também de esperança.

Conhecia Patrick Cockburn como correspondente da imprensa londrina no Iraque, mas a gente nunca sabe o que está por trás da história de cada um. Que é a história de todos nós, esquizofrênicos ou não. Mais uma história de gente.



  • Dani

    Oi João, gostei da dica e vou procurar o livro. Acho que o papel do jornalista também é esse ou talvez seja principalmente esse, o de contar boas histórias. Continuo gostando quando você foge um pouco do esporte ou deixa o esporte apenas como pano de fundo. Gostei do título do livro também. Belo sábado pra você, Dani

    • janca

      Fico contente, Dani. E também adoro “contação de histórias”… Se você se interessa pelo assunto, a esquizofrenia no livro é tratada de um jeito tocante. E tocante porque humano. Ótimo sábado pra você também, João

      • Johannes

        Boa tarde João Carlos,

        Como bem disse a Dani os assuntos que você aborda variam da politica a música. Vão da economia ao comportamento e a histórias de pessoas como o Henry. Mas creio que a nossa vida é assim, hora nos ligamos a coisas mais amplas como a política, horas nos conectamos aos desafios pessoais e obstáculos que a vida oferece a nós ou as outras pessoas. Horas apreciamos uma boa música ou um filme legal, …horas estamos preocupados em concertar a pia !. Em relação ao Henry e sua família e outras pessoas que passam por situações semelhantes, me faz refletir em como nós podemos dar bola pra problemas minúsculos e perder a paciência por coisas que não valem a pena… no final das contas o amor pelas pessoas é que nos salva de nós mesmos….
        Em relação ao blog o que não varia mesmo é a educação e o respeito com o qual você trata esses assuntos tão diversos. Passe pelo micro e pelo macro, pelo yang e pelo ying, assim é a nossa vida..penso eu…

        • janca

          Pô, Johannes, muito legais suas palavra, fizeram que eu parasse e lesse e relesse e relesse e relesse… Sabe que me interesse muito mais pelo micro do que pelo macro? Isso ficou claríssimo pra mim no processo de fazer o documentário em Israel e territórios palestinos, muito claro. E estudo psicologia, tenho quase duas décadas como paciente, mas de vez em quando _se bem que neste blog acabe sendo a tônica, até pelo meu acerto com o Lancenet_ trato também do macro. Acho que os dois me interessam, mas insisto que o micro mais do que o macro. Talvez por isso varie tanto de assuntos… Grande abraço, desculpe a demora por responder, mas ontem fui ver o São Paulo, que era meu time de origem, com meu irmão e sobrinho, ambos são-paulinos roxos. Hoje sou mais Lusa, que era meu segundo time na infância e depois se tornou o primeiro, mas torço muito pelos times que as crianças da minha vida torcem. Então ontem voltei a ser são-paulino fanático contra o América-MG. E o time se saiu bem… João Carlos

  • Nilu

    ” O amor pelas pessoas é o que nos salva de nós mesmos ” grande Johannes . Para ler e pensar… E ai e esse bebe, já se revelou? Um domingo tranquilo. Nilú

    • Johannes

      Olá Nilu, meu pequenino/pequenina deverá se revelar na próxima semana, assim que souber farei questão de compartilhar com vocês….pois é e olha eu filosofando aí… é que as vezes nós somos egoístas e se doar para alguém mesmo para a nossa família/pais/filhos exige desprendimento e maturidade…Bom domingo pra você também.

      • janca

        Boa de novo, Johannes. Desprendimento e maturidade. E às vezes até mais maturidade do que desprendimento… Maturidade que poucos têm… Ótimo domingo de novo e estamos aguardando ansiosamente para saber se será menino ou meninas mas, mais do que isso, seguimos na torcida para que a gravidez seja tranquila e que o bebê venha com saúde, que é o principal, né? Abs.

        • Dani

          Também quero saber o sexo do rebento/a mas torço que venha com saúde, num mundo melhor e que colabore para ele ficar melhor, amigo Johannes. Bjs. Dani

          • Johannes

            Valeu Dani,
            Obrigado a todos pelo carinho e pelas vibrações positivas 🙂 Muito legal esse carinho de todos vocês.

    • janca

      É, Nilu, o amor pelas pessoas nos salva de nós mesmos. Gostei dessa. Mas temos que nos amar e nos acolher também… Ótimo domingo pra vocês, João

      • nilu

        É isso mesmo, ninguém pode dar aquilo que não tem… mas num primeiro momento achei que a idéia da frase era : esqueça seu problemas e pense nos dos outros apenas, que podem ser bem maiores, e podem, mas não é por isso que minimizam os nossos… Bom seria se fosse, pois sempre vai ter um maior que o seu. Quando vejo os problemas “reais”da humanidade, e pessoas que aparentemente conseguem ser felizes, como as do teu filme, me sinto pequena por dar tanta importância as meus pequenos problemas, e aí sublimo um pouco, mas isso não é resolver, certo? Polêmica…_rs. Nem responda. Um bom dia. Nilú

        • Dani

          Minha vez de me meter neste cantinho aqui… Tão gostosas essas trocas com vocês… Querida Nilú, será que dá pra esquecermos nosso problemas e pensarmos apenas nos dos outros? Acho que sim. Tocante o que você escreveu, pois nosso problemas são tão pequenos perto do que vemos por aí? Ou não? Nem eu sei. Polêmica, polêmica… Mas também acho que ninguém pode dar aquilo que não tem. Tava pensando. Falei, falei e não disse nada, né? Bjs. Dani

          • nilu

            Dani,Dani,Dani_rs
            Na verdades nossos cabeças são muito loucas e muito pensantes. Ainda bem, as ideias, vem, vão e podem estar sempre se alterando, não é? Nossos problemas são nada de verdade, e temos que não super valoriza-los, isso sim, mas eles não se resolvem na tristeza de alguém que sofre mais. Basta amiga, hoje estamos dignos de levar um pito do chefe(risos). Beijocas pra vc. Muito sol. Nilú

          • janca

            Eu chefe??? De jeito nenhum _rs. Fui chefe uma vez e gostei da experiência, se bem que não sei se gostaria de repeti-la _rs. Aprendi muito, escorreguei um bocado, mas valeu. Aqui o espaço é de todos, Nilú. Muito sol pra você também, João

        • Johannes

          Bom Dia João, Nilu
          Graças a Deus estamos tendo uma gravidez bem tranquila e temos curtido bastante esse período e seja um menino ou menina vamos nos empenhar para que ele/ela seja uma pessoa feliz..e que venha com bastante saúde.. que como você disse é o mais importante nesse período. Não sabia que você tava estudando psicologia João Carlos, com certeza vai acrescentar muito a você como pessoa, é uma área muito bacana do conhecimento e enriquecedora…em relação ao que falei sobre nos salvar de nós mesmos…é do nosso lado egoísta e de nosso ego que muitas vezes coloca as nossas necessidades individuais e desejos muito acima das dos que estão a nossa volta….através da afeição as outras pessoas nossos desejos e necessidades individuais acabam as vezes até sumindo e vivemos com menos tendo mais bagagem e força interior…diminuindo aquilo que necessitamos e gerando um contentamento espiritual mais fácil e paz interior…é isso que ensina por exemplo o Dalai Lama…Bom Domingo pra vocês.

          • janca

            Eu concordo totalmente com você, Johannes. Diminuir nossas demandas e exigências, controlar nosso ego e vaidade, entender que somos uma sementinha, tudo isso é importantíssimo, pra nós e pro mundo. Ótimo domingo ensolarado aqui em SP, João

  • Nilu

    Eta que coisa linda, uma coisa é certa, em que belo lar vai chegar essa criança! Meus “meus demonios” atrapalharam um pouco minha interpretação. Errei um pouco. Peço desculpas pela confusão. Nilú

    • Johannes

      rs…O que você falou sobre esquecer dos nossos próprios problemas se relaciona diretamente com o que tentei expressar…acho que sua linha de interpretação vai de encontro sim…a questão de supervalorizar determinados problemas quando são na verdade insignificantes entra no pacote do nosso egoísmo…

      • janca

        Eu também tinha entendido um pouco diferente… Então vale a interpretação da Nilú. Abs.

        • janca

          E sinal de que quem tinha errado fui eu… Como é difícil a comunicação entre as pessoas, mesmo entre a gente, nós, que já nos tornamos amigos, não? João

          • Johannes

            Na verdade quando escrevia pensei sobre muitas coisas João e partiu do que você escreveu sobre o Henry…embora não tenha lido o livro..por se tratar da esquizofrênia acho que acabei refletindo sobre várias coisas…e coincidiu também com algumas coisas simples do meu cotidiano que vivenciei na sexta-feira…alguns resmungos meus..rs
            Uma parte em particular me inspirou: a descrição do livro…é dito na tua postagem (Christopher Hitchens) “ilustra como o sofrimento e o trauma podem ser uma porta aberta para o amor, a solidariedade e mesmo a cura”.
            Até agora não vi contradições entre seus cometários e os da Nilu..talvez elas sejam apenas complementares…abraço a todos

          • janca

            É, você tem razão. São comentários complementares, como os seus, que tanto têm engrandecido este blog. Graaaande abraço, João

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